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Dia dos Avós: convivência fortalece vínculos familiares e contribui para a saúde física e emocional dos idosos


Por Michael Andrade, da redação de O Estopim | Fonte: Diário de Pernambuco | domingo (26)


Especialistas destacam que o convívio entre avós e netos estimula a memória, melhora o bem-estar e cria lembranças afetivas que atravessam gerações.


Fotos: Rafael Vieira
Fotos: Rafael Vieira

Celebrado neste domingo (26), o Dia dos Avós vai além da homenagem à figura familiar marcada pelo carinho e pelos conselhos. A convivência entre avós e netos também desempenha um papel importante para a saúde física, emocional e cognitiva das pessoas idosas, além de fortalecer os laços familiares e preservar memórias afetivas entre diferentes gerações.


Segundo reportagem publicada pelo Diário de Pernambuco, a aposentada Maria José, de 73 anos, resume esse sentimento na rotina ao lado dos netos Nicolle, de 23 anos, e Andrey, de 10. Preparar refeições, acompanhar o crescimento das crianças e participar do dia a dia da família são formas de demonstrar afeto.


“É uma bênção de Deus. É viver mais feliz, é a melhor coisa do mundo”, afirmou Maria José ao jornal.

Ela conta que, ao lado do marido, Aluísio Amorim, de 64 anos, sente como se estivesse vivendo novamente a experiência da maternidade.


“Eu vivo o direito de ser mãe pela segunda vez, e é delicioso. A gente cuida, corre atrás para participar da criação e aproveita cada segundo”, relatou.

Benefícios para a saúde


A terapeuta ocupacional especialista em gerontologia Genaína Couto explicou ao Diário de Pernambuco que a convivência entre gerações traz benefícios importantes para os idosos.


Genaína Couto, terapeuta ocupacional especialista em gerontologia (Foto: Karol Rodrigues)
Genaína Couto, terapeuta ocupacional especialista em gerontologia (Foto: Karol Rodrigues)

Segundo a especialista, o contato frequente com os netos contribui para estimular a memória, fortalecer as funções cognitivas, melhorar o humor e reduzir sintomas relacionados ao isolamento e à tristeza.


Ela ressalta, porém, que essas atividades precisam respeitar a autonomia e a história de vida de cada pessoa.


Em vez de apenas ocupar o tempo, a recomendação é promover experiências significativas, como cozinhar juntos, revisitar fotografias antigas, ouvir músicas ou compartilhar histórias da família.

Troca de experiências


Para o avô Aluísio Amorim, a chegada dos netos representou uma oportunidade de viver a paternidade sob outra perspectiva.


Segundo ele, nesta fase da vida existe mais tempo disponível para acompanhar o crescimento das crianças e participar de momentos que, muitas vezes, foram limitados durante a criação dos próprios filhos por causa da rotina de trabalho.


Já o neto Andrey Gomes, de 10 anos, resume a relação com simplicidade.


“Eles são muito legais e divertidos, e sempre me ajudam. Minha parte favorita de viver com eles é quando fazem comida para mim”, contou.

Para Genaína Couto, a participação da família é essencial para fortalecer esse vínculo, especialmente diante da rotina acelerada e do aumento do tempo dedicado às telas.


A especialista defende que passeios, viagens, refeições em família e momentos de convivência ajudam a criar lembranças afetivas que beneficiam todas as gerações.


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