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Por Raul Silva para O estopim | 9 de abril de 2026



Dois adultos sorriem em um ambiente interno. Um homem de barba branca veste terno azul e uma mulher de cabelo ruivo usa blusa verde.
Na foto, a professora Ivete Caetano, educadora pernambucana e líder sindical, aparece ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O registro reúne duas figuras públicas ligadas ao debate sobre educação e à vida política nacional. | Foto: Pericles Chagas

A professora Ivete Caetano participa, às 10h, de um encontro na Sala 102 do Hotel Cruzeiro, em Arcoverde, para uma reunião com apoiadores para dialogar com lideranças locais, juventude, professores e apoiadores. A agenda foi organizada como um espaço de escuta e articulação política, com foco em temas como educação pública, desenvolvimento regional, representação do interior e fortalecimento de pautas sociais no debate estadual.


A movimentação em torno do nome de Ivete reúne setores ligados à educação, lideranças comunitárias e grupos que defendem maior presença do Sertão nas decisões políticas de Pernambuco. Em Arcoverde, cidade com peso regional no Moxotó, o encontro tende a funcionar como ponto de partida para a construção de alianças e para a apresentação de uma agenda política ancorada em experiência de base, diálogo com categorias profissionais e presença em debates públicos sobre políticas educacionais.


Natural de Parnaíba, no Piauí, Ivete Caetano se mudou para o Recife ao fim do ensino médio para continuar os estudos. Graduada em História, atuou durante toda a trajetória profissional na educação básica, experiência que ajudou a consolidar sua inserção nas discussões sobre escola pública, valorização docente, condições de trabalho e acesso à educação. Ao longo de mais de quatro décadas de atuação, tornou-se um nome conhecido no campo educacional pernambucano, associando a vivência em sala de aula à atuação coletiva em defesa de políticas públicas para o setor.


Parte dessa trajetória passou pelo Sintepe, onde integrou a direção da entidade e chegou à presidência, tornando-se uma das vozes mais conhecidas nas mobilizações ligadas à carreira dos profissionais da educação e à defesa da escola pública em Pernambuco. Em 2022, ela também tomou posse como integrante do Conselho Estadual de Educação de Pernambuco, colegiado responsável por acompanhar, avaliar e debater políticas educacionais no estado.


A agenda em Arcoverde tem peso simbólico por ocorrer no interior e por reunir atores que costumam cobrar maior atenção do poder público para temas estruturais. Entre eles estão a ampliação de oportunidades para a juventude, o fortalecimento da rede pública de ensino, a interiorização do desenvolvimento e a construção de políticas que considerem a realidade dos municípios fora da Região Metropolitana do Recife.


Mulher de cabelos ruivos, óculos e vestido verde sorriso suave. Fundo claro. Usa colar com pingente dourado, transmite confiança.
Professora Ivete Caetano, educadora pernambucana, reconhecida pela atuação em defesa da educação pública. | Foto: Pericles Chagas

No cenário pernambucano, nomes oriundos da educação costumam carregar uma agenda ligada a direitos sociais, financiamento do ensino, valorização profissional e defesa de serviços públicos.


Ao escolher Arcoverde como palco de um encontro com lideranças locais, Ivete sinaliza que a interiorização da articulação política pode ser central no desenho de sua caminhada. A cidade ocupa posição estratégica no Sertão e funciona como ponto de convergência entre demandas urbanas e rurais, o que amplia o alcance simbólico de uma agenda voltada à escuta de diferentes segmentos sociais.


A reunião marcada para a Sala 102 do Hotel Cruzeiro deve servir para consolidar uma base inicial de interlocução política no Sertão. Para apoiadores, o encontro representa a abertura de uma nova etapa na trajetória de Ivete Caetano.


O movimento ocorre em um ambiente político em que educação, desigualdade regional e qualidade dos serviços públicos voltam a ganhar centralidade no debate sobre representação. Nesse contexto, a entrada de um nome com histórico ligado à escola pública e ao movimento sindical tende a ampliar a presença desses temas na corrida estadual e a reorganizar apoios em segmentos já mobilizados no campo educacional.


