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Notícias

Por Michael Andrade, da redação de O estopim | Fonte: Agência Brasil


A escalada da guerra entre Irã, Estados Unidos e Israel já começa a provocar fortes impactos no mercado global de energia. Autoridades iranianas afirmaram que o mundo deve se preparar para um possível salto no preço do petróleo para até US$ 200 por barril, caso o conflito continue afetando o fluxo internacional de combustível.



A declaração foi feita pelo porta-voz do comando militar iraniano, Ebrahim Zolfaqari, em meio ao aumento das tensões no Golfo Pérsico e aos ataques registrados contra navios mercantes na região.


Segundo informações divulgadas pela Agência Brasil, pelo menos três embarcações foram atingidas nas águas do Golfo Pérsico na quarta-feira (11). A Guarda Revolucionária do Irã afirmou que os disparos ocorreram após os navios ignorarem ordens emitidas pelas forças iranianas.


Desde o início da guerra, 14 navios mercantes já teriam sido atingidos, elevando o temor de um bloqueio prolongado no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo. O canal é responsável por cerca de 20% de todo o petróleo comercializado globalmente.


Guerra já deixou milhares de mortos


O conflito começou após ataques aéreos conjuntos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, ocorridos há quase duas semanas. Desde então, a guerra já deixou cerca de 2 mil mortos, a maioria em territórios do Irã e do Líbano.


Apesar da intensificação dos bombardeios liderados pelos Estados Unidos, o Irã continua respondendo com ataques de drones e mísseis contra Israel e contra alvos no Oriente Médio, demonstrando capacidade de reação militar.


O presidente norte-americano Donald Trump afirmou em entrevista ao site Axios que a guerra pode terminar rapidamente.


“Quando eu quiser que ela termine, ela terminará”, declarou.


Mesmo assim, autoridades israelenses afirmam que a campanha militar continuará.


O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, disse que a operação seguirá “sem limite de tempo, até que todos os objetivos sejam alcançados”, incluindo a destruição do programa nuclear iraniano.


Petróleo dispara e mercados entram em alerta


O conflito já provocou forte instabilidade nos mercados internacionais. O preço do petróleo chegou a quase US$ 120 por barril no início da semana, antes de recuar para cerca de US$ 90.


Ainda assim, os preços voltaram a subir após novos ataques contra navios na região.


Diante do risco de um choque global de energia, a Agência Internacional de Energia (AIE) recomendou a liberação de 400 milhões de barris das reservas estratégicas mundiais, na maior intervenção desse tipo já sugerida.


A medida busca evitar um colapso no abastecimento global caso o bloqueio no Estreito de Ormuz se prolongue.


Tensão também cresce no mar


Fontes militares afirmam que o Irã teria instalado minas marítimas no estreito, dificultando ainda mais a navegação.


O Pentágono informou que forças americanas destruíram 28 embarcações iranianas capazes de lançar minas, mas a situação continua considerada instável.


Enquanto isso, ataques também atingem portos, cidades do Golfo e alvos em Israel, aumentando a pressão internacional por um cessar-fogo.


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Por Michael Andrade, da redação de O estopim - Fonte: G1 | quinta-feira (12) de março de 2026


Pesquisas publicadas em revista científica sugerem que a nossa estrela se formou em uma região diferente da galáxia e depois se deslocou para mais longe do núcleo.



Dois estudos publicados nesta quinta-feira (12) na revista científica Astronomy & Astrophysics indicam que o Sol pode não ter nascido no local onde está atualmente. Segundo os pesquisadores, a estrela que dá origem ao Sistema Solar teria se formado mais perto do centro da Via Láctea e migrado para regiões mais externas da galáxia ao longo de bilhões de anos.


A descoberta foi baseada em dados do satélite Gaia, da Agência Espacial Europeia (ESA), que mapeia com precisão a posição, o movimento e as características de bilhões de estrelas. A partir dessas informações, os cientistas identificaram indícios de uma grande migração estelar ocorrida entre 4 e 6 bilhões de anos atrás.


Hoje, o Sistema Solar está localizado a cerca de 26 mil anos-luz do centro da Via Láctea. Mas, de acordo com os pesquisadores, evidências químicas e observacionais sugerem que o Sol pode ter surgido mais de 10 mil anos-luz mais perto do núcleo galáctico do que se encontra hoje.


Para investigar essa hipótese, os estudiosos analisaram um grupo de estrelas conhecido como “gêmeas solares”, astros que possuem propriedades muito parecidas com as do Sol, como temperatura, gravidade superficial e composição química.


