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Saúde

Por Michael Andrade, da redação de O estopim

Fonte: G1 | 22 de janeiro de 2026


Norma inclui amoxicilina, azitromicina e eritromicina; Anvisa já havia atualizado o SNGPC para registrar prescrições com Coren, e CFM critica medida


Imagem: Freepik
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O Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) publicou nesta quinta-feira (22) uma resolução que autoriza enfermeiros a prescrever antibióticos, atualizando formalmente a lista de medicamentos que podem ser indicados por esses profissionais.


Pelo texto, passam a constar entre os antibióticos amoxicilina, azitromicina e eritromicina. A regra permite que farmácias e drogarias aceitem receitas assinadas por enfermeiros contendo esses medicamentos, desde que sejam observados critérios clínicos, protocolos e diretrizes técnicas previstos na própria norma.



Relação com a Anvisa e o SNGPC



A publicação ocorre após mudanças no Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC), da Anvisa. Em setembro de 2025, a agência informou que os arquivos eletrônicos transmitidos ao sistema poderiam conter o número de registro do Coren quando a farmácia recebesse prescrição emitida por profissional de enfermagem — medida voltada ao monitoramento da escrituração. A Anvisa também enfatizou que não regula o exercício profissional, e que a atualização do SNGPC não altera atribuições das categorias de saúde.



Reação do CFM



O tema, no entanto, segue controverso. O Conselho Federal de Medicina (CFM) vem criticando a possibilidade de prescrição de antibióticos por enfermeiros e já cobrou providências e revisões sobre a questão em diferentes manifestações públicas.


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Por Michael Andrade, da redação O Estopim | 17 de janeiro de 2026


Imagem: Reprodução
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O Ministério da Saúde iniciou neste sábado (17) a vacinação contra a dengue com a Butantan-DV, imunizante 100% nacional e de dose única, desenvolvido pelo Instituto Butantan. A estratégia começa em Maranguape (CE) e Nova Lima (MG), com vacinação de pessoas entre 15 e 59 anos. A partir deste domingo (18), Botucatu (SP) também passa a integrar a iniciativa.


A proposta, segundo o ministério, é avaliar o impacto da vacina na dinâmica de transmissão e reunir evidências para subsidiar a ampliação da estratégia em escala nacional. No lançamento, o ministro da Saúde em exercício, Adriano Massuda, explicou que os municípios foram selecionados por terem população entre 100 mil e 200 mil habitantes e uma rede de saúde capaz de implementar a vacinação e medir efeitos na circulação do vírus.


O diretor do Programa Nacional de Imunizações, Eder Gatti, classificou o início como um marco e destacou que a vacina chega ao SUS como ferramenta adicional contra uma doença considerada um problema relevante de saúde pública.



Doses e monitoramento


Nesta primeira etapa, serão distribuídas 204,1 mil doses: 80 mil para Botucatu, 60,1 mil para Maranguape e 64 mil para Nova Lima. O quantitativo, de acordo com o ministério, é suficiente para vacinação em massa do público-alvo nas três cidades e integra o lote de 1,3 milhão de doses já produzidas pelo Instituto Butantan.


Ao longo de um ano, análises com apoio de especialistas vão acompanhar a incidência de dengue nos municípios selecionados e monitorar possíveis eventos adversos raros. A pasta cita que metodologia semelhante já foi aplicada em Botucatu na avaliação de efetividade de vacina contra a Covid-19.



Quem pode se vacinar


Nos municípios-piloto, a Butantan-DV será aplicada em pessoas de 15 a 59 anos, nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e em outros pontos definidos pelas prefeituras.



O que se sabe sobre eficácia


O Ministério da Saúde informa que a Butantan-DV é o primeiro imunizante de dose única contra a dengue e que oferece proteção contra os quatro sorotipos. Segundo a pasta, os estudos clínicos indicam eficácia global de 74%, com redução de 91% dos casos graves e 100% de proteção contra hospitalização por dengue.



Vacinação de 10 a 14 anos segue no SUS


Para o público de 10 a 14 anos, continua sendo ofertada no SUS a vacina de duas doses. Inicialmente destinada a municípios prioritários, a aplicação está disponível hoje em todo o país, segundo o ministério. Já a vacina produzida pelo Butantan será destinada às faixas etárias de 15 a 59 anos, conforme limites de bula e regras definidas pela Anvisa.



Próximas etapas e ampliação


Com a chegada de mais doses da Butantan-DV, o ministério prevê que a imunização de profissionais da Atenção Primária à Saúde comece no início de fevereiro, com cerca de 1,1 milhão de doses destinadas a trabalhadores da linha de frente do SUS.


A estratégia nacional para vacinação do público geral será implementada conforme a disponibilidade de doses. O ministério cita a parceria de transferência de tecnologia entre o Instituto Butantan e a empresa WuXi Vaccines, com ampliação gradual para o país e expectativa de aumentar a produção em até 30 vezes.



Cenário epidemiológico e reforço no combate ao mosquito


O Ministério da Saúde aponta que, em 2025, os casos prováveis de dengue caíram 74% em relação a 2024: foram 1,7 milhão de casos prováveis em 2025, ante 6,5 milhões no ano anterior. O número de óbitos também teria recuado: 1,7 mil mortes em 2025 (queda de 72%) contra 6,3 mil em 2024. Ainda assim, a pasta reforça que as ações contra o Aedes aegypti.






 
 
 

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Da redação O estopim, com informações do G1


Imagem: Reprodução
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou a suspensão imediata da fabricação, da venda, da propaganda e do uso de glitters e folhas de ouro para decoração culinária da marca Morello, após identificar a presença de polímeros plásticos, substâncias não autorizadas para uso em alimentos.


A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (16), por meio da Resolução-RE n° 156, assinada pela Gerência-Geral de Inspeção e Fiscalização Sanitária da Anvisa.


O que foi suspenso


Segundo o ato, a medida vale para todos os lotes dos seguintes produtos:


Folha de Ouro para Decoração.

Pó/Brilho (glitter) para Decoração, de todas as cores.


Os itens são fabricados pela empresa 3JG Indústria e Comércio de Artigos para Confeitagem Ltda. e vinham sendo divulgados e comercializados, inclusive em redes sociais e plataformas de e-commerce, como se fossem ingredientes culinários.


Por que a Anvisa proibiu


De acordo com o texto da resolução, análises identificaram que os produtos continham substâncias não permitidas pela legislação sanitária de alimentos. A ingestão de plásticos é proibida no Brasil, conforme o Decreto-Lei n° 986, de 1969, que estabelece as normas básicas sobre alimentos.


No despacho, a Anvisa afirma literalmente:


“Considerando a presença de substâncias não autorizadas para uso em alimentos nos produtos ‘Pó/brilho para Decoração’, de diversas cores, de marca Morello, e sua indicação/sugestão para uso como ingrediente em alimentos”.


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