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Por Raul Silva para O estopim | 19 de Abril de 2026




A nomeação de Raquel Vytorya Alves Costa para o cargo comissionado de oficial de gabinete na Secretaria de Serviços Públicos e Meio Ambiente da Prefeitura de Arcoverde abriu uma nova frente de desgaste político no município. O caso ganhou repercussão depois da circulação, nas redes sociais, de imagens que associam a nomeada ao vereador Claudelino Costa e levantam dúvidas sobre a compatibilidade entre o exercício da função pública e a rotina acadêmica atribuída a ela em Petrolina. O ponto central da controvérsia é simples e objetivo: houve nomeação regular com efetiva prestação de serviço ou o município precisa explicar melhor uma contratação que hoje opera sob suspeita pública?


Homem de terno fala em um púlpito com microfone. Bandeiras coloridas ao fundo. Ambiente de cerimônia oficial. Expressão séria.
Vereador Claudelino Costa | Fonte: site da Câmara de Vereadores de Arcoverde

O que mostram os documentos


O primeiro material que circula nas redes apresenta a denúncia em tom político e pede investigação. O segundo é mais relevante do ponto de vista documental. Trata-se de uma reprodução da Portaria nº 508/2025, atribuída à Prefeitura de Arcoverde, que nomeia Raquel Vytorya Alves Costa como oficial de gabinete, símbolo CC10, lotada na Secretaria de Serviços Públicos e Meio Ambiente, com efeitos a partir de 1º de junho de 2025.


A existência da portaria, por si só, comprova a nomeação. Não comprova, porém, eventual irregularidade. Para que a discussão avance do terreno político para o campo jurídico e administrativo, é necessário responder a perguntas que ainda seguem em aberto: qual era a rotina de trabalho da nomeada, onde ela exercia as funções, quem chefiava diretamente sua atuação, quais atividades eram desempenhadas e de que forma o município controlava presença, produtividade e compatibilidade de horários.


Documento oficial da Prefeitura de Arcoverde nomeia Raquel Vytorya Alves Costa como oficial de gabinete. Data: 6 de junho de 2025.
Portaria que nomeia Raquel Vytorya Alves Costa para o cargo comissionado de oficial de gabinete na Secretaria de Serviços Públicos e Meio Ambiente da Prefeitura de Arcoverde abriu uma nova frente de desgaste político no município. | Foto: Reprodução/Redes Sociais

Vínculo familiar e trajetória acadêmica entram no foco


O caso chama atenção porque o perfil oficial de Claudelino Costa na Câmara Municipal de Arcoverde informa que o vereador é pai de Raquel Vitória Alves Feitoza Costa. Em documentos públicos da Universidade Federal do Vale do São Francisco, aparece o nome Raquel Vytorya Alves Costa em listagens do processo seletivo de Medicina no campus de Petrolina. A diferença na grafia e na composição do sobrenome não elimina a necessidade de checagem fina, mas indica um vínculo nominal suficientemente próximo para justificar a cobrança pública por esclarecimentos formais.


A repercussão política nasce justamente desse cruzamento. De um lado, uma nomeação comissionada no Executivo municipal. De outro, a informação de que a filha do vereador teria vínculo acadêmico em um curso de tempo integral fora de Arcoverde. Entre uma ponta e outra, surge a suspeita que precisa ser tratada com método: é possível compatibilizar as duas situações de forma legal e comprovável ou há indícios de nomeação sem efetivo exercício?


O que está comprovado e o que ainda é alegação


Até aqui, há três camadas distintas de informação.


  1. A primeira é comprovada documentalmente: a nomeação para cargo comissionado existe e o nome de Raquel Vytorya Alves Costa consta em documentos públicos ligados ao curso de Medicina da Univasf em Petrolina.

  2. A segunda é plausível, mas ainda incompleta: a associação familiar com o vereador Claudelino Costa, amplamente mencionada nas redes e compatível com informações públicas disponíveis sobre a família do parlamentar.

  3. A terceira é a mais sensível e, neste momento, não está demonstrada por prova pública suficiente: a afirmação de que a servidora não exerceria de fato a função, residiria permanentemente fora do município ou teria sido beneficiada por um arranjo político para ocupação do cargo.


