“Isso é incompetência, discriminação e transfobia”, diz Erika Hilton após inclusão em álbum de suspeitos
- Michael Andrade

- 25 de mar.
- 2 min de leitura
Por Michael Andrade, da redação de O estopim - Fonte: Itapuama FM / Metrópoles | terça-feira (24) de março de 2026
Defensoria Pública aponta possível irregularidade e questiona uso de imagens de parlamentares em reconhecimento fotográfico da Polícia Civil de Pernambuco.

A inclusão das deputadas federais Erika Hilton (PSOL) e Duda Salabert (PDT) em um álbum de reconhecimento fotográfico utilizado pela Polícia Civil de Pernambuco gerou repercussão e questionamentos sobre possíveis práticas discriminatórias no processo investigativo.
De acordo com a Defensoria Pública de Pernambuco (DPPE), as imagens das parlamentares foram apresentadas a uma vítima de roubo ocorrido em fevereiro de 2025. No documento, a defensora pública Gina Muniz afirma que não houve consideração da descrição física do suspeito fornecida pela vítima, o que comprometeria a validade do procedimento.
“A única razão que pode explicar a inserção dessas fotografias no procedimento é o fato de que ambas as parlamentares são mulheres negras e trans”, destacou a defensora.
A Defensoria informou ainda que já suscitou a nulidade do ato em manifestação apresentada à 16ª Vara Criminal da Capital.
Nas redes sociais, Erika Hilton criticou duramente a inclusão de sua imagem e da deputada Duda Salabert no material utilizado pela polícia. Em uma das publicações, afirmou:
“Isso não é o caso. Isso é incompetência, discriminação e, sim, transfobia.”
A parlamentar também questionou o critério utilizado no reconhecimento fotográfico, levantando dúvidas sobre a presença de perfis semelhantes em outros contextos:
“Quantos deputados brancos constam no álbum quando o suspeito é um homem branco? Quantas deputadas mulheres cis constam quando a suspeita é uma mulher cis?”
Erika Hilton afirmou ainda que acionou a governadora Raquel Lyra e cobrou explicações sobre o caso, classificando a situação como grave e relacionada a racismo e transfobia institucional.
Por meio de nota, a Polícia Civil de Pernambuco informou que determinou a apuração rigorosa dos fatos e reforçou o compromisso com uma atuação ética, responsável e livre de preconceitos.
A Secretaria de Defesa Social (SDS-PE) foi procurada para prestar esclarecimentos, mas não havia se manifestado até a publicação da reportagem.
O caso reacende o debate sobre o uso de reconhecimento fotográfico em investigações e os riscos de erros e vieses discriminatórios no sistema de justiça criminal.
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