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Nota do diretório municipal afirma que avanço do serviço depende do Governo Federal; Prefeitura cita propostas aprovadas no Novo PAC.


Por Raul Silva para O estopim | 25 de junho de 2026



Nota do PT Arcoverde cobra reconhecimento ao Governo Lula pela chegada do SAMU ao município
PT Arcoverde publicou uma nota intitulada “O papel do Governo Lula no fortalecimento da saúde em Arcoverde” | Foto: Erasmo Salomão/Ministério da Saúde

A chegada de uma nova Unidade de Suporte Avançado do SAMU a Arcoverde abriu uma disputa política sobre o crédito pelo fortalecimento da saúde pública no município. Depois de a Prefeitura divulgar que a ambulância chegou por meio de propostas aprovadas pela Secretaria Municipal de Saúde junto ao Novo PAC, o PT de Arcoverde publicou uma nota política nas redes sociais para afirmar que a origem e a sustentação do serviço estão ligadas ao Governo Federal e ao governo Lula.


Na postagem da Prefeitura de Arcoverde afirmou que “o SAMU começa a virar realidade” no município e informou a chegada de uma Unidade de Suporte Avançado. O texto também diz que Arcoverde deve receber, nos próximos dias, uma Unidade de Suporte Básico.


A gestão municipal atribuiu as novas ambulâncias às propostas aprovadas pela Secretaria de Saúde de Arcoverde junto ao Novo PAC e afirmou que seguirá com a construção da Base Descentralizada do SAMU e com o processo seletivo para formar a equipe do serviço.



A própria Prefeitura já havia divulgado, em julho de 2025, que Arcoverde foi contemplada com investimentos do Novo PAC, programa do Governo Federal, incluindo duas ambulâncias para o SAMU 192. Na mesma publicação oficial, o município reconheceu que os veículos fazem parte de um esforço federal para modernizar o atendimento pré-hospitalar.


No texto enviado ao O estopim, o perfil do PT Arcoverde publicou uma nota intitulada “O papel do Governo Lula no fortalecimento da saúde em Arcoverde”. O texto afirma que é preciso recordar ao prefeito a “real origem e a sustentação” do SAMU.


A nota sustenta que o serviço não é iniciativa isolada de gestões locais, mas uma política pública nacional de saúde. O partido também associa a criação do SAMU ao governo Lula e ao ex-ministro da Saúde Humberto Costa.


Há base histórica para essa associação. O Ministério da Saúde informa que o SAMU foi criado pelo Governo Federal em 2003 como componente pré-hospitalar móvel e que, em 2004, Lula assinou o Decreto nº 5.055, instituindo sua execução em estados e municípios com acesso nacional pelo telefone 192.


O Senado também registrou, em matéria de 2025, que Humberto Costa, então ministro da Saúde no primeiro governo Lula, teve participação direta na implantação do serviço.



O PT acerta ao lembrar que o SAMU é uma política nacional do SUS e que o Novo PAC é um programa federal. Segundo o Ministério da Saúde, o eixo SAMU 192 do Novo PAC busca ampliar e expandir a frota de ambulâncias, universalizar o acesso ao serviço de urgência e melhorar o atendimento pré-hospitalar. As ambulâncias são adquiridas de forma centralizada pelo Ministério da Saúde e depois doadas aos entes federados selecionados.


Esse ponto é central. Sem o orçamento federal, sem a política nacional e sem o Novo PAC, não haveria a mesma entrega de ambulâncias aos municípios. Por isso, a tentativa de apresentar o avanço apenas como conquista local reduz o papel do Governo Lula na estruturação do serviço.


A crítica do PT não elimina a responsabilidade municipal. O Novo PAC exige proposta, documentação e articulação administrativa. O Ministério da Saúde informa que estados, Distrito Federal e municípios podem propor pedidos, mediante preenchimento de carta-consulta eletrônica e cumprimento de requisitos.


O painel do Novo PAC também explica que propostas selecionadas têm garantia dos recursos necessários para execução, mas a etapa local continua relevante para formalização, implantação e funcionamento.


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Em outras palavras: o Governo Federal garante a política, o programa e os veículos. A Prefeitura precisa garantir que a base funcione, que a equipe seja selecionada, que a escala exista e que a população receba atendimento real.


A nota do PT mira a comunicação política da Prefeitura. O partido tenta impedir que a gestão municipal transforme uma política federal em vitrine exclusiva do governo local.


A crítica tem força porque o SAMU, historicamente, é uma das marcas do SUS estruturado em rede nacional. Em Pernambuco, o Ministério da Saúde informa que o serviço integra a Política Nacional de Atenção às Urgências, oferece atendimento gratuito 24 horas e funciona com diferentes tipos de unidades, como Suporte Básico e Suporte Avançado.


Ao mesmo tempo, o Ministério da Saúde ressalta que a disponibilidade do serviço é responsabilidade das gestões locais, em modelo de custeio tripartite, com repasses federais e complementação por estados e municípios.


