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Vacinação chega às escolas e impõe termo de autorização para imunizar alunos

Por Clara Mendes para O estopim | 3 de Março de 2026


Ação do Programa Saúde na Escola leva equipes do SUS ao ambiente escolar para checar cadernetas e aplicar doses previstas no calendário; objetivo é reduzir o número de crianças e adolescentes com vacinas em atraso.



Vacinação nas escolas: Pernambuco retoma estratégia em março | Foto: Reprodução
Vacinação nas escolas: Pernambuco retoma estratégia em março | Foto: Reprodução

A vacinação de rotina está entrando no horário de aula. Redes de saúde e educação vêm ampliando, desde 2024, a estratégia de levar equipes do SUS às escolas para verificar cadernetas e aplicar vacinas em crianças e adolescentes, sempre com autorização de pais ou responsáveis. A iniciativa, associada ao Programa Saúde na Escola, é usada como resposta direta à queda de coberturas registrada nos últimos anos e à dificuldade de levar adolescentes às unidades básicas.


O modelo de funcionamento é padronizado: a escola organiza a checagem da caderneta e coleta um termo de autorização, ou um termo de recusa, antes do dia de vacinação. A aplicação pode ocorrer dentro da escola, por profissionais do SUS, ou por encaminhamento à unidade básica, conforme a logística local.


Quais vacinas entram na conta


A lista de vacinas priorizadas varia conforme a idade e o que estiver faltando no cartão. No material oficial da campanha, o Ministério da Saúde aponta como prioritárias, entre outras, vacinas como tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), febre amarela, DTP (difteria, tétano e coqueluche) e HPV, dentro das faixas etárias indicadas. Além dessas, outras doses do calendário seguem disponíveis nas unidades básicas para atualização fora da escola.


Em 2025, o governo federal anunciou uma mobilização nacional em escolas públicas com participação de milhares de municípios e dezenas de milhões de estudantes, reforçando a checagem de cadernetas e a exigência de autorização formal dos responsáveis para a aplicação no ambiente escolar ou por encaminhamento.


Como a autorização funciona e o que acontece se a família não responde


A estratégia prevê dois caminhos documentais: autorização para vacinar e recusa formal. O manual do Ministério da Saúde sobre vacinação na escola descreve a prática como ação articulada entre saúde e educação e também apresenta modelo de termo de recusa, amarrando a logística ao microplanejamento e à segurança vacinal.


Além da recusa, o processo passa pela checagem da caderneta para identificar quais vacinas estão em atraso e orientar o responsável sobre atualização. A campanha federal também estimula o uso da Caderneta Digital de Saúde da Criança no aplicativo Meu SUS Digital, para consulta do histórico e recebimento de alertas de doses.


De acordo com a repórter, Lilian Dias, da Rádio SEI, nova rotina de imunização na rede pública, orienta responsáveis a enviar a caderneta de vacinação junto da documentação solicitada pela escola e reforça que a aplicação no ambiente escolar depende de autorização prévia e identificação do estudante.


Por que a escola virou o alvo da vacinação


A aposta no ambiente escolar mira um ponto cego do calendário: a adolescência, quando a ida a postos de saúde tende a cair e parte das doses de reforço fica para trás. O Ministério da Saúde afirma ter registrado avanço em coberturas de vacinas do calendário infantil em 2023 e 2024, mas reconhece a necessidade de ações para recuperar atrasos e reduzir o contingente de não vacinados.


Em comunicado sobre o Anuário VacinaBR, o Unicef destaca que o Brasil não atinge a meta de 95% para poliomielite desde 2016 e que, em 2023, menos de 20% da população vivia em municípios que cumpriam a meta para essa vacina.


Dinheiro e metas


A Portaria GM/MS nº 6.715, de março de 2025, instituiu incentivo financeiro temporário para custear a estratégia de vacinação nas escolas e ações de atualização de caderneta em crianças e adolescentes menores de 15 anos, com objetivo explícito de melhorar indicadores de cobertura e reduzir não vacinados. O texto também define a articulação entre redes de saúde e educação em “período específico” e admite extensão da estratégia a escolas privadas, a depender do planejamento local.


A vacinação nas escolas avança como resposta operacional a um problema repetido nas estatísticas: há melhora recente em parte das coberturas, mas ainda existe um contingente grande de crianças e adolescentes com doses em atraso, especialmente quando a rotina depende do deslocamento da família até a unidade de saúde.


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Clara Mendes

Clara Mendes é repórter de hard news e plantonista do portal O estopim, com foco em serviço, checagem e cobertura urgente do dia a dia.

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