Jovem é internado após introduzir desodorante no reto; médico alerta para riscos
- Michael Andrade

- 26 de jan.
- 2 min de leitura
Por Michael Andrade, da redação de O estopim | 26 de janeiro de 2026
Caso foi relatado por coloproctologista nas redes; orientação é evitar objetos improvisados, buscar atendimento rápido em emergências e priorizar acessórios próprios, lubrificação e higiene com cautela.

Um jovem de 19 anos precisou ser internado para retirar um desodorante que ficou preso no reto após uma “brincadeira” sexual. O caso, compartilhado pelo cirurgião coloproctologista Daniel Brosco, reacendeu o alerta de especialistas sobre os riscos de usar objetos não adequados na prática anal e a importância de medidas de segurança para evitar lesões e infecções graves.
Seja por curiosidade, para experimentar a própria sexualidade ou para apimentar a relação, há quem explore o prazer na região anal. Especialistas, no entanto, reforçam que a prática exige cuidados — principalmente em relação ao que é introduzido no corpo.
O alerta ganhou repercussão após o médico Daniel Brosco relatar, nas redes sociais, o atendimento a um paciente de 19 anos que precisou ser internado para retirar um desodorante preso no reto. De acordo com o especialista, a embalagem acabou “subindo” e não foi possível removê-la em casa.
Segundo o proctologista, episódios assim têm se tornado mais frequentes e podem ocorrer por causa dos movimentos peristálticos — contrações involuntárias do intestino — e também pelo efeito de “vácuo” em áreas como o reto, o que pode puxar objetos para dentro rapidamente. Por isso, a orientação é procurar atendimento hospitalar o quanto antes e evitar tentativas caseiras. O médico cita, por exemplo, que o uso de laxantes pode agravar a situação, já que aumenta as contrações do intestino.
Para quem deseja explorar a região anal de forma mais segura, especialistas recomendam o uso de sex toys apropriados, com anatomia e materiais próprios para reduzir risco de lesões. A dica central é escolher modelos com base de segurança (que impede que o objeto suba completamente) e, se possível, com alça ou cordão para facilitar a retirada em caso de sucção.
Outra recomendação é o uso de lubrificante, já que a região anal não possui lubrificação natural. Além de aumentar o conforto, o gel reduz atrito, diminui risco de dor e de lesões e ajuda a evitar pequenas fissuras, que podem facilitar a transmissão de infecções.
Sobre a higiene antes da relação, conhecida como “chuca”, médicos lembram que ela não é obrigatória e deve ser feita com cautela. Um dos principais riscos está em introduzir objetos inadequados para a limpeza, como a ducha do chuveiro, garrafas ou itens pontiagudos. Se a pessoa optar por fazer, a orientação é usar pouca água e sem pressão, evitando que o líquido alcance o reto, além de não repetir a prática com frequência para não prejudicar a flora intestinal.
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