- Raul Silva

- há 10 horas
- 14 min de leitura
Comentário político atribui “absolutamente nada” à senadora, chama Transnordestina de cancelada e cria relação eleitoral sem apresentar provas. Dados oficiais contradizem o discurso.
Por Raul Silva para O estopim | Cobertura especial das Eleições 2026
23 de julho de 2026

Um vídeo do intitulado Portal de Notícias Mega TV Arcoverde, apresentado como resposta política à senadora Teresa Leitão, do PT de Pernambuco, reúne erros objetivos, conclusões sem prova e ataques pessoais em pouco mais de dois minutos. O conteúdo começa errando até a duração do mandato de um senador, ignora leis relatadas pela parlamentar, apaga investimentos federais realizados em Pernambuco, simplifica a história da Transposição do São Francisco e afirma que a Transnordestina foi cancelada quando órgãos federais registram justamente a retomada das obras.
A gravação também sustenta que Teresa Leitão “só se elegeu” graças ao deputado federal bolsonarista André Ferreira. A afirmação não vem acompanhada de pesquisa, levantamento eleitoral, declaração pública de apoio ou demonstração matemática de causalidade.
O que aparece no vídeo não é uma apuração sobre o mandato ou sobre a atuação de Teresa Leitão. É uma opinião política construída sobre afirmações factuais que poderiam ter sido verificadas em poucos minutos nos portais do Senado, do Tribunal Superior Eleitoral, do Governo Federal, da Agência Nacional de Transportes Terrestres e do Tribunal de Contas da União.
A crítica política é legítima. Inventar uma realidade paralela para sustentá-la não é.
O primeiro erro: senadora não tem mandato de quatro anos
O apresentador começa descrevendo Teresa Leitão como uma: “senadora da República com mandato de quatro anos”.
Está errado.
O artigo 46 da Constituição determina que cada estado e o Distrito Federal elegem três senadores, com mandato de oito anos. Teresa Leitão foi eleita em outubro de 2022 e tomou posse em fevereiro de 2023 para o período de 2023 a 2031. Portanto, em julho de 2026, ela ainda não completou quatro anos de exercício no Senado.
Não se trata de uma divergência ideológica. É uma informação constitucional elementar.
Quando um comunicador se propõe a avaliar a produtividade de um mandato, mas não verifica sequer quanto tempo esse mandato dura, ele compromete a credibilidade de toda a conclusão apresentada depois.
“Absolutamente nada” é falso diante dos registros legislativos
O vídeo pergunta o que Teresa Leitão fez por Pernambuco e responde: “absolutamente nada”.
A frase é insustentável.
Ela poderia expressar uma avaliação subjetiva, como dizer que o desempenho foi insuficiente ou que determinadas prioridades não atenderam às expectativas do comentarista. Mas o emprego de “absolutamente nada” transforma a opinião em afirmação factual absoluta.
E os registros oficiais mostram trabalho legislativo concreto.
Lei de prevenção ao assédio sexual
Teresa Leitão foi relatora no Senado da medida provisória que originou a Lei 14.540, de 3 de abril de 2023. A norma criou o Programa de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio Sexual, à Violência Sexual e aos demais crimes contra a dignidade sexual no âmbito da administração pública.
A lei alcança órgãos e entidades das administrações públicas federal, estadual, distrital e municipal. O texto estabelece ações de prevenção, capacitação, identificação de casos, proteção às vítimas e responsabilização. A atuação da relatora contribuiu para ampliar o alcance da proposta que havia chegado ao Congresso.
É possível discordar da lei. Não é possível dizer que a parlamentar não produziu nada.
Lei da igualdade salarial
A senadora também co-relatou o Projeto de Lei 1.085/2023 nas comissões de Assuntos Econômicos e de Assuntos Sociais. O projeto foi convertido na Lei 14.611, de 3 de julho de 2023, que reforçou a igualdade salarial e de critérios remuneratórios entre mulheres e homens.
A legislação obriga empresas com cem ou mais empregados a publicar relatórios de transparência salarial. Também prevê medidas de fiscalização e multa administrativa de até 3% da folha de salários, limitada a cem salários mínimos, quando houver descumprimento da obrigação de transparência.