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Raul Silva é jornalista e produtor de conteúdo do portal O estopim, com atuação em apuração, redação e edição de reportagens de interesse público, com foco em política, educação e sociedade.


Por Raul Silva para O estopim | 3 de abril de 2026



Texto grande "FUNDEF 2026" em branco sobre fundo azul claro com padrão de linhas. Tamanho e cor do texto chamam atenção.
Precatórios do FUNDEF: Planejamento para 2026 destaca a importância de alocar recursos adequadamente na educação, visando o fortalecimento do ensino básico e a valorização dos profissionais da educação. | Foto: Reprodução

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco, o Sintepe, informou em vídeo divulgado nas redes que a parcela de 2026 do precatório do Fundef, estimada em quase R$ 434 milhões, já foi transferida para a conta judicial do Supremo Tribunal Federal, em Brasília. O avanço acelera o trâmite para um novo repasse a Pernambuco, mas ainda não significa pagamento imediato aos beneficiários, porque seguem pendentes a transferência para a conta específica do Estado e a publicação de um cronograma oficial de liberação.


No vídeo, a presidenta do Sintepe, Ivete Caetano, apresenta o depósito como mais uma etapa vencida na disputa em torno dos precatórios do Fundef e afirma que a assessoria jurídica do sindicato seguirá cobrando celeridade até que os valores cheguem aos profissionais da educação. A mensagem reforça que o dinheiro já saiu da esfera da União e entrou na conta judicial do STF, ponto considerado decisivo no rito que antecede o repasse ao Estado.


Na prática, a informação indica que o processo saiu da fase de expectativa política e entrou numa fase de execução financeira mais concreta. Ainda assim, há um percurso administrativo e judicial a cumprir até que o valor seja convertido em pagamento na ponta, com definição de lotes, conferência cadastral, tratamento dos casos de herdeiros e divulgação dos valores individualizados.



O precatório do Fundef tem origem na ação judicial em que Pernambuco cobrou da União diferenças de repasses feitos entre 1997 e 2006, período em que o valor mínimo anual por aluno foi calculado de forma contestada por estados e municípios. Ao longo dos últimos anos, o caso se tornou uma das maiores disputas federativas na área da educação, com impacto direto sobre o financiamento da rede pública e sobre o direito de subvinculação de parte dos recursos ao magistério.


A primeira frente dessa disputa resultou no pagamento das parcelas regulares entre 2022 e 2024. Depois, o litígio avançou sobre o chamado saldo controverso, relacionado à diferença entre os cálculos defendidos por Pernambuco e os valores aceitos pela União. Em 2024, um acordo entre o Estado e a Advocacia-Geral da União consolidou essa nova etapa e abriu caminho para um calendário adicional de pagamentos em 2025, 2026 e 2027.


A transferência para a conta judicial do STF não encerra o processo. O próximo passo é o repasse para a conta específica do Fundef em Pernambuco. Só depois dessa etapa o governo estadual poderá anunciar o cronograma de pagamento e alimentar a plataforma usada para consulta de valores e processamento dos casos pendentes.


Esse ponto é central porque a experiência recente mostra que a chegada do dinheiro à conta do Estado não significa crédito automático para todos os beneficiários no mesmo dia. Há exigências administrativas, validação de dados e cumprimento de decisões judiciais, sobretudo nos casos que envolvem espólio, herdeiros e contas judiciais individualizadas.


Se for mantida a lógica aplicada na parcela paga em 2025, 60% do montante deverão ser destinados aos profissionais do magistério com direito ao rateio, enquanto os outros 40% permanecem vinculados a despesas da educação pública estadual. Mas o valor efetivamente rateado em 2026 ainda depende de confirmação oficial após a entrada do recurso em Pernambuco e da atualização dos cálculos finais.


