Por Michael Andrade, da redação de O Estopim | Fonte: O Globo | terça-feira (9) de junho de 2026
Medida foi adotada de forma preventiva após duas mortes suspeitas e reações severas notificadas em pessoas vacinadas.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou, nessa segunda-feira (8), a suspensão temporária da vacinação contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan. A medida foi adotada de forma preventiva após a notificação de duas mortes consideradas suspeitas e que seguem sob investigação dos órgãos de vigilância sanitária.
De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 500 mil doses já haviam sido aplicadas em todo o país desde o início da campanha. No período, foram registrados 42 episódios de reações severas que podem estar associados ao imunizante, embora ainda não exista comprovação de relação direta entre os casos e a vacina.
Durante coletiva de imprensa, Padilha afirmou que a suspensão segue os protocolos de segurança do sistema nacional de vigilância em saúde.
“Não há dados para estabelecer a relação entre as mortes e a vacina diretamente. É um sinal de alerta para o sistema de vigilância”, declarou o ministro.
A vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan é considerada um marco para a ciência brasileira por ser a primeira do mundo contra a dengue aplicada em dose única e a primeira produzida integralmente no Brasil.
Inicialmente, a imunização estava sendo direcionada aos profissionais da atenção primária à saúde, grupo considerado estratégico para proteção contra a doença.
O Ministério da Saúde orienta que pessoas que receberam a vacina nos últimos 21 dias procurem uma unidade de saúde para acompanhamento e monitoramento de possíveis reações adversas. Qualquer sintoma incomum deve ser comunicado aos serviços de saúde para avaliação médica.
As investigações sobre os óbitos e os eventos adversos continuam em andamento. A expectativa do governo federal é concluir a análise técnica dos casos antes de decidir sobre a retomada ou não da campanha.
A dengue segue entre as principais preocupações de saúde pública no Brasil, especialmente nos períodos de maior circulação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença.
Foto: Reprodução
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