A lei tem alcance nacional, inclusive sobre empresas instaladas em Pernambuco e sobre trabalhadores pernambucanos. Alegar que isso equivale a “nada” exige ignorar deliberadamente o registro legislativo.
Projetos sobre proteção de crianças e educação digital
Teresa Leitão relatou na Comissão de Educação o PL 5.016/2019, que inclui a identificação de violência e abuso sexual contra crianças e adolescentes na formação dos profissionais da educação e entre os princípios de atuação do Sistema Único de Saúde. O relatório foi aprovado na comissão.
Ela também apresentou o PL 1.010/2025, que propõe a inclusão da educação midiática e digital nas escolas. O projeto busca preparar crianças e adolescentes para reconhecer desinformação, discurso de ódio, riscos das redes sociais e conteúdos manipulativos.
Uma análise séria pode questionar o impacto, a execução ou a prioridade dessas propostas. O que não pode fazer é afirmar que elas não existem.
Presidência da Comissão de Educação
Em fevereiro de 2025, Teresa Leitão foi eleita por aclamação presidente da Comissão de Educação e Cultura do Senado para o biênio 2025 e 2026. A comissão examina projetos relativos à educação, cultura, patrimônio histórico, comunicação social, esporte e formação profissional.
Em 2026, ela relatou o novo Plano Nacional de Educação, projeto responsável por estabelecer metas e diretrizes nacionais para a década seguinte. O texto passou pela Comissão de Educação e pelo Plenário do Senado.
Novamente, o mérito político pode ser debatido. A inexistência da atuação, não.
O vídeo confunde funções de senadora e presidente da República
Outro problema estrutural da fala é cobrar de Teresa Leitão a execução direta de obras federais.
Senadores não comandam ministérios, não licitam ferrovias, não executam trechos rodoviários nem administram canteiros de obras. As funções constitucionais de um senador envolvem legislar, fiscalizar o Executivo, deliberar sobre o orçamento, participar de comissões, aprovar autoridades e representar o estado no Congresso.
A execução de uma ferrovia ou de uma obra hídrica cabe ao Poder Executivo e aos órgãos, empresas e concessionárias responsáveis.
Isso não impede que um senador seja cobrado por articulação política, emendas, fiscalização e defesa de interesses estaduais. Mas atribuir a um parlamentar a responsabilidade operacional por obras de décadas diferentes é uma distorção institucional.
“O PT não fez nada por Pernambuco” é uma generalização incompatível com os números
O vídeo amplia o ataque e afirma que nem Teresa Leitão nem o PT fizeram algo por Pernambuco.
Os números oficiais não sustentam essa frase.
Em 2024, o Governo Federal informou investimento de R$ 670,2 milhões em infraestrutura de transportes em Pernambuco, alta de 207% em comparação com 2022. Os recursos abrangiam intervenções rodoviárias e ferroviárias vinculadas ao Novo PAC.
Em março de 2024, Pernambuco teve 478 obras e equipamentos selecionados em uma etapa do Novo PAC Seleções. A carteira incluía projetos de saúde, educação, infraestrutura social, urbanização, mobilidade e abastecimento de água.
Também houve previsão de R$ 637 milhões para infraestrutura rodoviária e ferroviária em 2023, segundo o Ministério dos Transportes, valor informado como aproximadamente três vezes superior ao aplicado em 2022.
Esses valores são dados do Executivo e devem ser acompanhados quanto à execução física e financeira. Anunciar recurso não significa automaticamente concluir uma obra. Essa ressalva é indispensável.
Mas uma coisa é fiscalizar se o dinheiro foi efetivamente aplicado. Outra é afirmar que nenhum investimento existiu.
A Transposição do São Francisco não está simplesmente “inacabada”
O vídeo apresenta a Transposição do Rio São Francisco como uma obra parada há mais de 20 anos e como prova de que o PT nada entregou.
A história é mais complexa.
O Projeto de Integração do Rio São Francisco possui 477 quilômetros de extensão, dois eixos estruturantes e ramais associados. O sistema foi planejado para atender cerca de 12 milhões de pessoas em 390 municípios de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte.
