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Obituários

Por Michael Andrade, da redação do Portal O Estopim | Fonte: CNN Brasil | quinta-feira (9)


A cantora galesa Bonnie Tyler morreu aos 75 anos, conforme anunciado por sua família e equipe em comunicado oficial nesta quinta-feira (9).


Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A artista, reconhecida mundialmente pela voz rouca e por clássicos do pop rock dos anos 1980, estava internada em um hospital em Portugal desde maio, após ser submetida a uma cirurgia intestinal de emergência.


Segundo a nota divulgada, o falecimento ocorreu de forma inesperada na noite anterior, em decorrência da doença pela qual ela estava sendo tratada. A equipe da artista pediu privacidade à família para lidar com a perda e informou que um novo comunicado será emitido em breve. A cantora havia sido colocada em coma induzido logo após a intervenção cirúrgica no mês de maio.


Trajetória e sucessos marcantes


Nascida como Gaynor Hopkins no País de Gales, em 8 de junho de 1951, Bonnie Tyler começou a carreira transitando entre o country rock e o rock operático.


Sua marca registrada - a rouquidão acentuada -surgiu de forma acidental em 1977. A artista precisou remover nódulos das cordas vocais e não seguiu as recomendações médicas de repouso absoluto, o que gerou a alteração definitiva em seu timbre.


O sucesso mundial veio na década seguinte. Em 1983, a balada épica "Total Eclipse of The Heart" alcançou o primeiro lugar na parada de singles da Billboard, nos Estados Unidos. O feito a tornou a primeira mulher galesa a ter um single no topo das paradas do Reino Unido e a primeira britânica a estrear um álbum em primeiro lugar no país.


No ano seguinte, a cantora emplacou mais um sucesso global: "Holding Out For a Hero". A música integrou a trilha sonora do filme "Footloose" (1984) e voltou a ganhar enorme popularidade ao ser incluída na animação "Shrek 2" (2004), consolidando o legado da artista também para as novas gerações.


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Por Michael Andrade, da redação do Portal O Estopim | Fonte: O Globo | terça-feira (7)


Dramaturgo de 95 anos estava internado na capital paulista; sua escrita revolucionou a teledramaturgia brasileira ao colocar a cultura rural, a história e as questões agrárias no centro do horário nobre.


Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

O autor de novelas Benedito Ruy Barbosa morreu nesta terça-feira (7), aos 95 anos, na cidade de São Paulo. A informação foi confirmada pela assessoria do hospital HCor, onde o escritor estava internado nas últimas semanas. A causa do falecimento não foi divulgada pela equipe médica. Reconhecido como um dos maiores nomes da teledramaturgia nacional, ele deixa um legado de histórias que retrataram o Brasil de forma profunda e atravessaram gerações.


Nascido em Gália, no interior paulista, em 17 de abril de 1931, o autor consolidou sua carreira ao voltar o olhar para o campo em uma época em que as produções televisivas focavam quase exclusivamente nos centros urbanos e no eixo Rio-São Paulo. Suas obras abordaram disputas de terra, tradições regionais, preservação ambiental, a saga dos imigrantes e as complexas relações familiares, misturando o realismo com a poesia da vida no interior.


O pioneirismo e as grandes obras de sua trajetória

A escrita de Benedito Ruy Barbosa redefiniu a estética da televisão brasileira por meio de obras densas e de forte apelo popular. Entre os seus maiores sucessos destacam-se:


Pantanal (1990):


Exibida originalmente pela Rede Manchete, a produção tornou-se um marco ao romper padrões estéticos e colocar a natureza como elemento central da narrativa. Com foco na preservação ambiental e no realismo fantástico, a saga de Juma Marruá quebrou a soberania da concorrência e ganhou uma adaptação de enorme sucesso na TV Globo décadas depois.

O Rei do Gado (1996):


Uma das novelas mais icônicas da TV brasileira, a trama colocou em debate a reforma agrária, o movimento dos trabalhadores sem-terra e a rivalidade histórica entre as famílias Mezenga e Berdinazzi. A produção uniu crítica social a uma audiência massiva.


Renascer (1993):


Ambientada na região cacaueira de Ilhéus, na Bahia, a novela narrou a saga de José Inocêncio e sua relação conflituosa com o filho caçula. A história combinou misticismo, lendas locais e o drama familiar de forma marcante.

Terra Nostra (1999) e Esperança (2002):


O autor também se dedicou a resgatar a formação da sociedade brasileira por meio da imigração. Terra Nostra focou na chegada dos imigrantes italianos ao Brasil no fim do século XIX, enquanto Esperança deu continuidade ao panorama histórico das colônias que ajudaram a construir o país.