A chamada quarta parcela do Fundef, que tecnicamente corresponde ao saldo controverso reconhecido no acordo, começou a ser destravada em 2024. Em dezembro daquele ano, o Sintepe informou que Pernambuco havia assegurado mais de R$ 1,2 bilhão em valores atualizados até abril de 2024. Em agosto de 2025, a Secretaria de Educação anunciou que a primeira parcela dessa nova etapa havia entrado na conta do Estado e que mais de R$ 336 milhões seriam distribuídos a cerca de 53 mil beneficiários.


Agora, a movimentação da parcela de 2026 recoloca a pressão sobre o governo estadual e sobre o sistema de tramitação judicial para que não se repita um intervalo excessivo entre o depósito na esfera federal e o pagamento na ponta. A cobrança do sindicato é para que o rito seja abreviado e que a categoria receba informações objetivas sobre prazos, critérios e valores.


O tema dos precatórios do Fundef deixou de ser apenas uma ação judicial e se transformou num terreno de disputa política, sindical e institucional. De um lado, o governo estadual procura demonstrar capacidade de execução e de organização dos pagamentos. De outro, o Sintepe sustenta que a conquista é resultado de décadas de pressão sindical, articulação jurídica e mobilização da categoria.


Essa disputa por narrativa não é secundária. Ela influencia a leitura pública sobre quem abriu caminho para a subvinculação dos 60%, sobre a remuneração da assessoria jurídica e sobre a velocidade com que cada parcela é convertida em dinheiro no bolso dos professores e professoras. No vídeo divulgado agora, o sindicato volta a insistir numa mensagem central: nenhum desses repasses ocorreu por inércia administrativa, mas por pressão continuada.


Para os beneficiários, os próximos sinais concretos serão a confirmação do repasse à conta do Estado, a divulgação de cronograma pela Secretaria de Educação e a atualização da plataforma de consulta do Fundef. Sem essas etapas, a transferência ao STF continua sendo um avanço importante, mas ainda intermediário.


O dado novo, portanto, não é o pagamento em si, e sim a comprovação de que a parcela de 2026 entrou na fase judicial de transferência. Em um processo marcado por atrasos, disputas e forte judicialização, isso reduz a margem de incerteza, mas não elimina a necessidade de vigilância pública sobre o destino final dos recursos.


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Raul Silva é jornalista e produtor de conteúdo de O estopim, com atuação voltada à cobertura de educação, política e temas de interesse público.


Por Raul Silva para O estopim | 2 de abril de 2026



Pessoas com camisetas vermelhas do SINTEPE lotam uma assembleia. Dois banners "SINTEPE" pendurados. Ambiente formal e iluminado.
Sintepe conquista vitória na Alepe: Pressão da categoria garante aprovação de reajuste e avanços na carreira para 2026. | Foto: Reprodução/Sintepe Digital

A aprovação, pela Assembleia Legislativa de Pernambuco, do reajuste de 5,4% para os profissionais da educação da rede estadual encerra um ciclo de pressão sindical, impasse político e disputa sobre quem teria, de fato, direito à atualização salarial. O projeto passou por unanimidade no plenário da Alepe em 31 de março, foi sancionado pela governadora Raquel Lyra em 1º de abril e publicado no Diário Oficial em 2 de abril, beneficiando mais de 77 mil trabalhadores entre professores, analistas e servidores administrativos da educação. Mas, no centro da história, o que a cronologia mostra é que a negociação só ganhou forma depois da escalada de mobilização liderada pelo Sintepe, sob a condução da presidenta Ivete Caetano, e da pressão pública de uma categoria que passou a exigir, com mais força, que o índice do piso nacional repercutisse em toda a carreira.


O que foi aprovado


O texto aprovado garante a atualização do piso do magistério em 5,4%, acompanhando o valor nacional definido para 2026. Na prática, o salário-base dos docentes com jornada de 200 horas mensais passa a R$ 5.130,63. Para quem cumpre 150 horas mensais, o valor fica em R$ 3.847,97. Para os professores com vencimento abaixo do piso, o reajuste tem efeito retroativo a janeiro de 2026. Para os demais profissionais da educação, incluindo faixas da carreira que já estavam acima do piso, além de analistas e administrativos, a aplicação será linear a partir de junho.