As obras começaram em 2007, durante o segundo governo Lula, e atravessaram as administrações Dilma Rousseff, Michel Temer, Jair Bolsonaro e o terceiro governo Lula. Diversas estruturas foram entregues e passaram a operar em momentos diferentes. Ao mesmo tempo, permaneceram intervenções complementares, ramais, sistemas de distribuição, manutenção e ampliação da capacidade de bombeamento.
Portanto, não é correto tratar todo o projeto como se nada tivesse sido entregue. Também seria incorreto declarar que todo o sistema está definitivamente concluído e sem pendências.
Documento executivo do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional indicava orçamento total de aproximadamente R$ 13,68 bilhões para os eixos estruturantes do projeto.
Em 2025, o Governo Federal anunciou ordem de serviço de R$ 491,3 milhões para duplicar a capacidade de bombeamento do Eixo Norte. A intervenção inclui estações situadas em Cabrobó, Terra Nova e Salgueiro, em Pernambuco.
A crítica correta seria perguntar por que a obra demorou tanto, quanto custaram os aditivos, quais governos atrasaram etapas, quais estruturas precisam de manutenção e por que a água ainda não chega igualmente a todas as comunidades.
O vídeo não faz nenhuma dessas perguntas. Ele reduz um projeto multigovernamental a um slogan partidário.
Transnordestina não foi cancelada como afirma o apresentador
A alegação mais objetivamente contradita pelos documentos é a de que a Transnordestina “foi cancelada” por irregularidades na execução do Governo Federal.
A ferrovia teve graves atrasos, mudanças contratuais, problemas de financiamento, fiscalizações do TCU e reestruturações no modelo de concessão. O trecho pernambucano entre Salgueiro e Suape chegou a ser retirado do projeto privado conduzido pela concessionária, o que alimentou a percepção de abandono.
Isso não significa, porém, que a ferrovia inteira tenha sido cancelada.
Em abril de 2025, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional anunciou que o Governo Federal preparava editais para retomar a construção do ramal pernambucano entre Salgueiro e Suape. A primeira etapa abrangia os lotes entre Custódia e Arcoverde, com 73 quilômetros, e entre Cachoeirinha e Belém de Maria, com 53 quilômetros.
Em novembro de 2025, ANTT, Ministério dos Transportes e Infra S.A. anunciaram edital para a conclusão de 73 quilômetros em Pernambuco, com investimento informado de R$ 415 milhões e estimativa de cerca de seis mil empregos.
A própria ANTT continuou deliberando sobre operações e contratos ligados ao sistema ferroviário. Isso é incompatível com a afirmação de cancelamento integral e definitivo.
O fato correto é: a Transnordestina enfrentou irregularidades, atrasos, revisão contratual e exclusão anterior do trecho pernambucano do projeto privado. Depois, o Governo Federal anunciou a retomada desse trecho sob outra modelagem.
Dizer apenas que “foi cancelada” apaga a parte decisiva da informação.
Irregularidades não são sinônimo automático de responsabilidade pessoal do governo atual
O apresentador atribui supostas irregularidades “na execução do governo federal” sem indicar contrato, processo, acórdão, período ou agente responsável.
Essa formulação produz uma acusação ampla, mas impossível de examinar nos termos apresentados.
A Transnordestina começou a ser estruturada há cerca de duas décadas. Passou por diferentes governos, contratos, financiamentos, concessionárias, diretorias de agências reguladoras e decisões do TCU. Para atribuir uma irregularidade específica a um governo, seria necessário informar:
o número do processo;
o contrato fiscalizado;
o período da irregularidade;
o órgão responsável;
a decisão do TCU ou da Justiça;
quem foi responsabilizado;
se a decisão é definitiva ou ainda admite recurso.
O vídeo não fornece nenhum desses elementos.
Usar genericamente a palavra “irregularidade” não prova ilícito cometido por uma autoridade determinada. Tampouco significa, por si só, que uma obra tenha sido judicialmente cancelada.
A eleição de Teresa Leitão não foi decidida por André Ferreira
O vídeo afirma que Teresa Leitão “só chegou ao poder” e “só se elegeu” com a ajuda de André Ferreira, deputado federal do PL e aliado de Jair Bolsonaro.
Não há prova apresentada para essa causalidade.
