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Irã resiste a ataques e desafia Estados Unidos em nova fase da guerra

Por Michael Andrade, da redação de O estopim - Fonte: Agência Brasil | terça-feira (3) de março de 2026


Especialista aponta que estratégia iraniana inclui ataques a bases no Golfo e pressão econômica com tensão no Estreito de Ormuz.


© MAJID ASGARIPOUR/WANA (WEST ASIA NEWS AGENCY) VIA REUTERS
© MAJID ASGARIPOUR/WANA (WEST ASIA NEWS AGENCY) VIA REUTERS

O general português Agostinho Costa afirmou, em entrevista à Agência Brasil, que o Irã mantém capacidade militar relevante e tem conseguido impor pressão estratégica aos Estados Unidos e a Israel no atual cenário de conflito no Oriente Médio.


Segundo o militar, a avaliação inicial de que o Irã estaria fragilizado e teria sua capacidade de mísseis rapidamente degradada não se confirmou. Para ele, houve uma má avaliação por parte dos EUA ao considerar que o regime iraniano poderia “ruir como um castelo de cartas” em poucos dias.


Costa destacou que Teerã teria se preparado para um conflito dessa magnitude, dispersando equipamentos balísticos ao longo de seu território, que possui cerca de 1,6 milhão de quilômetros quadrados. O especialista também afirmou que ataques direcionados a bases dos EUA na região indicariam precisão estratégica, possivelmente associada ao acesso iraniano ao sistema chinês de satélites BeiDou — informação que, segundo ele, explicaria a eficácia dos bombardeios.


O general também comentou o impacto do fechamento parcial do Estreito de Ormuz pela Guarda Revolucionária iraniana. A região é estratégica para o comércio global de petróleo e qualquer interrupção pode gerar pressão econômica internacional, afetando mercados e ampliando tensões diplomáticas.


Em relação à capacidade aérea, Costa avalia que nem Israel nem os EUA teriam estabelecido superioridade plena sobre o território iraniano. Segundo ele, a maior parte das ações observadas envolve drones, muitos deles abatidos, e operações realizadas a partir de porta-aviões ou bases distantes.


Sobre a duração do conflito, o militar ponderou que não é possível prever por quanto tempo o Irã conseguirá sustentar a pressão militar, mas também questionou a capacidade dos EUA de manter uma guerra prolongada diante de fatores econômicos e logísticos.


No campo diplomático, declarações recentes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicaram endurecimento da posição norte-americana. Autoridades iranianas, por sua vez, negaram qualquer retomada imediata de negociações.


A análise ocorre em meio à escalada de ataques envolvendo mísseis e drones contra alvos israelenses e norte-americanos na região, além de tensões no Golfo Pérsico que repercutem nos mercados internacionais.


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