Apac emite alerta para formação do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026
- Michael Andrade
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Por Michael Andrade, da redação do Portal O Estopim | Fonte: A Folha das Cidades | quarta-feira (8)
Aquecimento das águas do Oceano Pacífico pode provocar redução de chuvas, aumento nas temperaturas e intensificação da seca no Agreste e no Sertão de Pernambuco.

A Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) emitiu um alerta indicando alta probabilidade de formação do fenômeno climático El Niño ao longo do segundo semestre de 2026.
O cenário projeta a redução dos índices de chuvas, elevação das temperaturas e o agravamento da seca no estado, com impactos mais severos previstos para as regiões do Agreste e do Sertão.
A estimativa da agência acompanha relatórios de centros meteorológicos internacionais e da Organização Meteorológica Mundial (OMM), que apontam para uma evolução rápida do aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. A expectativa é que o fenômeno ganhe intensidade nos próximos meses, podendo atingir seu ápice entre o fim de 2026 e o início de 2027, elevando o risco de estiagens prolongadas e ondas de calor.
Previsões e impactos nos recursos hídricos
De acordo com a Apac, entre os meses de julho e setembro, o Leste pernambucano deverá registrar volumes de chuva abaixo da média histórica, enquanto todo o território estadual tende a enfrentar temperaturas acima do normal.
A elevação dos termômetros gera preocupação extra, pois acelera a evaporação da água de açudes e barragens, intensifica o ressecamento do solo e aumenta a demanda hídrica da vegetação no Semiárido.
A meteorologista da Apac, Edvânia Pereira, explicou que a gravidade dos impactos dependerá diretamente da intensidade que o El Niño atingirá e de como ele interagirá com as condições térmicas do Oceano Atlântico Tropical.
O alerta acende um sinal de atenção para os setores agrícola e de abastecimento, uma vez que Pernambuco vinha registrando uma recuperação gradual de seus reservatórios e solo após as chuvas ocorridas entre fevereiro e maio deste ano.
Especialistas recomendam o acompanhamento contínuo dos boletins para o planejamento de ações de convivência com a estiagem.
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