Com base nos dados do Gaia, a equipe construiu o maior catálogo já produzido desse tipo de estrela, reunindo 6.594 gêmeas solares, cerca de 30 vezes mais do que levantamentos anteriores.


Ao estudar a idade dessas estrelas, os cientistas perceberam que muitas delas se concentram na faixa entre 4 e 6 bilhões de anos, período semelhante ao da formação do próprio Sol, estimada em 4,6 bilhões de anos.


Segundo os pesquisadores, esse deslocamento coletivo pode estar relacionado à evolução da chamada barra galáctica, uma estrutura alongada formada por estrelas no centro da Via Láctea. Essa região influencia a dinâmica dos astros ao seu redor e normalmente funciona como uma barreira gravitacional. No entanto, se essa barreira ainda estava em formação quando o Sol surgiu, ela pode ter permitido a migração de um grande grupo de estrelas para regiões mais externas.


Além de ajudar a entender melhor a posição atual do Sol, a descoberta também levanta uma hipótese importante sobre a história da vida na Terra. Regiões mais próximas do centro da galáxia costumam ser mais extremas, com maior densidade de estrelas, radiação mais intensa e mais eventos energéticos, como explosões estelares. Já áreas mais externas, como a onde o Sistema Solar está hoje, são consideradas mais estáveis.


Isso significa que a migração do Sol pode ter levado o Sistema Solar a uma região da galáxia mais favorável ao surgimento e à evolução da vida.


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Programação do Núcleo de Estudos de Gênero e do Grêmio Geração Eco inclui dinâmica, exibição de “O Diabo Veste Prada” e oficina de empoderamento


Por Clara Mendes para O estopim | 10 de Março de 2026


O NEGD da EREMA | Foto: @negderema
O NEGD da EREMA | Foto: @negderema

A Escola de Referência em Ensino Médio de Arcoverde (EREMA), em Arcoverde (PE), realiza nesta quarta-feira (11 de março) um evento voltado ao debate sobre o que é ser mulher e sobre mulheres em posição de poder. As atividades começam às 10h e seguem até 17h.


Segundo a professora Larissa Carvalho coordenadora do Núcleo de Estudos de Gênero da EREMA, o evento abre às 10h com uma dinâmica a partir da pergunta “O que é ser mulher para você?”. Na sequência, está prevista uma apresentação do Núcleo de Estudos de Gênero da escola.


A exibição do filme “O Diabo Veste Prada” está marcada para 13h40. A escolha do título, de acordo com a professora, busca provocar uma discussão sobre mulheres em espaços de liderança. Assim que a sessão terminar, haverá um momento de questionário (quiz) e, em seguida, uma roda de conversa com a presença de Laís Alves Coordenadora do Núcleo de Estudos de Gênero da EREM Monsenhor José Kehrle e da ex-Secretária da Mulher de Arcoverde e Tecnóloga em Segurança Pública, Micheline Valério.


Prof.ª Larissa Carvalho Coordenadora do NEGD da EREMA | Foto: @negderema
Prof.ª Larissa Carvalho Coordenadora do NEGD da EREMA | Foto: @negderema

A oficina de empoderamento acontece no período da tarde, após o almoço, na biblioteca. A proposta inclui maquiagem e uma conversa orientada sobre o que significa “ser mulher”. As falas serão gravadas para análise posterior pelo núcleo, segundo a coordenação.


A organização informou que a logística do evento foi dividida entre equipes de estudantes, com frentes de oficina, apresentação, audiovisual, recepção na porta e apoio geral. Um convidado externo também foi incluído na equipe de registro em vídeo. Quem não aparecer na lista interna de tarefas foi orientado a procurar a coordenação.



Os núcleos de estudos de gênero em escolas e instituições de ensino são estruturas organizadas para promover debates, ações formativas e atividades pedagógicas voltadas à igualdade de gênero e ao enfrentamento de violências, com foco no cotidiano escolar.



Em Pernambuco, iniciativas desse tipo foram implantadas a partir de 2012 em parceria entre órgãos de políticas para mulheres e a rede de ensino, com proposta de discutir temas ligados à vida de adolescentes e orientar estudantes sobre como agir diante de situações de violência. Ao longo dos anos, a política foi ampliada e passou a envolver encontros formativos, orientações técnicas e troca de experiências entre escolas.


Esta é a segunda atividade do tipo organizada na EREMA em menos de um ano em parceria com o grêmio estudantil, segundo publicações recentes em redes sociais da escola.


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Clara Mendes

Clara Mendes é repórter de hard news e plantonista do portal O estopim, com atuação focada em fatos e serviço. Publica em fluxo contínuo e cobre o cotidiano de Pernambuco e do Brasil.

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