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Por Michael Andrade, da redação de O estopim - Fonte: G1 | 6 de março de 2026


Monumento aos Heróis da Revolução de 1817, na Praça da República, no Recife — Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press
Monumento aos Heróis da Revolução de 1817, na Praça da República, no Recife — Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press

Pernambuco celebra neste 6 de março a chamada Data Magna do estado, um feriado estadual que relembra um dos episódios mais marcantes da história pernambucana: o início da Revolução Pernambucana de 1817, movimento que proclamou uma república independente do domínio português.


O feriado foi instituído oficialmente em 2017, por meio da Lei Estadual nº 16.059, durante as comemorações dos 200 anos da revolução. A criação da data garantiu um dia de folga adicional para quem mora e trabalha em Pernambuco e passou a integrar o calendário oficial de feriados do estado.


A definição do dia 6 de março não aconteceu por acaso. A escolha foi resultado de uma consulta popular realizada em 2007, organizada pela Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) em parceria com a Associação das Empresas de Radiodifusão de Pernambuco (Asserpe). Na votação, os pernambucanos puderam escolher entre quatro datas históricas importantes.


Além do início da Revolução Pernambucana, estavam entre as opções o 13 de janeiro de 1825, data da execução de Frei Caneca, líder da Confederação do Equador; o 5 de outubro de 1821, dia da Convenção de Beberibe; e o 10 de novembro de 1710, data associada ao chamado Grito de República.


A opção mais votada foi justamente 6 de março, marco do levante de 1817 que colocou Pernambuco no centro das disputas políticas do período colonial brasileiro.


A Revolução Pernambucana de 1817


Também conhecida como Revolução dos Padres, a revolta de 1817 foi um movimento político que reuniu lideranças civis, militares, membros da Igreja Católica e da maçonaria em oposição ao domínio português.


O levante começou no dia 6 de março de 1817, quando revolucionários se insurgiram contra o então governador da capitania, Caetano Pinto de Miranda Montenegro, que acabou fugindo para o Rio de Janeiro, onde a corte portuguesa estava instalada desde 1808.


Com a saída do governador, os rebeldes assumiram o controle local e instituíram uma junta de governo provisória, que proclamou a independência da capitania e instaurou uma república.


Entre as medidas anunciadas pelo novo governo estavam liberdade de pensamento, garantia de direitos de cidadania e liberdade de imprensa, ideias consideradas avançadas para o contexto político da época.



Foi também durante esse período que surgiu a bandeira de Pernambuco, criada como símbolo do novo governo republicano e que permanece até hoje como um dos principais símbolos do estado.


Uma república que durou 74 dias


Apesar da ousadia do movimento, a chamada República Pernambucana teve vida curta. O novo regime durou apenas 74 dias, até ser reprimido por tropas enviadas pela coroa portuguesa.


As forças militares de Portugal retomaram o controle da região em maio de 1817, encerrando a revolta. Como punição, Pernambuco sofreu sanções severas, incluindo a redução de seu território.


A então Comarca do Rio de São Francisco foi retirada da capitania e inicialmente incorporada à província de Minas Gerais, sendo posteriormente anexada à Bahia.

Diversos líderes da revolução foram presos e executados. Entre eles estava o militar José de Barros Lima, conhecido como Leão Coroado, figura emblemática do movimento.


Como a Data Magna é celebrada


Desde que o feriado foi oficializado, o governo de Pernambuco realiza todos os anos cerimônias cívicas para marcar a data. A programação tradicional inclui o hasteamento da bandeira do estado no Palácio do Campo das Princesas, sede do governo estadual.


Também ocorre a colocação de uma coroa de flores no monumento dedicado aos revolucionários de 1817, localizado na Praça da República, no bairro de Santo Antônio, no centro do Recife.


Mais do que um dia de descanso no calendário, a Data Magna busca lembrar um momento em que Pernambuco protagonizou um dos primeiros movimentos republicanos da história do Brasil.


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Por Clara Mendes para O estopim | 3 de Março de 2026


Ação do Programa Saúde na Escola leva equipes do SUS ao ambiente escolar para checar cadernetas e aplicar doses previstas no calendário; objetivo é reduzir o número de crianças e adolescentes com vacinas em atraso.



Vacinação nas escolas: Pernambuco retoma estratégia em março | Foto: Reprodução
Vacinação nas escolas: Pernambuco retoma estratégia em março | Foto: Reprodução

A vacinação de rotina está entrando no horário de aula. Redes de saúde e educação vêm ampliando, desde 2024, a estratégia de levar equipes do SUS às escolas para verificar cadernetas e aplicar vacinas em crianças e adolescentes, sempre com autorização de pais ou responsáveis. A iniciativa, associada ao Programa Saúde na Escola, é usada como resposta direta à queda de coberturas registrada nos últimos anos e à dificuldade de levar adolescentes às unidades básicas.


