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Por Michael Andrade, da redação de O estopim - Fonte: Diário de Pernambuco | sábado (25) de abril de 2026


Senador critica “provocações” internas e tenta conter desgaste após troca de ataques entre aliados


Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicou um apelo por união entre aliados nesta sexta-feira (24), após novos episódios de conflitos públicos envolvendo integrantes do campo político da direita.


Em publicação direcionada à base bolsonarista, o parlamentar criticou o que classificou como “provocações e cobranças” dentro do próprio grupo e pediu foco na atuação política conjunta.


A manifestação ocorre após novos atritos públicos entre o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e membros da família do ex-presidente Jair Bolsonaro, incluindo o vereador Jair Renan Bolsonaro (PL-SC).


No texto, Flávio afirmou que não é necessário “pressionar” ou “defender” aliados, destacando que cada integrante do grupo tem seu próprio tempo e forma de atuação. O senador também declarou que “apoio não se impõe”, mas “se conquista”.


O episódio foi interpretado por aliados como uma tentativa de reduzir o desgaste provocado pela escalada de conflitos internos. Na véspera, Nikolas Ferreira voltou a criticar Jair Renan em uma publicação nas redes sociais.


As divergências ganharam força após críticas do influenciador Junior Japa ao deputado, incluindo questionamentos sobre apoio político e engajamento em pré-campanha presidencial. A troca de declarações se ampliou com a participação de outros influenciadores e novos posicionamentos públicos.


Flávio Bolsonaro já havia se manifestado anteriormente para minimizar divergências entre aliados, incluindo episódios envolvendo o deputado Eduardo Bolsonaro e discussões sobre o apoio à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.


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Por Michael Andrade, da redação de O estopim - Fonte: Agência Brasil | domingo (15) de março de 2026


Fenaj, Abraji e Sindicato dos Jornalistas do DF cobram proteção a profissionais que atuam em frente ao Hospital DF Star.


Foto: Marcelo Camargo
Foto: Marcelo Camargo

Entidades que representam jornalistas brasileiros repudiaram as agressões e ameaças sofridas por profissionais de imprensa que trabalham em frente ao Hospital DF Star, em Brasília, onde o ex-presidente Jair Bolsonaro está internado desde sexta-feira (13).


A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF) divulgaram notas cobrando proteção aos profissionais que acompanham a movimentação no hospital.


Segundo a Abraji, os ataques começaram após uma influenciadora digital bolsonarista divulgar um vídeo em que acusa jornalistas que aparecem em imagens gravadas na porta da unidade hospitalar de desejarem a morte do ex-presidente. O conteúdo foi compartilhado por parlamentares e também pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que tem milhões de seguidores nas redes sociais.


Na avaliação da associação, a divulgação do vídeo, sem verificação prévia, foi irresponsável e expôs profissionais que estavam apenas exercendo o trabalho jornalístico a ameaças, ofensas e campanhas de difamação.


A Abraji informou ainda que as agressões não ficaram restritas ao ambiente digital. Pelo menos duas repórteres teriam sofrido ataques presenciais após serem reconhecidas na rua. Segundo a entidade, também passaram a circular montagens e vídeos produzidos com uso de inteligência artificial, incluindo simulações de violência contra uma jornalista, além da exposição de fotos de filhos e parentes de profissionais da imprensa como forma de intimidação.


Em nota conjunta, a Fenaj e o Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal lembraram que é dever do Estado garantir a segurança dos profissionais em locais públicos e de interesse jornalístico. As entidades informaram que devem solicitar reforço da Polícia Militar em frente ao hospital para impedir agressões e cerceamento ao trabalho da imprensa.


As organizações também pediram apuração rigorosa das ameaças virtuais, identificação dos responsáveis e responsabilização dos autores. Além disso, cobraram das empresas jornalísticas apoio jurídico e condições de segurança para os trabalhadores escalados para a cobertura.


Internação


Bolsonaro está internado na UTI do Hospital DF Star tratando de uma broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa. Segundo boletim médico divulgado neste domingo, o quadro clínico é estável, com melhora da função renal, mas houve elevação de marcadores inflamatórios, levando os médicos a ampliar a dosagem de antibióticos.


Ainda não há previsão de alta da UTI. Após deixar o hospital, Bolsonaro deverá retornar à Papudinha, no Complexo Penitenciário da Papuda, onde cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros crimes relacionados.


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Por Raul Silva para O Estopim | 04 de janeiro de 2026


A madrugada de 3 de janeiro de 2026 expôs a víscera mais inflamada da extrema-direita brasileira. Enquanto bombas norte-americanas estilhaçavam a soberania de uma nação sul-americana e tropas estrangeiras sequestravam um chefe de Estado no Palácio de Miraflores, uma parcela ruidosa de parlamentares brasileiros não sentiu apreensão, cautela ou respeito diplomático. Eles sentiram êxtase.


A mascara caída do falso patriotismo — Foto: Pablo Jacob/Governo do Estado de SP, Saul Loeb/AFP e Mario Agra/Câmara dos Deputados
A mascara caída do falso patriotismo — Foto: Pablo Jacob/Governo do Estado de SP, Saul Loeb/AFP e Mario Agra/Câmara dos Deputados

A celebração de figuras como Eduardo Bolsonaro, Nikolas Ferreira, Bia Kicis e Flávio Bolsonaro diante da Operação Absolute Resolve não é apenas um sintoma de antipetismo patológico. É a confissão definitiva de que o movimento bolsonarista abandonou qualquer pretensão de nacionalismo para abraçar um projeto de submissão colonial. A festa com a queda de Caracas é, na verdade, um pedido de socorro de quem falhou em dar um golpe com as próprias mãos em 8 de janeiro de 2023 e agora implora para que o "Grande Irmão" do Norte venha terminar o serviço em Brasília.