Teresa Leitão foi eleita para o Senado em 2022 com 2.061.276 votos, equivalentes a 46,12% dos votos válidos. Ela integrou a Frente Popular de Pernambuco, coligação formada por PSB, Federação Brasil da Esperança, MDB, Republicanos, PDT e PP.
André Ferreira concorria a deputado federal pelo PL. Seu grupo político apoiava a chapa formada por Anderson Ferreira ao governo de Pernambuco e Gilson Machado ao Senado, ambos identificados com Jair Bolsonaro. Gilson Machado era, portanto, adversário direto de Teresa Leitão na disputa senatorial.
Para comprovar que André Ferreira foi cabo eleitoral decisivo de Teresa seria necessário apresentar ao menos uma declaração pública de apoio, material de campanha, pedido explícito de voto ou estudo eleitoral que relacionasse os votos de ambos.
A fala não apresenta nada disso.
Mesmo que eleitores de André Ferreira tenham votado em Teresa, algo possível porque o voto é individual e secreto, isso não transforma o deputado em cabo eleitoral da candidata petista.
Correlação eleitoral não é apoio político. Coincidência territorial de votos não é causalidade.
Candidato não aceita nem rejeita votos individuais
O apresentador desafia a senadora a dizer se “rejeitou o apoio nem os votos” de André Ferreira.
A formulação não tem sentido no sistema eleitoral brasileiro.
O voto é secreto. Um candidato não sabe quem votou nele e não tem poder jurídico para anular votos recebidos de eleitores de outro partido. Não existe procedimento pelo qual uma candidata ao Senado possa “rejeitar” votos porque vieram de bolsonaristas, petistas, socialistas ou conservadores.
A única questão verificável seria a existência de apoio político formal ou público. Isso exige documento ou declaração. O vídeo não oferece qualquer evidência.
“Bolsonaro é muito melhor” é opinião, não notícia
A frase final, segundo a qual Jair Bolsonaro seria “com certeza muito melhor” do que Teresa Leitão, não pode ser classificada como verdadeira ou falsa em termos objetivos.
É uma opinião política.
O erro editorial está em misturar essa opinião com informações verificáveis incorretas e apresentá-las no mesmo fluxo, sem separar comentário, fato e acusação.
Um veículo pode assumir linha editorial conservadora, liberal, socialista, petista ou bolsonarista. O que não pode fazer, sem abandonar o método jornalístico, é substituir documentos por certezas pessoais e informações públicas por ataques.
O impacto da desinformação em período eleitoral
Em ano eleitoral, conteúdos desse tipo não ficam restritos à disputa entre duas personalidades políticas. Eles interferem na capacidade do eleitor de avaliar mandatos, partidos e políticas públicas.
Quando uma opinião é apresentada como fato, o cidadão pode tomar decisões com base em informações inexistentes. Quando uma obra retomada é chamada de cancelada, o debate deixa de ser sobre prazo, custo e eficiência e passa a girar em torno de uma falsidade. Quando a produção legislativa é apagada, torna-se impossível discutir a qualidade real do mandato.
A desinformação política também corrói a confiança social no jornalismo. O público passa a encontrar ataques onde deveria haver verificação, torcida onde deveria haver contexto e certezas pessoais onde deveriam existir documentos.
Os princípios jornalísticos de O estopim estabelecem que controvérsias devem ser tratadas com apuração, evidências e contraditório, sem confundir liberdade de expressão com ausência de responsabilidade editorial.
O Manual de Jornalismo da EBC também coloca verdade, precisão, pluralidade e interesse público entre os fundamentos da atividade jornalística.
E materiais de combate à desinformação destacam que informação responsável exige apuração, reflexão, síntese e verificação das alegações antes da publicação.
O que uma cobertura responsável deveria ter feito
Antes de gravar o vídeo, o veículo deveria ter consultado o perfil oficial da senadora, suas matérias legislativas, relatórios, relatorias, emendas e participação em comissões.
Também deveria ter acessado os dados da eleição de 2022, solicitado ao apresentador a prova do suposto apoio de André Ferreira, verificado os atos da ANTT e do Governo Federal sobre a Transnordestina e procurado a assessoria de Teresa Leitão para manifestação.
Nada disso aparece no vídeo.
