Brasil nega vistos a funcionários dos EUA que pretendiam discutir eleições no país
- Michael Andrade

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Por Michael Andrade, da redação de O Estopim | Fonte: Agência Brasil | domingo (26)
Governo brasileiro afirma que visita de representantes do Departamento de Estado ocorreu em contexto de instrumentalização política do processo eleitoral.

O governo brasileiro negou os vistos de entrada para dois funcionários do Departamento de Estado dos Estados Unidos que pretendiam visitar o país para tratar de temas relacionados às eleições de outubro.
A informação foi confirmada neste sábado (25) pelo Ministério das Relações Exteriores. Os vistos do subsecretário para Democracia, Direitos Humanos e Trabalho, Riley Barnes, e do subsecretário adjunto Samuel Samson haviam sido negados na sexta-feira (24).
Segundo o Itamaraty, o governo brasileiro tomou conhecimento do interesse das autoridades norte-americanas em enviar os representantes para conversar com autoridades eleitorais sobre liberdade de expressão relacionada ao processo eleitoral deste ano.
De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, o pedido chamou a atenção por ter ocorrido logo após um evento em Brasília em que políticos brasileiros se reuniram com diplomatas estrangeiros para levantar suspeitas sobre a segurança das urnas eletrônicas. O governo avaliou que, diante do contexto eleitoral, a visita poderia representar uma instrumentalização política e decidiu negar a autorização de entrada.
Debate sobre urnas voltou ao centro da campanha
O tema voltou a ganhar repercussão após o pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmar, durante o encontro com diplomatas realizado na segunda-feira (21), que as urnas eletrônicas brasileiras seriam da empresa venezuelana Smartmatic. O pré-candidato não apresentou provas para sustentar a declaração.
Na quarta-feira (22), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desmentiu a informação. Em nota, o tribunal informou que a Smartmatic nunca forneceu urnas eletrônicas nem softwares utilizados nas eleições brasileiras.
Segundo o TSE, os equipamentos foram desenvolvidos por servidores e técnicos da própria Justiça Eleitoral e são fabricados por empresas contratadas por meio de licitações públicas, sob coordenação direta do tribunal, procedimento que, de acordo com o órgão, reforça a segurança e a transparência do sistema eleitoral brasileiro.
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