- Michael Andrade

- 17 de abr.
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Por Michael Andrade, da redação de O estopim - Fonte: O Estadão | sexta-feira (17) de abril de 2026
Ídolo do esporte brasileiro, o “Mão Santa” construiu carreira histórica na seleção e nos clubes e enfrentava câncer no cérebro desde 2011

O ex-jogador de basquete Oscar Schmidt morreu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos. Conhecido como “Mão Santa”, ele foi um dos maiores nomes da história do esporte no Brasil e referência internacional na modalidade.
Segundo informações divulgadas, Oscar sofreu uma parada cardiorrespiratória em sua residência, em Alphaville, na Grande São Paulo. Ele chegou a ser levado ao Hospital Municipal Santa Ana, em Santana de Parnaíba, mas já sem vida. A morte foi confirmada pela família.
Oscar deixa a esposa, Maria Cristina, e os filhos Felipe e Stephanie. O velório será restrito aos familiares, em respeito ao desejo por um momento íntimo.
Ao longo dos últimos anos, o ex-atleta enfrentava um câncer no cérebro, diagnosticado em 2011. Ele passou por duas cirurgias para retirada de tumores e realizou sessões de quimioterapia. Em 2022, chegou a anunciar a interrupção do tratamento após afirmar estar curado da doença.
Nascido em Natal, no Rio Grande do Norte, em 16 de fevereiro de 1958, Oscar Daniel Bezerra Schmidt iniciou sua trajetória no esporte ainda jovem. Filho de militar, teve contato com diferentes modalidades, mas foi no basquete que construiu sua carreira.
Ainda adolescente, mudou-se para São Paulo, onde passou a atuar nas categorias de base do Palmeiras. O desempenho chamou atenção e levou à convocação para a seleção brasileira juvenil. Pouco tempo depois, já integrava a equipe principal.
Oscar ganhou projeção internacional ao defender o Sírio, onde conquistou o Mundial Interclubes de 1979. No ano seguinte, participou de sua primeira Olimpíada, em Moscou. Ao longo da carreira, disputou cinco edições dos Jogos Olímpicos e se tornou o maior pontuador da história da competição.

Com a seleção brasileira, acumulou títulos e medalhas importantes, incluindo o ouro no Pan-Americano de Indianápolis, em 1987, considerado um dos momentos mais marcantes do basquete nacional. Também conquistou títulos sul-americanos e medalhas em competições internacionais.
Oscar é o maior pontuador da história da seleção brasileira, com 7.693 pontos, e por muitos anos foi o jogador com maior pontuação acumulada no basquete mundial, marca superada apenas em 2024.
Ao longo da carreira, atuou por clubes como Palmeiras, Corinthians, Flamengo e Sírio, além de equipes na Espanha e na Itália. Ficou conhecido também por ter recusado uma proposta da NBA, em 1984, para continuar defendendo a seleção brasileira.
Em 2013, foi incluído no Hall da Fama do basquete, nos Estados Unidos, reconhecimento que consolidou sua trajetória internacional.
Fora das quadras, Oscar também teve breve passagem pela política. Em 1998, disputou uma vaga ao Senado por São Paulo, mas não foi eleito.
Reconhecido pelo estilo de jogo e pela dedicação ao esporte, Oscar Schmidt se tornou um dos principais responsáveis pela popularização do basquete no Brasil e deixa um legado duradouro para o esporte.
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