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Obituários

Por Michael Andrade, da redação de O estopim - Fonte: O Estadão | sexta-feira (17) de abril de 2026


Ídolo do esporte brasileiro, o “Mão Santa” construiu carreira histórica na seleção e nos clubes e enfrentava câncer no cérebro desde 2011


Jogador de basquete, Oscar disputou cinco Olimpíadas consecutivas entre 1980 e 1996 | Foto: Divulgação
Jogador de basquete, Oscar disputou cinco Olimpíadas consecutivas entre 1980 e 1996 | Foto: Divulgação

O ex-jogador de basquete Oscar Schmidt morreu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos. Conhecido como “Mão Santa”, ele foi um dos maiores nomes da história do esporte no Brasil e referência internacional na modalidade.


Segundo informações divulgadas, Oscar sofreu uma parada cardiorrespiratória em sua residência, em Alphaville, na Grande São Paulo. Ele chegou a ser levado ao Hospital Municipal Santa Ana, em Santana de Parnaíba, mas já sem vida. A morte foi confirmada pela família.


Oscar deixa a esposa, Maria Cristina, e os filhos Felipe e Stephanie. O velório será restrito aos familiares, em respeito ao desejo por um momento íntimo.


Ao longo dos últimos anos, o ex-atleta enfrentava um câncer no cérebro, diagnosticado em 2011. Ele passou por duas cirurgias para retirada de tumores e realizou sessões de quimioterapia. Em 2022, chegou a anunciar a interrupção do tratamento após afirmar estar curado da doença.


Nascido em Natal, no Rio Grande do Norte, em 16 de fevereiro de 1958, Oscar Daniel Bezerra Schmidt iniciou sua trajetória no esporte ainda jovem. Filho de militar, teve contato com diferentes modalidades, mas foi no basquete que construiu sua carreira.


Ainda adolescente, mudou-se para São Paulo, onde passou a atuar nas categorias de base do Palmeiras. O desempenho chamou atenção e levou à convocação para a seleção brasileira juvenil. Pouco tempo depois, já integrava a equipe principal.


Oscar ganhou projeção internacional ao defender o Sírio, onde conquistou o Mundial Interclubes de 1979. No ano seguinte, participou de sua primeira Olimpíada, em Moscou. Ao longo da carreira, disputou cinco edições dos Jogos Olímpicos e se tornou o maior pontuador da história da competição.



Com a seleção brasileira, acumulou títulos e medalhas importantes, incluindo o ouro no Pan-Americano de Indianápolis, em 1987, considerado um dos momentos mais marcantes do basquete nacional. Também conquistou títulos sul-americanos e medalhas em competições internacionais.


Oscar é o maior pontuador da história da seleção brasileira, com 7.693 pontos, e por muitos anos foi o jogador com maior pontuação acumulada no basquete mundial, marca superada apenas em 2024.


Ao longo da carreira, atuou por clubes como Palmeiras, Corinthians, Flamengo e Sírio, além de equipes na Espanha e na Itália. Ficou conhecido também por ter recusado uma proposta da NBA, em 1984, para continuar defendendo a seleção brasileira.


Em 2013, foi incluído no Hall da Fama do basquete, nos Estados Unidos, reconhecimento que consolidou sua trajetória internacional.


Fora das quadras, Oscar também teve breve passagem pela política. Em 1998, disputou uma vaga ao Senado por São Paulo, mas não foi eleito.


Reconhecido pelo estilo de jogo e pela dedicação ao esporte, Oscar Schmidt se tornou um dos principais responsáveis pela popularização do basquete no Brasil e deixa um legado duradouro para o esporte.


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Por Michael Andrade, da redação de O estopim

Fonte: G1 | sábado (21) de março de 2026


Com mais de seis décadas de carreira, artista construiu trajetória marcante no teatro, na televisão e no cinema.


Foto: reprodução
Foto: reprodução

Morreu neste sábado (21), aos 91 anos, o ator Juca de Oliveira, um dos nomes mais importantes da dramaturgia brasileira. Ele estava internado desde o dia 13 de março em um hospital de São Paulo.


Nascido em São Roque (SP), em março de 1935, José Juca de Oliveira Santos descobriu cedo a vocação artística. Ainda jovem, deixou a faculdade de Direito para ingressar na Escola de Arte Dramática de São Paulo, onde iniciou a formação que o levaria a uma carreira de destaque nas artes cênicas.


Nos primeiros anos de atuação, dividiu o palco com nomes como Aracy Balabanian e Glória Menezes, antes de seguir para o Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), onde participou de montagens importantes, entre elas O Pagador de Promessas e A Morte do Caixeiro Viajante.


Na televisão, Juca de Oliveira começou na TV Tupi, ainda nos anos 1960, participando de teleteatros e programas humorísticos. O grande reconhecimento popular veio em 1969, quando interpretou Nino, protagonista da novela Nino, o Italianinho, papel que o consolidou diante do grande público.


Ao longo das décadas seguintes, o ator construiu uma sequência de personagens marcantes. Entre eles estão João Gibão, em Saramandaia (1976), Praxedes de Menezes, em Fera Ferida (1993), Egisto Ghirotto, em Os Ossos do Barão (1997), e Agenor da Silva, em Torre de Babel (1998).


Entre os papéis mais lembrados da carreira está o do geneticista Doutor Augusto Albieri, na novela O Clone (2001–2002), personagem que apresentou Juca de Oliveira a uma nova geração de telespectadores e se tornou um dos mais emblemáticos de sua trajetória.


Nos anos mais recentes, também interpretou Santiago em Avenida Brasil (2012), além de participações em Flor do Caribe, Os Experientes e O Outro Lado do Paraíso, onde viveu o juiz Natanael Montserrat.


No cinema, Juca de Oliveira também teve presença importante. Atuou em filmes como O Caso dos Irmãos Naves (1967), Bufo & Spallanzani (2001), O Signo da Cidade (2007) e De Onde Eu Te Vejo (2016). Também trabalhou como autor e roteirista, com destaque para peças e produções como Caixa Dois e Qualquer Gato Vira-Lata.


Além de ator, destacou-se como autor teatral, escrevendo peças como Meno Male, Hotel Paradiso e Caixa Dois. Ao longo da carreira, acumulou prêmios importantes, entre eles o Troféu APCA de Melhor Ator, em 1973, e o prêmio de Melhor Ator Coadjuvante no Festival de Gramado, em 2001, por Bufo & Spallanzani.


Com uma trajetória de mais de 60 anos dedicada à arte, Juca de Oliveira deixa uma marca importante na cultura brasileira, com personagens e interpretações que atravessaram gerações.


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Por Michael Andrade, da redação O estopim | 19 de janeiro 2026


Valentino Garavani Foto: Divulgação
Valentino Garavani Foto: Divulgação

O estilista Valentino Garavani, fundador da grife Valentino, morreu nesta segunda-feira (19), aos 93 anos, em Roma, na Itália. A morte foi anunciada em comunicado da Fundação Valentino Garavani e Giancarlo Giammetti, que informou que o criador faleceu em sua residência, cercado por familiares e pessoas próximas.


De acordo com a fundação, o velório será realizado na quarta (21) e na quinta-feira (22), e o funeral acontecerá na sexta-feira (23), às 11h, na Basílica de Santa Maria degli Angeli e dei Martiri, também em Roma.


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