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EREMA promove debate sobre o que é ser mulher e igualdade de gênero com participação de estudantes em Arcoverde

Por Michael Andrade, da redação de O estopim | sexta-feira 13 de março


Atividade reuniu cerca de 150 alunos e contou com roda de conversa sobre respeito, patriarcado, feminicídio e enfrentamento à violência contra a mulher


Fotos: Michael Andrade
Fotos: Michael Andrade

A Escola de Referência em Ensino Médio de Arcoverde (EREMA) realizou, nesta quarta-feira (11), uma atividade voltada à reflexão sobre o que significa ser mulher na sociedade e sobre a importância da igualdade de gênero. O Portal O estopim foi convidado para acompanhar a programação, que reuniu cerca de 150 estudantes.


A iniciativa foi organizada pelo Núcleo de Estudos de Gênero da escola em parceria com o grêmio estudantil e contou com momentos de diálogo e troca de experiências entre estudantes e convidadas.


A professora Larissa Carvalho, coordenadora do Núcleo de Estudos de Gênero da escola, não pôde estar presente por estar participando de uma formação. A organização da atividade contou com a participação da estudante Júlia Barbosa, integrante do núcleo e envolvida na construção da programação.


Durante o encontro, houve a exibição do filme O Diabo Veste Prada. A sessão não foi concluída por problemas técnicos, mas serviu como ponto de partida para a roda de conversa realizada em seguida com os estudantes.


Júlia Barbosa explicou que a proposta da atividade foi estimular uma reflexão crítica sobre os papéis sociais atribuídos às mulheres.


“Ser mulher é uma construção social que envolve a maneira que nós nos comportamos, nos expressamos, nos vestimos e habitamos e ocupamos os espaços sociais”, afirmou.

Segundo ela, a iniciativa também buscou aprofundar o debate sobre as pautas relacionadas às mulheres.


“A gente queria construir esse pensamento crítico sobre os alunos. Nós queríamos reconstruir essa pauta feminista com base na sociologia e apresentar esses conceitos para os alunos”, destacou.

Após o momento do filme, a programação seguiu com uma roda de conversa sobre temas como igualdade, respeito às mulheres, patriarcado, feminicídio e crimes de ódio contra a mulher. Os estudantes também participaram do debate compartilhando experiências e reflexões.


A professora Laís Alves, coordenadora do Núcleo de Estudos de Gênero da EREM Monsenhor José Kehrle, destacou a importância de discutir gênero dentro da escola.


Foto: Michael Andrade
Foto: Michael Andrade

“A educação é o que transforma a sociedade. Não existe outra fórmula para a gente diminuir o número de feminicídios e a desigualdade de gênero. Pensar mulher e gênero na escola é pensar uma sociedade melhor e pensar num futuro melhor para os nossos estudantes”, afirmou.

Micheline Valério, tecnóloga em segurança pública e integrante da Secretaria da Mulher de Sertânia, também ressaltou o papel da educação na construção de mudanças sociais.




“Iniciativas como essa desenvolvida pelo EREMA possibilitam dialogar sobre o enfrentamento da violência contra a mulher e sobre as questões de gênero”, disse.

Ela também destacou a importância de construir uma sociedade mais segura para as mulheres.


“A educação tem um papel fundamental na transformação social que a gente espera e nos possibilita visualizar um futuro onde mulheres e homens possam conviver numa sociedade mais justa, com mais equidade e onde as mulheres possam caminhar seguras e permanecerem vivas”, completou.

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