O resultado não é uma fiscalização rigorosa do mandato. É uma peça de ataque político com erros que poderiam ter sido evitados por uma consulta básica às fontes oficiais.
Ser duro com agentes públicos faz parte do jornalismo. Ser impreciso, não.
O estopim — O começo da notícia!
Acesse o nosso perfil no Instagram e veja essa e outras notícias: @oestopim_ & @muira.ubi
Raul Silva é jornalista e produtor de conteúdo de O estopim. Atua na apuração de política, fiscalização pública, direitos sociais e enfrentamento à desinformação.
FACT-CHECKING de O estopim para esta matéria
Afirmação do vídeo | O que mostram os documentos | Classificação |
Teresa tem mandato de quatro anos | O mandato constitucional de senador é de oito anos, de 2023 a 2031 | Falsa |
“Não fez absolutamente nada” | Há relatorias, projetos, leis e participação em comissões registradas pelo Senado | Falsa como afirmação absoluta |
O PT não fez nada por Pernambuco | Há investimentos e obras federais documentados | Falsa como afirmação absoluta |
A Transposição está simplesmente inacabada | Eixos operam, mas há ramais, manutenção e ampliação pendentes | Enganosa por falta de contexto |
A Transnordestina foi cancelada | O trecho pernambucano teve retomada e editais anunciados | Falsa ou desatualizada |
A Justiça embarga constantemente as obras | Nenhum processo ou decisão é identificado | Sem comprovação |
Teresa só se elegeu graças a André Ferreira | Não foi apresentada prova de apoio nem relação causal | Sem comprovação |
Ela deveria rejeitar votos bolsonaristas | Candidatos não identificam nem rejeitam votos individuais | Retórica sem fundamento eleitoral |
Bolsonaro é melhor do que Teresa | Juízo político subjetivo | Opinião |
FONTES:
1. Duração do mandato de senador
Versão específica do texto constitucional:
Fonte oficial: Presidência da República.
2. Perfil e atividade parlamentar de Teresa Leitão
Perfil oficial da senadora no Senado
Reúne dados pessoais, mandato, filiação, participação em comissões, pronunciamentos, proposições, relatorias e outras atividades legislativas.
Fonte oficial: Senado Federal.
3. Lei 14.540/2023 e prevenção ao assédio sexual
Lei 14.540, de 3 de abril de 2023
Institui o Programa de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio Sexual, à Violência Sexual e aos crimes contra a dignidade sexual na administração pública.
Senado informa a sanção e a participação de Teresa Leitão como relatora
Versão da Agência Senado:
Tramitação da MPV 1.140/2022, convertida na Lei 14.540/2023
Essas fontes sustentam que Teresa Leitão atuou como relatora no Senado e que a legislação ampliou mecanismos de prevenção e enfrentamento à violência sexual na administração pública.
4. Lei da igualdade salarial
Lei 14.611, de 3 de julho de 2023
Dispõe sobre igualdade salarial e de critérios remuneratórios entre mulheres e homens.
Página oficial do PL 1.085/2023 no Senado
Apresenta tramitação, documentos, relatórios e conversão do projeto na Lei 14.611/2023.
PDF com a tramitação integral do projeto
Teresa Leitão fala sobre a lei após atuar como relatora
Senado confirma que Zenaide Maia e Teresa Leitão foram relatoras
A lei determina relatórios de transparência para empresas com cem ou mais empregados.
5. Projeto de educação midiática e digital
PL 1.010/2025
Projeto de autoria de Teresa Leitão que estabelece normas nacionais para educação midiática e digital e enfrentamento à desinformação e aos discursos de ódio.
Texto integral do projeto
Agência Senado explica a proposta
Outra publicação oficial:
Atualização publicada em janeiro de 2026:
As fontes confirmam autoria, conteúdo e objetivo do projeto.
6. Presidência da Comissão de Educação e Cultura
Teresa Leitão é eleita presidente da comissão para 2025 e 2026
Versão da Rádio Senado:
A eleição ocorreu por aclamação e o mandato na presidência abrange o biênio 2025–2026.
7. Novo Plano Nacional de Educação
Prioridades da Comissão de Educação para o novo PNE
Requerimento para realização de audiências públicas sobre o PL 2.614/2024
Essas fontes demonstram atuação de Teresa Leitão na organização dos debates sobre o novo Plano Nacional de Educação.
