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Por Michael Andrade, da redação de O estopim

Fonte: Agência Brasil | sábado (21) de março de 2026


O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste sobre o novo pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro.


Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

O pedido foi feito após a direção da Papudinha informar ao ministro que a transferência de Bolsonaro para o Hospital DF Star, em Brasília, ocorreu em razão de “risco de morte”.


Segundo relatório enviado ao Supremo, a escolta teve início às 6h52, após avaliação médica, e foi concluída às 8h55, com a chegada ao hospital.


Bolsonaro está internado desde a semana passada e se recupera de um quadro de pneumonia bacteriana. De acordo com boletim médico mais recente, ele segue sem previsão de alta.


Após o agravamento do estado de saúde, a defesa apresentou novo pedido para que o ex-presidente cumpra a pena em regime domiciliar. Até o momento, não há prazo para decisão.


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Por Michael Andrade, da redação de O estopim

Fonte: G1 | sábado (21) de março de 2026


Com mais de seis décadas de carreira, artista construiu trajetória marcante no teatro, na televisão e no cinema.


Foto: reprodução
Foto: reprodução

Morreu neste sábado (21), aos 91 anos, o ator Juca de Oliveira, um dos nomes mais importantes da dramaturgia brasileira. Ele estava internado desde o dia 13 de março em um hospital de São Paulo.


Nascido em São Roque (SP), em março de 1935, José Juca de Oliveira Santos descobriu cedo a vocação artística. Ainda jovem, deixou a faculdade de Direito para ingressar na Escola de Arte Dramática de São Paulo, onde iniciou a formação que o levaria a uma carreira de destaque nas artes cênicas.


Nos primeiros anos de atuação, dividiu o palco com nomes como Aracy Balabanian e Glória Menezes, antes de seguir para o Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), onde participou de montagens importantes, entre elas O Pagador de Promessas e A Morte do Caixeiro Viajante.


Na televisão, Juca de Oliveira começou na TV Tupi, ainda nos anos 1960, participando de teleteatros e programas humorísticos. O grande reconhecimento popular veio em 1969, quando interpretou Nino, protagonista da novela Nino, o Italianinho, papel que o consolidou diante do grande público.


Ao longo das décadas seguintes, o ator construiu uma sequência de personagens marcantes. Entre eles estão João Gibão, em Saramandaia (1976), Praxedes de Menezes, em Fera Ferida (1993), Egisto Ghirotto, em Os Ossos do Barão (1997), e Agenor da Silva, em Torre de Babel (1998).


Entre os papéis mais lembrados da carreira está o do geneticista Doutor Augusto Albieri, na novela O Clone (2001–2002), personagem que apresentou Juca de Oliveira a uma nova geração de telespectadores e se tornou um dos mais emblemáticos de sua trajetória.


Nos anos mais recentes, também interpretou Santiago em Avenida Brasil (2012), além de participações em Flor do Caribe, Os Experientes e O Outro Lado do Paraíso, onde viveu o juiz Natanael Montserrat.


No cinema, Juca de Oliveira também teve presença importante. Atuou em filmes como O Caso dos Irmãos Naves (1967), Bufo & Spallanzani (2001), O Signo da Cidade (2007) e De Onde Eu Te Vejo (2016). Também trabalhou como autor e roteirista, com destaque para peças e produções como Caixa Dois e Qualquer Gato Vira-Lata.


Além de ator, destacou-se como autor teatral, escrevendo peças como Meno Male, Hotel Paradiso e Caixa Dois. Ao longo da carreira, acumulou prêmios importantes, entre eles o Troféu APCA de Melhor Ator, em 1973, e o prêmio de Melhor Ator Coadjuvante no Festival de Gramado, em 2001, por Bufo & Spallanzani.


Com uma trajetória de mais de 60 anos dedicada à arte, Juca de Oliveira deixa uma marca importante na cultura brasileira, com personagens e interpretações que atravessaram gerações.


