Por Michael Andrade, da redação de O estopim | 28 de janeiro de 2026
Média foi de 232 casos por dia e alta de 4,12% em relação a 2024; governo aposta no Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas e reforça que não é preciso esperar 24 horas para registrar ocorrência

O Brasil registrou 84.760 pessoas desaparecidas em 2025, o maior número desde 2015, quando o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) começou a consolidar a série histórica. Os dados representam aumento de 4,12% em relação a 2024 e uma média de 232 desaparecimentos por dia em todo o país.
Crianças e adolescentes: quase um terço dos casos
Um dos recortes mais preocupantes é o de menores de idade. Em 2025, foram 23.919 desaparecimentos de crianças e adolescentes, média de 66 por dia, com predominância de meninas (cerca de 60%), segundo registros encaminhados pelos estados ao sistema nacional.
Estados com mais registros
No ranking por unidades da federação, São Paulo aparece com o maior número absoluto de casos, seguido por Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e Rio de Janeiro, de acordo com o painel oficial.
Cadastro nacional e orientação: não espere 24 horas
Para ampliar o cruzamento de dados e apoiar investigações, o MJSP lançou o Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas (CNPD), que integra registros e reúne informações para agilizar a localização.
O ministério também reforça uma orientação considerada decisiva: não é necessário aguardar 24 horas para registrar um desaparecimento. A recomendação é procurar a delegacia assim que a ausência for percebida e não houver contato.
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