Uefa critica Fifa após intervenção de Trump em suspensão de jogador dos EUA na Copa
- Michael Andrade

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Por Michael Andrade, da redação do Portal O Estopim | Fonte: Agência Brasil | segunda-feira (6)
Entidade europeia afirma que decisão compromete a credibilidade da competição e abre precedente para interferência política no futebol.

A União das Associações Europeias de Futebol (Uefa) criticou nesta segunda-feira (6) a decisão da Federação Internacional de Futebol (Fifa) de suspender a punição do atacante norte-americano Folarin Balogun após uma intervenção do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Segundo a Uefa, a entidade máxima do futebol mundial “cruzou uma linha vermelha” ao rever a suspensão automática do atleta, que havia sido expulso na partida contra a Bósnia e Herzegovina pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026.
Balogun recebeu cartão vermelho após revisão do VAR e, pelas regras da competição, deveria cumprir suspensão automática de uma partida. No entanto, a Fifa decidiu transformar a punição em um período probatório de um ano, permitindo que o atacante atuasse nas quartas de final diante da Bélgica.
Em comunicado, a Uefa afirmou que a decisão é “sem precedentes, incompreensível e injustificável”, além de colocar em risco a credibilidade do torneio.
“Quando a certeza das regras não é mais garantida por seus guardiões, a integridade do jogo fica em risco e a credibilidade de uma competição é prejudicada”, destacou a entidade.
A medida também provocou reações de nomes importantes do futebol internacional. O ex-técnico do Liverpool, Jürgen Klopp, afirmou que “este é o nosso esporte, não o deles”, criticando a interferência política em decisões esportivas.
O técnico da Inglaterra, Thomas Tuchel, também questionou o precedente aberto pela decisão. Segundo ele, não está claro quem pode rever punições disciplinares nem quais critérios serão adotados.
A Federação Belga de Futebol informou ter recebido a decisão com surpresa e disse que analisava todas as possibilidades previstas no regulamento.
Até o ex-presidente da Fifa, Joseph Blatter, entrou no debate. Ele declarou que cartões vermelhos “não são anulados por telefonemas políticos”, mas por regras e órgãos independentes.
Donald Trump comemorou a decisão nas redes sociais, agradecendo à Fifa por, segundo ele, corrigir “uma grande injustiça” ao liberar Balogun para a sequência da Copa do Mundo.
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