O modelo de funcionamento é padronizado: a escola organiza a checagem da caderneta e coleta um termo de autorização, ou um termo de recusa, antes do dia de vacinação. A aplicação pode ocorrer dentro da escola, por profissionais do SUS, ou por encaminhamento à unidade básica, conforme a logística local.


Quais vacinas entram na conta


A lista de vacinas priorizadas varia conforme a idade e o que estiver faltando no cartão. No material oficial da campanha, o Ministério da Saúde aponta como prioritárias, entre outras, vacinas como tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), febre amarela, DTP (difteria, tétano e coqueluche) e HPV, dentro das faixas etárias indicadas. Além dessas, outras doses do calendário seguem disponíveis nas unidades básicas para atualização fora da escola.


Em 2025, o governo federal anunciou uma mobilização nacional em escolas públicas com participação de milhares de municípios e dezenas de milhões de estudantes, reforçando a checagem de cadernetas e a exigência de autorização formal dos responsáveis para a aplicação no ambiente escolar ou por encaminhamento.


Como a autorização funciona e o que acontece se a família não responde


A estratégia prevê dois caminhos documentais: autorização para vacinar e recusa formal. O manual do Ministério da Saúde sobre vacinação na escola descreve a prática como ação articulada entre saúde e educação e também apresenta modelo de termo de recusa, amarrando a logística ao microplanejamento e à segurança vacinal.


Além da recusa, o processo passa pela checagem da caderneta para identificar quais vacinas estão em atraso e orientar o responsável sobre atualização. A campanha federal também estimula o uso da Caderneta Digital de Saúde da Criança no aplicativo Meu SUS Digital, para consulta do histórico e recebimento de alertas de doses.


De acordo com a repórter, Lilian Dias, da Rádio SEI, nova rotina de imunização na rede pública, orienta responsáveis a enviar a caderneta de vacinação junto da documentação solicitada pela escola e reforça que a aplicação no ambiente escolar depende de autorização prévia e identificação do estudante.


Por que a escola virou o alvo da vacinação


A aposta no ambiente escolar mira um ponto cego do calendário: a adolescência, quando a ida a postos de saúde tende a cair e parte das doses de reforço fica para trás. O Ministério da Saúde afirma ter registrado avanço em coberturas de vacinas do calendário infantil em 2023 e 2024, mas reconhece a necessidade de ações para recuperar atrasos e reduzir o contingente de não vacinados.


Em comunicado sobre o Anuário VacinaBR, o Unicef destaca que o Brasil não atinge a meta de 95% para poliomielite desde 2016 e que, em 2023, menos de 20% da população vivia em municípios que cumpriam a meta para essa vacina.


Dinheiro e metas


A Portaria GM/MS nº 6.715, de março de 2025, instituiu incentivo financeiro temporário para custear a estratégia de vacinação nas escolas e ações de atualização de caderneta em crianças e adolescentes menores de 15 anos, com objetivo explícito de melhorar indicadores de cobertura e reduzir não vacinados. O texto também define a articulação entre redes de saúde e educação em “período específico” e admite extensão da estratégia a escolas privadas, a depender do planejamento local.


A vacinação nas escolas avança como resposta operacional a um problema repetido nas estatísticas: há melhora recente em parte das coberturas, mas ainda existe um contingente grande de crianças e adolescentes com doses em atraso, especialmente quando a rotina depende do deslocamento da família até a unidade de saúde.


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Clara Mendes

Clara Mendes é repórter de hard news e plantonista do portal O estopim, com foco em serviço, checagem e cobertura urgente do dia a dia.

Por Michael Andrade, da redação de O estopim - Fonte: Prefeitura de Garanhuns | segunda-feira (2) de março de 2026


Programação do FIG acontece de 9 a 26 de julho e contará com atrações nacionais em diversos ritmos musicais.


Imagem: Reprodução
Imagem: Reprodução

A divulgação oficial da grade nacional de shows da Praça Mestre Dominguinhos para o Festival de Inverno de Garanhuns (FIG) 2026 aconteceu nesta segunda-feira (2). O evento será realizado de 9 a 26 de julho, em Garanhuns, no Agreste de Pernambuco.


Em sua 34ª edição, o FIG terá 18 dias de programação totalmente gratuita, reunindo atrações musicais e diversas expressões culturais em mais de 20 polos espalhados pela cidade.


A Praça Mestre Dominguinhos, principal palco do festival, contará com noites temáticas que contemplam ritmos como forró, pop, rock, MPB, samba, brega, rap e trap, reforçando o caráter eclético que marca o evento.



Além dos shows, a programação inclui apresentações de teatro, dança, circo, literatura, cultura popular e artesanato, consolidando o festival como um dos maiores eventos multiculturais do país.


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