O pacote aprovado também alcança outras frentes da carreira. A Gratificação de Função Técnico-Pedagógica foi fixada em R$ 1 mil, e houve manutenção de pagamentos ligados à atuação em unidades socioeducativas e prisionais, além de avanços no mecanismo de progressão funcional para servidores que concluírem o estágio probatório. O resultado, na leitura do sindicato, não se limita ao reajuste do ano. Ele consolida a lógica de vincular o piso nacional à estrutura da carreira estadual.


O centro do impasse


O principal atrito entre o Governo Raquel Lyra e a categoria não era a existência do reajuste do piso nacional, mas a sua extensão. O ponto decisivo era saber se o índice seria aplicado apenas na referência inicial do magistério ou se alcançaria toda a carreira, incluindo professores em outras faixas, analistas, administrativos, aposentados, contratados temporários e profissionais de apoio escolar.


Foi nessa disputa que o Sintepe concentrou sua campanha de 2026. A pauta de reivindicações da campanha salarial foi protocolada em 6 de fevereiro, mas, segundo o sindicato, a primeira mesa de negociação não apresentou proposta concreta do governo. A partir daí, o discurso sindical passou a combinar duas frentes. Uma era financeira, defendendo a repercussão do piso em toda a carreira. A outra era estrutural, com denúncias sobre escolas sem climatização, rede elétrica precária, problemas de merenda e atraso em reformas.


Naquele momento, a avaliação da direção sindical era clara: havia resistência do governo em assumir, desde o início, um reajuste com alcance mais amplo. É nesse ponto que a atuação de Ivete Caetano ganha centralidade política. Coube à presidenta do Sintepe vocalizar o argumento de que a valorização não poderia se limitar ao professor em início de carreira, sob pena de repetir distorções que já haviam provocado confrontos em anos anteriores.


A virada da campanha veio em março. Em assembleia realizada no dia 5, trabalhadores da educação aprovaram uma paralisação estadual para o dia 10 de março e uma nova rodada de mobilização e interrupção de atividades no dia 12. No dia 10, a categoria ocupou o entorno da Alepe para cobrar resposta formal do Palácio do Campo das Princesas. Dois dias depois, os protestos continuaram em escolas e espaços públicos, ampliando a pressão sobre o governo em meio ao prazo legal de um ano eleitoral, que exigia rapidez para envio de projeto com impacto remuneratório.


Foi depois dessa sequência de atos que a negociação andou. O acordo foi fechado em mesa com as secretarias envolvidas e levado à assembleia da categoria em 17 de março, quando foi aprovado por unanimidade por mais de mil participantes. Na leitura do sindicato, o resultado não foi um gesto espontâneo do Executivo, mas uma conquista arrancada pela combinação de base mobilizada, cronograma de paralisações e pressão política.


Ivete Caetano e o papel do Sintepe


A campanha de 2026 consolidou Ivete Caetano como o principal rosto político da negociação do lado dos trabalhadores. Ao longo do impasse, ela sustentou publicamente que a pauta não era apenas salarial. Tratava-se de defender o princípio de que o piso nacional do magistério precisa repercutir ao longo da carreira e de associar a discussão remuneratória às condições concretas das escolas.


Esse papel foi importante por duas razões. A primeira é interna. Ivete ajudou a manter a categoria coesa em torno de uma reivindicação objetiva, num momento em que o calendário eleitoral encurtava o tempo de negociação e pressionava o sindicato a transformar mobilização em resultado concreto. A segunda é externa. Sua condução deu ao Sintepe capacidade de falar para além da base sindicalizada, conectando a luta por reajuste com o debate sobre infraestrutura escolar, qualidade da merenda, climatização e destino dos recursos da educação.


