top of page
O estopim (2400 x 2400 px)8.png

Paraguaios resgatados de fábrica clandestina de cigarros viviam sob vigilância e em condições degradantes no Cabo

Por Michael Andrade, da redação de O Estopim | Fonte: Diário de Pernambuco | domingo (7) de junho de 2026


Grupo foi encontrado em situação análoga à escravidão durante operação realizada no Cabo de Santo Agostinho.


(Foto: Divulgação/ Auditoria-Fiscal do Trabalho)
(Foto: Divulgação/ Auditoria-Fiscal do Trabalho)

Os 18 trabalhadores paraguaios resgatados de uma fábrica clandestina de cigarros no Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife, viviam sob vigilância constante, jornadas exaustivas e condições degradantes de alojamento, segundo informações da Auditoria-Fiscal do Trabalho (AFT).


A operação de resgate foi realizada na última quinta-feira (4). De acordo com os auditores, os trabalhadores haviam sido aliciados no Paraguai com promessas de emprego formal na área de costura, salários entre R$ 3 mil e R$ 3,5 mil, além de alimentação e moradia custeadas pelos contratantes.


Após deixarem o país de origem, os imigrantes percorreram uma rota que incluiu viagens terrestres e aéreas até chegarem ao local onde funcionava a fábrica clandestina.


Segundo a fiscalização, ao chegarem ao empreendimento, muitos tiveram a comunicação com familiares interrompida. Em alguns casos, celulares foram recolhidos ou mantidos sob controle dos responsáveis pelo local.


Os trabalhadores cumpriam jornadas de até 12 horas diárias, sem folgas regulares, operando máquinas de fabricação e empacotamento de cigarros sem treinamento adequado ou equipamentos de proteção individual.


As condições de alojamento também chamaram a atenção dos auditores. Os paraguaios dormiam em colchões espalhados pelo chão, em ambientes superlotados e com pouca ventilação.


Em um dos dormitórios, 18 pessoas dividiam o mesmo espaço e contavam apenas com um ventilador. A única janela permanecia lacrada.


A investigação também identificou um sistema de vigilância permanente. O local possuía câmeras de monitoramento e acessos trancados com cadeados. Relatos apontam que havia pessoas encarregadas de impedir a saída dos trabalhadores.


Além disso, foram constatadas irregularidades relacionadas à alimentação, abastecimento de água potável e higiene. Os próprios trabalhadores eram responsáveis pela preparação das refeições e pela limpeza dos alojamentos.


Segundo os depoimentos colhidos pela equipe de fiscalização, nenhum dos paraguaios havia recebido salário até o momento da operação. O pagamento, conforme informado aos trabalhadores, ocorreria apenas após meses de serviço e no retorno ao Paraguai.


Diante das condições encontradas, a Auditoria-Fiscal do Trabalho concluiu que havia submissão a condições degradantes e restrição de liberdade, configurando situação análoga à escravidão.


Os trabalhadores resgatados terão direito ao recebimento das verbas trabalhistas e poderão solicitar o seguro-desemprego destinado a vítimas de trabalho análogo ao de escravo.


As investigações continuam para identificar os responsáveis pelo recrutamento, transporte e exploração da mão de obra.


Foto: Reprodução


O Estopim - O começo da notícia


Acesse o nosso perfil no Instagram e veja essas e outras notícias @oestopim_

Comentários

Avaliado com 0 de 5 estrelas.
Ainda sem avaliações

Adicione uma avaliação
Comemorando 15 anos de resiliência e paixão pela leitura — Livraria Lira Cultural a sua re
Comemorando 15 anos de resiliência e paixão pela leitura — Livraria Lira Cultural a sua re
Comemorando 15 anos de resiliência e paixão pela leitura — Livraria Lira Cultural a sua re
Comemorando 15 anos de resiliência e paixão pela leitura — Livraria Lira Cultural a sua re
Comemorando 15 anos de resiliência e paixão pela leitura — Livraria Lira Cultural a sua re
Comemorando 15 anos de resiliência e paixão pela leitura — Livraria Lira Cultural a sua re
bottom of page
Logo MPPE
Painel de Transparência Festejos Juninos
Fale Conosco WhatsApp