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Por Michael Andrade, da redação de O estopim

Fonte: Agência Brasil | segunda-feira (23) de março de 2026


Dayse Barbosa Mattos, de 38 anos, foi assassinada dentro de casa; investigações apontam feminicídio cometido por policial rodoviário federal.


Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A comandante da Guarda Civil Municipal de Vitória (ES), Dayse Barbosa Mattos, de 38 anos, foi morta com cinco tiros na cabeça na madrugada desta segunda-feira (23). Segundo as investigações, o autor do crime foi o namorado da vítima, o policial rodoviário federal Diego Oliveira de Souza, que se matou em seguida.


De acordo com a investigação, o policial planejou a entrada na casa da vítima. Ele utilizou uma escada para alcançar a marquise do imóvel e, em seguida, arrombou a porta com instrumentos levados ao local.


Segundo o delegado-chefe do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa, Fabrício Dutra, a forma de execução indica que o crime foi premeditado. “Ele foi com a finalidade de cometer o feminicídio. Ele levou os materiais para poder entrar na residência e poder subir na marquise. Tudo indica que ela estava deitada, dormindo, quando ele efetuou os disparos, sem possibilidade de reação”, afirmou.


A titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Mulher, delegada Raffaella Aguiar, informou que as investigações apontam que Dayse tentava romper o relacionamento com o agressor, descrito como um homem possessivo e controlador. Segundo a delegada, há indícios de que ele não aceitava o fim da relação.


Dayse Barbosa Mattos era uma figura de destaque na segurança pública de Vitória e havia assumido recentemente o comando da Guarda Civil Municipal, tornando-se a primeira mulher a ocupar o cargo na história da corporação.


O pai da vítima, Carlos Roberto Teixeira, relatou que o relacionamento era conturbado e marcado por episódios de violência, embora não houvesse registros formais anteriores contra o agressor. “Já tirei ele de cima dela. Uma vez, flagrei ele tentando enforcar a Dayse”, contou.


Diego Oliveira de Souza era policial rodoviário federal e estava lotado em Campos dos Goytacazes, no norte do estado do Rio de Janeiro.


Dayse deixa uma filha de sete anos.


Em nota de pesar, o Ministério da Justiça e Segurança Pública lamentou a morte da comandante e destacou sua trajetória de liderança e defesa dos direitos das mulheres. A pasta afirmou que o caso evidencia a gravidade do feminicídio no país e reforçou o compromisso com políticas públicas de enfrentamento à violência de gênero e atenção à saúde mental dos profissionais de segurança pública.


O governo do Espírito Santo e a prefeitura de Vitória decretaram luto oficial de três dias pela morte de Dayse Mattos.


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