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Vacina brasileira contra a dengue mantém eficácia por até 5 anos, aponta estudo do Instituto Butantan

Por Michael Andrade, da redação de O estopim - Fonte: Agência Brasil | 8 de março de 2026


Um novo estudo divulgado pelo Instituto Butantan indica que a vacina brasileira contra a dengue mantém eficácia por pelo menos cinco anos após a aplicação. Os resultados foram publicados na revista científica Nature Medicine e reforçam a segurança e a proteção oferecidas pelo imunizante chamado Butantan-DV.


Walterson Rosa/MS
Walterson Rosa/MS

A vacina foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em novembro do ano passado e já começou a ser aplicada em profissionais de saúde em diversas regiões do país.


De acordo com o estudo, nenhuma pessoa vacinada apresentou casos graves de dengue ou precisou de hospitalização durante o período analisado. A eficácia da vacina contra formas graves da doença ou infecções com sinais de alerta ficou em 80,5%.


Outro diferencial da Butantan-DV é que ela é a primeira vacina do mundo contra a dengue aplicada em dose única, o que facilita a adesão da população ao esquema de imunização.

Segundo a diretora médica do Instituto Butantan, Fernanda Boulos, esse resultado é considerado muito positivo porque demonstra que uma única aplicação já é capaz de manter proteção elevada ao longo dos anos.


“Vacinas que precisam de duas ou mais doses apresentam um problema comum: muitas pessoas não voltam para completar o esquema. Por isso, a demonstração de que uma única dose mantém proteção alta é muito importante”, explicou.


Resultados variam por faixa etária


O estudo também apontou variações na eficácia da vacina conforme a faixa etária. No geral, a eficácia contra a dengue ficou em 65%, mas o índice sobe para 77,1% entre pessoas que já tiveram a doença anteriormente.


Os resultados indicaram ainda que a proteção foi mais alta entre adolescentes e adultos do que entre crianças.


Por essa razão, a Anvisa autorizou o uso da vacina apenas para pessoas entre 12 e 59 anos, embora os testes também tenham incluído crianças a partir dos dois anos.

De acordo com o Butantan, novos estudos estão sendo realizados para avaliar se será necessário um reforço vacinal em crianças e para analisar a eficácia do imunizante em idosos.


Segundo a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIM), essa ampliação seria importante, especialmente porque a maior taxa de mortalidade por dengue ocorre entre idosos.


Estudo acompanhou mais de 16 mil pessoas


Os dados apresentados no estudo foram obtidos após o acompanhamento de mais de 16 mil participantes. Cerca de 10 mil receberam a vacina, enquanto quase 6 mil receberam placebo, permitindo a comparação entre os grupos.


Os resultados indicaram que a vacina foi bem tolerada e não apresentou preocupações de segurança a longo prazo.


Além de abastecer o Sistema Único de Saúde (SUS), o Instituto Butantan também avalia a possibilidade de exportar doses para outros países, especialmente da América Latina, onde a dengue também tem provocado surtos e epidemias frequentes.


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