O discurso sindical, portanto, não ficou restrito ao contracheque. Ele procurou dar sentido político à campanha, apresentando a valorização salarial como parte de uma defesa mais ampla da escola pública. Isso ajudou a ampliar a legitimidade da pressão e a reforçar a leitura de que a negociação não era apenas corporativa.


Grupo grande de pessoas em camisa vermelha protesta com bandeiras e faixas em frente a um prédio. Mensagens de valorização e respeito.
Professores de Pernambuco se reúnem em frente à Alepe, em uma manifestação pelo reajuste salarial e valorização profissional, protestando contra a gestão do governo Raquel Lyra. | Foto: Reprodução/Boletim Sintepe

O que o governo diz


O Governo de Pernambuco sustenta uma narrativa diferente. Ao encaminhar o projeto à Alepe e depois sancionar a lei, a governadora Raquel Lyra afirmou que o acordo era fruto de diálogo, trabalho sério e responsabilidade, além de destacar que, desde janeiro de 2023, os professores da rede pública estadual acumulam cerca de 40% de reajuste, segundo a gestão.


Essa versão precisa ser registrada porque compõe o outro lado do conflito. O governo tenta enquadrar o acordo como continuidade de uma política de valorização já em curso. O Sintepe, por sua vez, sustenta que, sem pressão, a repercussão do índice em toda a carreira não teria sido assegurada. O que os fatos mostram é que o acordo só foi formalizado depois da intensificação da mobilização e de duas datas de paralisação e protesto organizadas pela categoria.


A disputa deste ano carrega a memória de pelo menos dois capítulos recentes. Em 2023, a proposta de reajuste de 14,95% enviada pelo governo foi alvo de forte contestação porque, segundo o Sintepe, alcançaria apenas uma parcela da categoria, deixando de fora dezenas de milhares de profissionais. O episódio marcou a relação inicial entre o governo Raquel Lyra e a educação estadual e transformou a repercussão do piso ao longo da carreira no ponto mais sensível das negociações seguintes.


Em 2025, a categoria voltou a pressionar e aprovou um acordo que distribuiu reajustes entre 6,27% e 8,38% na carreira do magistério, além de contemplar outros cargos da educação. Esse antecedente fortaleceu a posição sindical em 2026. A direção do Sintepe entrou na nova campanha já com o argumento de que havia precedente para não restringir a atualização à base da tabela.


Por isso, a campanha deste ano foi menos sobre criar uma nova tese e mais sobre impedir um recuo. A categoria entrou na negociação para preservar a lógica de carreira que vinha sendo defendida nas campanhas anteriores.


Confira como fica a Tabela Salarial após o Reajuste de 5,4%

Baixe o arquivo para ver a tabela completa



O que muda na prática para a categoria


A aprovação do reajuste tem efeito político, financeiro e simbólico. No plano financeiro, ele corrige o piso e repercute em segmentos que o sindicato considerava ameaçados de ficar à margem da atualização. No plano político, fortalece o Sintepe como ator central na mesa da educação e dá lastro à liderança de Ivete Caetano. No plano simbólico, reafirma para a base que mobilização ainda produz resultado concreto, mesmo num ambiente de negociação difícil.


Também há um efeito institucional importante. O projeto aprovado pela Alepe e sancionado pelo Executivo encerra a fase emergencial da campanha salarial, mas não resolve todos os itens da pauta. Permanecem em discussão demandas ligadas à reformulação do plano de cargos, às condições de trabalho, à infraestrutura da rede e à valorização de segmentos que seguem cobrando tratamento mais amplo do Estado.


O caso deixa uma lição política para 2026 em Pernambuco. O reajuste só virou lei porque houve pressão social organizada, leitura estratégica do calendário legal e capacidade sindical de sustentar uma narrativa simples e forte: piso nacional sem repercussão na carreira não atende a educação pública de forma plena. A aprovação na Alepe e a sanção do governo fecham um ciclo, mas o sentido da conquista foi moldado pela ação do Sintepe, pela condução de Ivete Caetano e pela insistência de uma categoria que só viu a mesa de negociação avançar depois de sair duas vezes às ruas.


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