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Saúde

Por Michael Andrade, da redação de O estopim

Fonte: Agência Brasil | março de 2026


O Ministério da Saúde ampliou o uso do medicamento doxiciclina 100 mg no Sistema Único de Saúde (SUS). A partir de agora, o antibiótico também passa a ser indicado como medida preventiva, em casos de exposição, para infecções sexualmente transmissíveis bacterianas, como sífilis e clamídia.


Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A mudança foi oficializada por meio de portaria publicada no Diário Oficial da União. O texto estabelece que a doxiciclina será incorporada como profilaxia pós-exposição na prevenção dessas ISTs em grupos definidos pela política pública de saúde.


De acordo com o Ministério da Saúde, a ampliação do uso do medicamento foi aprovada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec). As áreas técnicas da pasta terão prazo de até 180 dias para efetivar a oferta no sistema público.


A pasta reforça que a sífilis é uma infecção curável, causada pela bactéria Treponema pallidum, e pode se manifestar em diferentes fases clínicas. A transmissão ocorre principalmente por relação sexual sem preservativo, inclusive oral, vaginal ou anal, e também pode acontecer da gestante para o bebê durante a gravidez ou no parto.


Já a clamídia é uma infecção que atinge, na maioria das vezes, os órgãos genitais, mas também pode afetar garganta e olhos. Segundo o ministério, a infecção pode acometer homens e mulheres sexualmente ativos e é transmitida por contato sexual anal, oral ou vaginal, além da transmissão congênita.


O Ministério da Saúde destaca que a nova medida amplia a estratégia de prevenção no SUS e passa a integrar o conjunto de ações já adotadas no enfrentamento às infecções sexualmente transmissíveis no país.


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Por Michael Andrade, da redação de O estopim - Fonte: Portal Ailton Nunes | 9 de março de 2026


A Carreta da Mulher Pernambucana iniciou nesta segunda-feira (9) os atendimentos na cidade da Pedra. A unidade móvel está instalada na Praça Imaculada Conceição e segue oferecendo exames e consultas voltados à saúde feminina até o dia 11 de março.


Imagem: Reprodução
Imagem: Reprodução

A ação do Governo de Pernambuco leva serviços especializados para a população, com foco na prevenção e no diagnóstico precoce de doenças que afetam as mulheres, especialmente câncer de mama e câncer do colo do útero.


Entre os atendimentos ofertados estão mamografia, ultrassom de mama, colposcopia, biópsia de nódulo de mama guiada por ultrassom, biópsia de lesão do colo do útero, além de consultas com mastologista e ginecologista.


A mamografia é destinada a mulheres a partir de 40 anos e pode ser realizada sem requisição médica. Já outros exames, como ultrassom de mama e colposcopia, dependem de encaminhamento médico ou avaliação prévia.


A iniciativa busca ampliar o acesso aos serviços de saúde e reforçar a importância da prevenção, levando atendimento especializado mais próximo da população.


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Por Michael Andrade, da redação de O estopim - Fonte: Agência Brasil | 8 de março de 2026


Um novo estudo divulgado pelo Instituto Butantan indica que a vacina brasileira contra a dengue mantém eficácia por pelo menos cinco anos após a aplicação. Os resultados foram publicados na revista científica Nature Medicine e reforçam a segurança e a proteção oferecidas pelo imunizante chamado Butantan-DV.


Walterson Rosa/MS
Walterson Rosa/MS

A vacina foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em novembro do ano passado e já começou a ser aplicada em profissionais de saúde em diversas regiões do país.


De acordo com o estudo, nenhuma pessoa vacinada apresentou casos graves de dengue ou precisou de hospitalização durante o período analisado. A eficácia da vacina contra formas graves da doença ou infecções com sinais de alerta ficou em 80,5%.


Outro diferencial da Butantan-DV é que ela é a primeira vacina do mundo contra a dengue aplicada em dose única, o que facilita a adesão da população ao esquema de imunização.

Segundo a diretora médica do Instituto Butantan, Fernanda Boulos, esse resultado é considerado muito positivo porque demonstra que uma única aplicação já é capaz de manter proteção elevada ao longo dos anos.


“Vacinas que precisam de duas ou mais doses apresentam um problema comum: muitas pessoas não voltam para completar o esquema. Por isso, a demonstração de que uma única dose mantém proteção alta é muito importante”, explicou.


Resultados variam por faixa etária


O estudo também apontou variações na eficácia da vacina conforme a faixa etária. No geral, a eficácia contra a dengue ficou em 65%, mas o índice sobe para 77,1% entre pessoas que já tiveram a doença anteriormente.


Os resultados indicaram ainda que a proteção foi mais alta entre adolescentes e adultos do que entre crianças.


Por essa razão, a Anvisa autorizou o uso da vacina apenas para pessoas entre 12 e 59 anos, embora os testes também tenham incluído crianças a partir dos dois anos.

De acordo com o Butantan, novos estudos estão sendo realizados para avaliar se será necessário um reforço vacinal em crianças e para analisar a eficácia do imunizante em idosos.


Segundo a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIM), essa ampliação seria importante, especialmente porque a maior taxa de mortalidade por dengue ocorre entre idosos.


Estudo acompanhou mais de 16 mil pessoas


Os dados apresentados no estudo foram obtidos após o acompanhamento de mais de 16 mil participantes. Cerca de 10 mil receberam a vacina, enquanto quase 6 mil receberam placebo, permitindo a comparação entre os grupos.


Os resultados indicaram que a vacina foi bem tolerada e não apresentou preocupações de segurança a longo prazo.


Além de abastecer o Sistema Único de Saúde (SUS), o Instituto Butantan também avalia a possibilidade de exportar doses para outros países, especialmente da América Latina, onde a dengue também tem provocado surtos e epidemias frequentes.


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