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Coletiva da ANTT em Brasília apresentou duas resoluções que regulamentam a MP 1.343/2026; medidas preveem multa de R$ 10,5 mil por operação sem registro, suspensão do RNTRC e sanções de até R$ 10 milhões para contratantes reincidentes.


Por Raul Silva para O estopim | 20 de Março de 2026


Três homens em conferência na ANTT. O central fala gesticulando. Fundo com logotipo e texto "Agência Nacional de Transportes Terrestres".
Renan Filho participa de coletiva de imprensa na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), acompanhado por representantes do setor de transportes, para discutir novas políticas e regulamentações | Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e o Ministério dos Transportes detalharam, em coletiva de imprensa realizada nesta sexta-feira (20), em Brasília, o novo modelo de fiscalização do piso mínimo do frete no transporte rodoviário de cargas. As regras regulamentam a Medida Provisória (MP) 1.343/2026, publicada em edição extra do Diário Oficial na quinta-feira (19), e tornam obrigatório o Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) antes do início do frete, com bloqueio automático de contratações abaixo da tabela.


Segundo a ANTT, duas resoluções, com publicação prevista para o início da próxima semana, reorganizam a fiscalização para impedir a irregularidade antes de o caminhão sair da origem. A mudança também integra dados do CIOT ao Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais (MDF-e), ampliando o cruzamento com documentos fiscais e a atuação conjunta com a Receita Federal e fiscos estaduais e municipais.


Na mesa da coletiva estiveram o ministro dos Transportes, Renan Filho; o diretor-geral da ANTT, Guilherme Theo Sampaio; o secretário-executivo do ministério, George Santoro; além de superintendentes e assessores da Agência. Durante a apresentação, Renan Filho comparou o piso mínimo do frete ao salário mínimo e disse que, com a MP e as resoluções, “não haverá espaço para irregularidades”, porque o bloqueio acontece na contratação.


“Em virtude da volatidade, nós vamos aumentar a periodicidade da revisão. Isso é feito por portaria. Então, se o preço do petróleo sobe muito ou cai muito, vai atualizar mais vezes para espelhar no custo, no preço mínimo do frete, os custos de momento. Isso é uma demanda dos caminhoneiros e nós estamos atendendo”. Disse Renan Filho.

A MP 1.343/2026 altera a Lei 13.703/2018 e estabelece que toda operação de transporte rodoviário remunerado de cargas deverá ser registrada por CIOT previamente emitido, com informações de contratante, contratado e eventual subcontratado, origem, destino, valor do frete e o piso mínimo aplicável.


O texto determina que a ANTT deve impedir a geração do CIOT quando a contratação estiver em desacordo com o piso mínimo. Sem o CIOT, a operação passa a ser considerada irregular e não pode ser formalizada no sistema, o que, na prática, impede que a carga siga de forma regular.


A ANTT informou que a integração nacional dos sistemas deve ser concluída em até 60 dias, prazo máximo citado pela Agência para a conclusão da integração tecnológica. O registro obrigatório via CIOT passa a valer a partir de data definida em ato da própria ANTT, publicado no Diário Oficial.


“Isso vai ser uma medida muito efetiva, porque, na prática, vai obrigar o sujeito que deseja não cumprir a tabela do frete, transportar sem documento necessário para o devido transporte legal. Isso o colocará em mais um ambiente de legalidade. Então, essa é uma ferramenta muito forte”. Explicou o ministro.

A MP fixa multa de R$ 10.500 por operação para o descumprimento da obrigação de registro por CIOT.


Para transportadores rodoviários remunerados de cargas (TRRC), a MP cria medidas cautelares e coercitivas com possibilidade de suspensão do Registro Nacional do Transportador Rodoviário de Cargas (RNTRC) quando houver prática reiterada de contratação abaixo do piso mínimo. O texto define prática reiterada como a ocorrência de mais de três autuações em seis meses.


A suspensão cautelar pode ter prazo de cinco a 30 dias, a ser definido em regulamento da ANTT, e passa a valer 72 horas após a publicação do ato no Diário Oficial. Em caso de reincidência, entendida como nova infração em 12 meses contados da decisão administrativa definitiva condenatória anterior, a penalidade de suspensão do RNTRC pode ser de 15 a 45 dias, com impossibilidade de exercício da atividade durante o período.