Últimos anos e despedida


Nos últimos anos, Benedito enfrentava problemas de saúde e mantinha uma rotina reservada na capital paulista, próximo à família. Em 2025, o escritor chegou a ser internado devido a um quadro de insuficiência renal crônica, mas recuperou-se na ocasião. Familiares ressaltaram ao longo dos últimos meses que, apesar das limitações físicas, o autor permanecia lúcido.


O dramaturgo deixa quatro filhos (Edmara, Edilene, Ruy Maurício e Marcelo) e dez netos, incluindo o também autor Bruno Luperi, que deu continuidade ao trabalho do avô ao assinar os roteiros dos remakes recentes de *Pantanal* e *Renascer*. O velório será realizado a partir das 15h desta terça-feira, no Funeral Home, no bairro da Bela Vista, em São Paulo.


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Por Michael Andrade, da redação de O estopim - Fonte: O Estadão | sexta-feira (17) de abril de 2026


Ídolo do esporte brasileiro, o “Mão Santa” construiu carreira histórica na seleção e nos clubes e enfrentava câncer no cérebro desde 2011


Jogador de basquete, Oscar disputou cinco Olimpíadas consecutivas entre 1980 e 1996 | Foto: Divulgação
Jogador de basquete, Oscar disputou cinco Olimpíadas consecutivas entre 1980 e 1996 | Foto: Divulgação

O ex-jogador de basquete Oscar Schmidt morreu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos. Conhecido como “Mão Santa”, ele foi um dos maiores nomes da história do esporte no Brasil e referência internacional na modalidade.


Segundo informações divulgadas, Oscar sofreu uma parada cardiorrespiratória em sua residência, em Alphaville, na Grande São Paulo. Ele chegou a ser levado ao Hospital Municipal Santa Ana, em Santana de Parnaíba, mas já sem vida. A morte foi confirmada pela família.


Oscar deixa a esposa, Maria Cristina, e os filhos Felipe e Stephanie. O velório será restrito aos familiares, em respeito ao desejo por um momento íntimo.


Ao longo dos últimos anos, o ex-atleta enfrentava um câncer no cérebro, diagnosticado em 2011. Ele passou por duas cirurgias para retirada de tumores e realizou sessões de quimioterapia. Em 2022, chegou a anunciar a interrupção do tratamento após afirmar estar curado da doença.


Nascido em Natal, no Rio Grande do Norte, em 16 de fevereiro de 1958, Oscar Daniel Bezerra Schmidt iniciou sua trajetória no esporte ainda jovem. Filho de militar, teve contato com diferentes modalidades, mas foi no basquete que construiu sua carreira.


Ainda adolescente, mudou-se para São Paulo, onde passou a atuar nas categorias de base do Palmeiras. O desempenho chamou atenção e levou à convocação para a seleção brasileira juvenil. Pouco tempo depois, já integrava a equipe principal.


Oscar ganhou projeção internacional ao defender o Sírio, onde conquistou o Mundial Interclubes de 1979. No ano seguinte, participou de sua primeira Olimpíada, em Moscou. Ao longo da carreira, disputou cinco edições dos Jogos Olímpicos e se tornou o maior pontuador da história da competição.



Com a seleção brasileira, acumulou títulos e medalhas importantes, incluindo o ouro no Pan-Americano de Indianápolis, em 1987, considerado um dos momentos mais marcantes do basquete nacional. Também conquistou títulos sul-americanos e medalhas em competições internacionais.


Oscar é o maior pontuador da história da seleção brasileira, com 7.693 pontos, e por muitos anos foi o jogador com maior pontuação acumulada no basquete mundial, marca superada apenas em 2024.


Ao longo da carreira, atuou por clubes como Palmeiras, Corinthians, Flamengo e Sírio, além de equipes na Espanha e na Itália. Ficou conhecido também por ter recusado uma proposta da NBA, em 1984, para continuar defendendo a seleção brasileira.


Em 2013, foi incluído no Hall da Fama do basquete, nos Estados Unidos, reconhecimento que consolidou sua trajetória internacional.


Fora das quadras, Oscar também teve breve passagem pela política. Em 1998, disputou uma vaga ao Senado por São Paulo, mas não foi eleito.


Reconhecido pelo estilo de jogo e pela dedicação ao esporte, Oscar Schmidt se tornou um dos principais responsáveis pela popularização do basquete no Brasil e deixa um legado duradouro para o esporte.


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