O que acontece agora


A população de Arcoverde precisa acompanhar três pontos. O primeiro é a chegada da Unidade de Suporte Básico anunciada pela Prefeitura. O segundo é a implantação da Base Descentralizada do SAMU. O terceiro é o processo seletivo para garantir profissionais capacitados.


O debate político pode continuar, mas o serviço só se confirma na prática quando houver ambulância equipada, equipe formada, regulação integrada e atendimento funcionando.


Nesse ponto, a cobrança do PT tem uma dimensão de interesse público: reconhecer o papel do Governo Lula no financiamento e na expansão do SAMU não dispensa a Prefeitura de prestar contas sobre prazo, estrutura, equipe e início efetivo do serviço.


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Raul Silva é jornalista e produtor de conteúdo de O estopim. Atua na cobertura de política, poder público, saúde, cultura e direitos, com foco em contexto, checagem e interesse público.

A presidenta licenciada do Sintepe e pré-candidata a deputada estadual Ivete Caetano esteve na Feira Agroecológica da Malhada II, neste domingo (21), onde conversou com agricultores, famílias e mulheres da comunidade. Durante a passagem pelo espaço, Ivete também recebeu as demandas da APROMAR, apresentadas por Everaldo Bezerra, presidente da associação que representa os produtores rurais da localidade.


Por Raul Silva para O estopim | 22 de junho de 2026



Mulher ruiva de óculos fala ao microfone em evento ao ar livre, usando camiseta azul da 14ª Caminhada do Forró.
Ivete Caetano esteve na Feira Agroecológica da Malhada II, neste domingo (21), onde conversou com agricultores, famílias e mulheres da comunidade | Foto: Raul Silva/Agência O estopim+

A visita de Ivete Caetano à Malhada II ocorreu em meio a uma agenda de circulação política no Sertão, mas ganhou contorno social e comunitário ao colocar a pré-candidata em contato direto com a realidade de quem produz e sustenta parte da economia local. A sua passagem pela feira mostra escuta, aproximação com os feirantes e valorização dos alimentos e preparos típicos que ajudam a marcar a identidade da comunidade.


A Feira Agroecológica da Malhada II se consolidou como ponto de encontro entre produção, renda e convivência comunitária. Ali, agricultores familiares comercializam frutas, verduras, doces, comidas típicas e outros produtos feitos no próprio território. Mais do que um espaço de venda, a feira se transformou em vitrine do trabalho coletivo da comunidade rural.


Durante a visita, Ivete ouviu relatos sobre as dificuldades enfrentadas pelos moradores e por quem depende diretamente da agricultura familiar. A escuta incluiu mulheres da comunidade, famílias envolvidas na produção e representantes da organização local. Em vez de uma passagem apenas protocolar, a agenda teve o formato de contato direto com o cotidiano dos feirantes.


As demandas foram apresentadas por Everaldo Bezerra, presidente da APROMAR, nome fantasia da Associação dos Produtores Rurais da Malhada II e Região Arcoverde-PE. A entidade é a principal referência de organização dos agricultores locais e atua na articulação das pautas ligadas à produção, à feira e ao fortalecimento da comunidade.


Ao receber a pauta da associação, Ivete teve acesso a reivindicações que passam pela valorização da agricultura familiar, pelo fortalecimento da feira e por maior atenção às necessidades estruturais da população rural. A agenda também reforça o peso político que a Malhada II vem ganhando ao transformar organização comunitária em presença pública.


A força da feira está justamente na junção entre renda e pertencimento. Os produtos vendidos no local não representam apenas circulação econômica. Eles expressam saberes transmitidos entre gerações, modos de preparo preservados no tempo e a capacidade da comunidade de produzir com base no trabalho familiar.


Ao provar as comidas típicas e circular entre as bancas, Ivete entrou em contato com esse aspecto mais amplo do território. Na Malhada II, a agricultura familiar não se resume à lavoura ou ao comércio. Ela também sustenta vínculos sociais, práticas culturais e formas de permanência no campo.


A presença de uma pré-candidata a deputada estadual num espaço como a Feira Agroecológica da Malhada II amplia a visibilidade das demandas locais e insere a comunidade no mapa das articulações políticas do interior. Para os moradores, o efeito mais importante dessa passagem será medido pela capacidade de transformar escuta em encaminhamento.


A Malhada II já mostrou que sabe organizar sua produção, mobilizar seus feirantes e manter viva uma experiência comunitária baseada na agricultura familiar. O que a comunidade cobra, agora, é que essa capacidade encontre eco fora do território, com atenção concreta às pautas apresentadas por sua associação.


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Raul Silva é jornalista e produtor de conteúdo de O estopim. Atua na cobertura de política, cotidiano e temas de interesse público com foco em contexto, apuração e impacto social.


