MPF processa Ratinho e SBT por falas transfóbicas contra a deputada Erika Hilton
- Michael Andrade

- há 23 horas
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Por Michael Andrade, da redação de O estopim
Fonte: Agência Brasil | sexta-feira (13) de março de 2026
O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou uma ação civil pública contra o apresentador Carlos Roberto Massa, o Ratinho, e o Sistema Brasileiro de Televisão (SBT) por falas consideradas transfóbicas contra a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP).

A ação foi protocolada após declarações feitas pelo apresentador durante a exibição do Programa do Ratinho, na última quarta-feira (11). Na ocasião, Ratinho comentou a eleição da parlamentar para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados e questionou a identidade de gênero da deputada, que é uma mulher trans.
Na ação, o MPF pede que Ratinho e o SBT sejam condenados ao pagamento de R$ 10 milhões por danos morais coletivos. O órgão também solicita que a emissora retire imediatamente a íntegra do programa de seus sites e redes sociais.
O processo foi assinado pelo procurador regional dos Direitos do Cidadão no Rio Grande do Sul, Enrico Rodrigues de Freitas, e teve origem em uma representação apresentada pela própria deputada Erika Hilton.
De acordo com o MPF, as falas exibidas em rede nacional configuram discurso de ódio e discriminação, ao deslegitimar a identidade de gênero de mulheres trans e da comunidade LGBTQIA+.
Entre os pedidos apresentados na ação estão ainda a publicação de retratação pública, a adoção de medidas de prevenção contra novas manifestações discriminatórias e a realização de campanhas educativas contra a discriminação, a serem exibidas no mesmo horário do programa.
O MPF também solicitou que a União informe, em até dez dias, quais medidas administrativas estão sendo tomadas diante do possível descumprimento dos princípios que regem concessões de telecomunicações.
Outro lado
Em nota à imprensa, o SBT afirmou que as declarações do apresentador não representam a posição da emissora.
Segundo a empresa, a direção está analisando o caso internamente e reiterou que repudia qualquer forma de discriminação ou preconceito.
Michael Andrade
Da redação de O estopim
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