A peregrinação da traição: de Brasília a Washington Patriotismo


Para entender o júbilo de janeiro de 2026, é preciso olhar para o trabalho de formiga feito nos anos anteriores. O bolsonarismo inaugurou uma nova modalidade de política externa: a diplomacia da delação premiada.


Desde a derrota em 2022, comitivas lideradas por Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Gustavo Gayer (PL-GO), acompanhadas de influenciadores como Paulo Figueiredo, transformaram os corredores do Capitólio dos EUA em um muro das lamentações contra o Brasil. O objetivo nunca foi defender interesses comerciais nacionais, mas sim implorar por sanções contra a própria pátria.


A articulação com o deputado republicano Chris Smith para aprovar o No Funding or Enforcement of Censorship Abroad Act (HR 9850) é a prova cabal dessa traição. Parlamentares brasileiros eleitos com o voto popular trabalharam ativamente para que uma potência estrangeira cortasse verbas e impusesse sanções a autoridades judiciais brasileiras, sob o pretexto falacioso de "liberdade de expressão". Eles pediram, em bom inglês, que os EUA punissem o Brasil porque o STF ousou defender a democracia contra seus ataques.


O "Deus, Pátria e Família" do bolsonarismo tem um asterisco: a Pátria só serve se for governada por eles. Caso contrário, que seja sancionada, isolada ou, como sonham ao olhar para a Venezuela, invadida.


O espelho de Caracas e a fantasia golpista


A reação nas redes sociais foi pedagógica. O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) não se limitou a comentar; ele divulgou montagens substituindo o rosto de Nicolás Maduro pelo do presidente Lula sendo preso por agentes estrangeiros. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), num ato falho de desejo reprimido, profetizou que "Lula será delatado" e que o "Foro de São Paulo acabou".


Essa euforia revela a impotência política do grupo que defende o "Patriotismo". Tendo falhado em mobilizar as Forças Armadas brasileiras para um golpe clássico, e vendo o cerco da Polícia Federal se fechar sobre a trama de 8 de janeiro, o bolsonarismo terceirizou sua esperança golpista para Donald Trump. Eles olham para os helicópteros Black Hawk sobre Caracas e não veem uma tragédia geopolítica; veem um trailer do que desejam para o Palácio do Planalto. É a "Síndrome de Vira-Lata" elevada à categoria de estratégia militar.


#CongressoInimigoDoPovo: A guerra interna


Enquanto seus olhos brilham com a intervenção externa, suas mãos operam a destruição interna. A bancada que aplaude o imperialismo é a mesma que transformou o Legislativo no #CongressoInimigoDoPovo. A coerência é macabra: eles odeiam a soberania nacional tanto quanto odeiam o bem-estar da população brasileira.


  1. A Anistia da Impunidade: A obsessão pela PL da Anistia para os golpistas de 8 de janeiro não é sobre justiça; é sobre autoperdão. Parlamentares como Carla Zambelli e Bia Kicis sabem que a punição dos executores é o prelúdio da punição dos mandantes. Eles querem apagar a história da tentativa de abolição do Estado de Direito para ficarem livres para tentar de novo — desta vez, talvez, com apoio logístico externo.


  2. PEC das Praias (A Venda do Litoral): O mesmo Flávio Bolsonaro que celebra a invasão da Venezuela é o relator da famigerada PEC 3/2022, que abre caminho para a privatização de terrenos de marinha. Sob o disfarce de regularização, a proposta entrega o patrimônio ambiental e estratégico do litoral brasileiro à especulação imobiliária, muitas vezes internacional. É a soberania fatiada e vendida em lotes para resorts de luxo, enquanto a população local é empurrada para longe do mar.


  3. PL do Estupro (O Ódio às Mulheres): A bancada fundamentalista, liderada por nomes como Sóstenes Cavalcante, tentou impor o PL 1904/24, equiparando o aborto legal (mesmo em casos de estupro) ao homicídio. É o sadismo legislativo: punir meninas estupradas com penas maiores que as de seus estupradores.


Não podem voltar nunca mais


A invasão da Venezuela funcionou como um reagente químico, revelando a verdadeira cor do bolsonarismo. Não é verde e amarelo; é a cor da submissão.


Um grupo político que:


  • Pede sanções econômicas contra o próprio país em Washington;

  • Celebra o bombardeio de uma capital sul-americana;

  • Posta montagens sonhando com a prisão do seu presidente por tropas estrangeiras;

  • Tenta anistiar quem destruiu os Três Poderes;

  • Quer privatizar as praias e revitimizar mulheres violentadas;


Este grupo não é "oposição". É uma facção antinacional. A defesa da democracia brasileira em 2026 passa, obrigatoriamente, pelo banimento político, através do voto, desta casta que, se pudesse, trocaria a faixa presidencial por um cargo de gerente regional de uma colônia norte-americana. O Brasil é grande demais para ser governado por quem sonha em ser pequeno.

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