8. Investimentos federais em transportes em Pernambuco
R$ 670,2 milhões em infraestrutura de transportes em 2024
Segundo o Governo Federal, o montante representava crescimento de 207% em relação a 2022.
9. Novo PAC Seleções em Pernambuco
478 obras e equipamentos selecionados
Página do Ministério da Saúde que também registra a seleção:
10. Projeto de Integração do Rio São Francisco
Página institucional do projeto
Informa 477 quilômetros, 390 municípios e potencial de atendimento a 12 milhões de pessoas em Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte.
Sumário executivo de janeiro de 2026
Relatório anual da Agência Pernambucana de Águas e Clima
Página da APAC sobre o percurso do projeto em Pernambuco
Essas fontes sustentam extensão, população potencialmente beneficiada, municípios contemplados e estrutura geral do projeto.
11. Situação operacional da Transposição
Eixos Norte e Leste e atendimento regional
Descrição atualizada da rota das águas
Essas páginas mostram que há estruturas em funcionamento, ao mesmo tempo em que permanecem ramais, ampliações, manutenção e sistemas complementares. Por isso, dizer apenas que a obra está “inacabada” sem explicar o que funciona e o que ainda falta é incompleto.
12. Transnordestina e existência atual do projeto
Página institucional da Ferrovia Transnordestina
A página informa que o empreendimento continua sendo tratado pelo Governo Federal como projeto estruturante e registra aporte de recursos.
13. Retomada do trecho pernambucano da Transnordestina
ANTT, Ministério dos Transportes e Infra S.A. anunciam retomada
A fonte informa:
73 quilômetros de extensão;
R$ 415 milhões em investimentos;
recursos do Novo PAC;
estimativa de seis mil empregos diretos e indiretos;
previsão de licitação;
prazo estimado de 57 meses após a assinatura contratual.
Isso contradiz a afirmação de que toda a Transnordestina teria sido definitivamente cancelada.
14. Irregularidades e fiscalização do TCU sobre a Transnordestina
TCU analisa contratos da ferrovia
O TCU apontou problemas na cisão da concessão e considerou ilegal a criação de determinados contratos. Isso confirma a existência de irregularidades institucionais e contratuais, mas não comprova a formulação genérica de que “a Justiça cancelou a obra por irregularidades do governo atual”.
Sistema de pesquisa de processos e decisões do TCU
O sistema deve ser usado para localizar acórdão, processo, relator, data e responsabilizações específicas. Sem esses dados, a acusação do vídeo permanece vaga.
15. Situação histórica do trecho Salgueiro–Suape
Demonstrações financeiras da Transnordestina Logística, disponíveis na ANTT
O documento registra que o trecho Salgueiro–Suape tinha 544 quilômetros, avanço global informado de 41% e lotes em diferentes estágios. Também menciona embargo judicial localizado em parte do percurso.
Essa fonte é importante porque mostra que houve embargos e dificuldades específicas.
Ela não autoriza a generalização de que toda a obra sofria “constantemente” embargos ou havia sido integralmente cancelada.
16. Votação de Teresa Leitão em 2022
Agência Senado sobre a eleição
A publicação registra que Teresa Leitão foi eleita com 2.061.276 votos, equivalentes a 46,12% dos votos válidos.
Confirmação de dados disponível no sistema oficial do TSE:
A busca deve ser configurada para:
Eleições Gerais de 2022;
Pernambuco;
cargo de senador.
O dado eleitoral foi sustentado na matéria pela Agência Senado, que reproduziu o resultado da eleição.
17. Regra da eleição para o Senado
Lei das Eleições, Lei 9.504/1997
Constituição, artigo 46
O senador é eleito pelo princípio majoritário. A eleição decorre dos votos recebidos pelo candidato, e não de uma transferência formal de votos de um candidato a deputado federal.
18. Princípios jornalísticos e dever de verificação
Princípios Jornalísticos do Grupo O estopim
O documento estabelece compromisso com verdade factual, métodos verificáveis, transparência, correção, democracia e separação entre controvérsia legítima e equivalência artificial de fatos.
8.png)