A senadora Teresa Leitão (PT-PE) visitou neste domingo, 21 de junho, a Feira Agroecológica da Malhada II, na zona rural de Arcoverde, onde conversou com agricultores, famílias e mulheres da comunidade, recebeu da APROMAR uma pauta de demandas apresentada pelo presidente Everaldo Bezerra e assumiu o compromisso de ajudar a articular um pequeno polo cultural para o São João de 2027, caso a Prefeitura de Arcoverde continue desconsiderando os pedidos feitos de forma recorrente pelos moradores.


Durante a passagem pela comunidade, a parlamentar também manifestou apoio às pré-candidaturas de Ivete Caetano para deputada estadual, de Liana Cirne para deputada federal, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para um novo mandato, de João Campos para o Governo de Pernambuco e de Marília Arraes e Humberto Costa para o Senado.


Por Raul Silva para O estopim | 22 de junho de 2026



Mulher de óculos fala ao microfone, com camiseta colorida escrita Caminha do Forró, diante de fundo azul floral.
Senadora Teresa Leitão visita a Feira Agroecológica da Malhada II e conversa com agricultores em Arcoverde | Foto: Raul Silva/Agência O estopim+

A passagem de Teresa pela feira teve um peso que vai além do gesto protocolar. Ao circular entre barracas, ouvir relatos diretos de quem vive da agricultura familiar e experimentar a produção local, a senadora entrou em contato com uma realidade que mistura resistência econômica, trabalho comunitário e demanda antiga por reconhecimento público.


A Feira Agroecológica da Malhada II se consolidou como espaço de circulação de renda, visibilidade para pequenos produtores e afirmação da identidade rural da comunidade. No local, são comercializados alimentos in natura, derivados, doces, licores, geleias e comidas típicas que ajudam a sustentar famílias e a manter viva uma cadeia produtiva de pequena escala.


Durante a visita, Teresa Leitão ouviu queixas ligadas à falta de atenção do poder público às reivindicações da comunidade. A principal interlocução institucional foi feita pela APROMAR, sigla da Associação dos Produtores Rurais da Malhada II e Região Arcoverde-PE, entidade que organiza a feira e articula a representação dos agricultores do território.


Seu Everaldo Bezerra, que preside a associação, apresentou à senadora as solicitações da comunidade e reforçou a necessidade de apoio político para demandas que, segundo os moradores, seguem sem resposta efetiva da gestão municipal. Entre elas está a defesa de maior valorização da feira, melhores condições para a produção local e espaço digno para expressão cultural no período junino.


A visita mostrou um traço recorrente em comunidades rurais do Sertão: economia e cultura caminham juntas. A feira não funciona apenas como ponto de venda. Ela também opera como lugar de encontro, fortalecimento de vínculos e preservação de práticas culinárias e sociais que ajudam a manter a identidade da Malhada II.


Foi nesse contexto que surgiu o compromisso político mais sensível do encontro. Teresa Leitão se dispôs a ajudar na organização de um pequeno polo cultural durante o São João de 2027, caso a Prefeitura de Arcoverde insista em ignorar as solicitações feitas pela população local e pela associação.


O gesto tem peso simbólico e prático. Simbólico porque reconhece a comunidade como sujeito cultural e não apenas como área produtiva periférica. Prático porque sinaliza a possibilidade de articulação externa para destravar uma pauta que os moradores dizem apresentar com frequência.


A senadora também vinculou a passagem pela comunidade ao campo político que pretende defender em 2026. Teresa manifestou apoio às pré-candidaturas de Ivete Caetano à Assembleia Legislativa de Pernambuco e de Liana Cirne à Câmara dos Deputados, além de reafirmar alinhamento com o projeto de reeleição do presidente Lula, com a pré-candidatura de João Campos, ex-prefeito do Recife, ao Governo de Pernambuco, e com os nomes de Marília Arraes e Humberto Costa para o Senado. O movimento insere a visita da Malhada II não apenas no terreno das demandas comunitárias, mas também no desenho político que começa a ganhar forma no estado.


A pauta levada à senadora aponta para um problema recorrente no interior pernambucano: comunidades que produzem, movimentam renda e preservam tradições, mas seguem à margem das prioridades institucionais. Ao pedir apoio para um polo cultural, a Malhada II não reivindica apenas festa. Reivindica presença no calendário, visibilidade pública e inclusão no circuito oficial de investimentos e programação.


Na prática, isso significa reconhecer que a agricultura familiar não se resume à produção de alimentos. Ela também sustenta sociabilidades, saberes e formas de pertencimento que precisam ser consideradas nas políticas públicas.


Para os feirantes e moradores, a expectativa é que o encontro ajude a tirar demandas históricas do campo da promessa. A Malhada II já mostrou que consegue organizar produção, mobilizar a comunidade e manter uma feira viva. O que cobra, neste momento, é contrapartida institucional compatível com esse esforço.


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