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Após paralisação de 24h encerrada na manhã desta quinta (29), sindicato cobra abertura imediata de negociação e apuração rigorosa sobre denúncias de espionagem contra servidores.


Por Clara Mendes da Redação de O estopim | 29 de janeiro de 2026


Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco | Foto: Reprodução/Redes Sociais Sinpol
Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco | Foto: Reprodução/Redes Sociais Sinpol

ARCOVERDE | Com o fim da paralisação de advertência às 8h desta quinta-feira (29), a diretoria do Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol-PE) redireciona o foco para o endurecimento das negociações com o Palácio do Campo das Princesas. A categoria, que aderiu massivamente ao movimento em todo o Sertão, estabeleceu o "estado de assembleia permanente". O objetivo é pressionar a governadora Raquel Lyra a apresentar uma contraproposta de reestruturação salarial e, simultaneamente, esclarecer as graves denúncias de espionagem política veiculadas nacionalmente no último fim de semana.


A estratégia traçada pela liderança sindical prevê um prazo curto para que o governo sinalize a retomada do diálogo. Caso não haja avanço nas tratativas nos próximos dias, uma nova assembleia geral deve ser convocada para deliberar sobre a deflagração de greve por tempo indeterminado, o que poderia comprometer a segurança pública durante o período pré-carnavalesco.


O presidente do Sinpol, Áureo Cisneiros, reforçou que a pauta agora extrapola a questão financeira. A categoria exige garantias de que não há monitoramento ilegal de lideranças sindicais, conforme sugerido pela reportagem do Domingo Espetacular. "Não há como negociar em um ambiente de desconfiança e suposta perseguição. A investigação sobre a estrutura de inteligência do estado é agora uma pauta central da categoria", afirmou a liderança em comunicado à imprensa.


Em Arcoverde, o retorno às atividades acontece sob clima de tensão. Investigadores e escrivães locais relatam sobrecarga de trabalho e aguardam as diretrizes do Recife para os próximos passos. A expectativa é que, se confirmado o silêncio do Executivo, operações padrão, onde o trabalho é realizado estritamente dentro da burocracia, retardando processos, possam ser iniciadas nas delegacias do interior.


O governo estadual, por sua vez, mantém a posição de que as mesas de negociação estão abertas, mas condicionadas ao limite fiscal do estado. Sobre as acusações de espionagem que inflamaram o movimento paredista, a governadora Raquel Lyra reiterou ontem (28) que as denúncias são falsas e que acionará a justiça para responsabilizar os autores das acusações.


Este novo capítulo da crise na segurança pública ocorre menos de um ano após a última ameaça de greve da categoria, evidenciando a dificuldade contínua de diálogo entre as forças policiais e a atual gestão estadual.


Para entender como a instabilidade na Polícia Civil e as acusações de espionagem podem redesenhar o cenário eleitoral e a governabilidade em Pernambuco, leia a análise completa do jornalista Heitor Lemos. A reportagem exclusiva está disponível em O Estopim Política oestopim.com/politica.


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