A MP também prevê cancelamento do RNTRC para TRRC que reincidir na penalidade de suspensão dentro de 12 meses, com vedação ao exercício da atividade por até dois anos. Segundo a norma, o cancelamento pode alcançar outros registros vinculados ao mesmo grupo econômico ou a sócios do transportador sancionado.


O texto ressalta que as sanções mais severas não se aplicam ao Transportador Autônomo de Cargas (TAC), como definido na Lei 11.442/2007.



Para contratantes que insistirem em contratar abaixo do piso mínimo, a MP prevê multa majorada de R$ 1 milhão a R$ 10 milhões por operação quando caracterizada reiteração, além da possibilidade de suspensão do direito de fazer novas contratações de transporte rodoviário de cargas.


Na coletiva, a ANTT afirmou que intensificou a fiscalização nos últimos meses e que o volume de autuações evidenciou um limite do modelo anterior, centrado em punir depois da infração. Segundo a Agência, apenas em janeiro de 2026 foram mais de 40 mil autuações. Em quatro meses, a ANTT informou ter aplicado cerca de R$ 419 milhões em multas.


O diretor-geral Guilherme Theo Sampaio disse que a “multa, isoladamente, não estava sendo suficiente” e que o novo desenho muda o custo do descumprimento, porque passa a interromper a atividade do infrator.


A mudança regulatória ocorre em meio à alta do diesel, principal custo operacional do transporte rodoviário. No início de março, a ANP registrou preço médio nacional de revenda do diesel B S-10 de R$ 6,15 por litro na semana de 1º a 7 de março. Em 14 de março, a Petrobras reajustou o preço do diesel A vendido às distribuidoras em R$ 0,38 por litro.


Na semana de 13 de março, a ANTT publicou a Portaria SUROC 3/2026 para atualizar os coeficientes do piso mínimo do frete em decorrência da variação no preço do diesel S-10, mecanismo previsto na Lei 13.703/2018, que estabelece gatilho de revisão quando a oscilação do combustível ultrapassa 5%.


O Plano Nacional de Logística (PNL) aponta que as rodovias seguem como principal meio de movimentação de cargas no país: em 2015, o modal rodoviário respondeu por 65% da movimentação em toneladas-quilômetro útil (TKU), o equivalente a 1,548 trilhão de TKU. Essa dependência explica por que mudanças no custo do diesel e disputas sobre remuneração do frete têm impacto direto no abastecimento.


Do ponto de vista ambiental, o transporte rodoviário também tem peso central nas emissões. Inventário nacional divulgado pelo Ministério do Meio Ambiente e pelo Ministério dos Transportes aponta que o setor emitiu 270 milhões de toneladas de CO₂ em 2024; caminhões responderam por 40% desse total.


Pesquisas acadêmicas analisam os efeitos econômicos e logísticos da política do frete mínimo. Trabalhos publicados após a greve de 2018 discutem impactos do piso mínimo em cadeias como a logística de fertilizantes e os custos setoriais do transporte rodoviário, além de efeitos macroeconômicos associados à paralisação daquele ano.


A tabela do piso mínimo do frete foi criada em 2018 após a greve dos caminhoneiros que provocou desabastecimento em diferentes regiões do país. O pacote anunciado pelo governo em março de 2026 muda o eixo de fiscalização para a fase de contratação, com bloqueio via CIOT e sanções que podem suspender ou cancelar registros de empresas e multar contratantes em até R$ 10 milhões por operação.


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Homem sorridente com barba, braços cruzados, usa camiseta com logo pequeno e relógio. Fundo preto. Aparência confiante.

Raul Silva é escritor, jornalista e especialista em Ciência Política. Professor de Língua Portuguesa e especialista em Literatura, escreve semanalmente no portal O estopim sobre política, história, sociedade e cultura, com compromisso com os fatos, a democracia e a ética no debate público.

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