Essas hipóteses podem até ser verdadeiras, mas ainda dependem de documentação adicional, manifestação oficial e eventual investigação por órgãos de controle.



O que diz a legislação


A Constituição determina que a administração pública deve obedecer aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. No debate político, esses cinco eixos resumem a obrigação mínima de qualquer prefeitura ao nomear cargos comissionados.


No plano jurídico, o tema também exige precisão. Nem toda nomeação de parente de agente político configura automaticamente nepotismo. A vedação pode alcançar nomeações diretas e também situações de nepotismo cruzado, quando há troca de favores entre autoridades. Mas, para isso, é preciso demonstrar o contexto da nomeação, a relação de influência e o eventual benefício recíproco. Do mesmo modo, depois das mudanças na Lei de Improbidade Administrativa, não basta apontar estranheza política. É preciso demonstrar conduta dolosa e lesão concreta aos deveres da administração.


Por isso, juridicamente, a pergunta mais forte no caso de Arcoverde talvez não seja apenas se houve nepotismo. A pergunta mais relevante é outra: houve prestação efetiva do serviço público pago pelo município? Se a resposta for positiva e estiver documentada, a controvérsia muda de patamar. Se a resposta for negativa, o caso deixa de ser apenas um embate político e pode entrar na seara de controle interno, Ministério Público e Tribunal de Contas.


Homem sorrindo segura microfone sob tenda. Dois adultos ao fundo, um aplaudindo. Todos usam roupas claras. Ambiente alegre.
Prefeito Zeca Cavalcanti | Foto: Reproduçao/Blog do Jamildo

O ponto cego da gestão


Toda crise administrativa nasce menos do documento inicial e mais da falta de explicação posterior. Se a prefeitura dispõe de registros funcionais, relatórios, chefia imediata identificada e comprovação de atividade, deveria apresentá-los com rapidez. Se o vereador não participou de qualquer articulação para a nomeação, também lhe interessa esclarecer isso publicamente. Se a servidora desempenhou o cargo dentro da legalidade, o ônus da transparência recomenda que a gestão demonstre como essa rotina ocorreu.


Sem essas respostas, o caso permanece em uma zona cinzenta. E zona cinzenta, em política municipal, raramente fica neutra por muito tempo. Ela vira combustível para oposição, desgaste para a base governista e descrédito para a administração.


O contexto político de Arcoverde


O episódio não surge em ambiente calmo. Claudelino Costa já aparece no noticiário local em meio a outras controvérsias políticas, o que aumenta o impacto de qualquer nova denúncia ligada ao seu entorno. Nesse cenário, a nomeação da filha em cargo comissionado não é lida apenas como um ato administrativo. Ela passa a ser interpretada como um teste sobre a disposição da Prefeitura de Arcoverde e da Câmara Municipal para enfrentar temas incômodos envolvendo aliados, parentes e cargos de confiança.


A questão institucional, portanto, vai além de um nome. O que está em disputa é a capacidade do poder público de demonstrar que os cargos comissionados cumprem função real, têm controle mínimo e não são moeda de acomodação política.



O que precisa ser respondido agora


Há um conjunto objetivo de perguntas que precisa ser enfrentado pela gestão municipal e pelos agentes citados no caso:


  • Qual foi a justificativa técnica para a nomeação?

  • Quais eram as atribuições concretas do cargo de oficial de gabinete?

  • Quem era a chefia imediata da servidora?

  • Como a prefeitura controlava frequência, presença e entrega das atividades?

  • Havia compatibilidade entre eventual rotina acadêmica fora de Arcoverde e o exercício do cargo?

  • O vereador Claudelino Costa teve participação direta ou indireta na indicação?


Enquanto essas perguntas não forem respondidas com documentos, a crise seguirá aberta.


Entre a denúncia e a prova


O debate público tem o direito de suspeitar. O jornalismo tem o dever de separar suspeita de prova. No caso de Arcoverde, o material disponível até aqui é suficiente para justificar uma reportagem, uma cobrança formal e eventual apuração por órgãos de controle. Ainda não é suficiente para cravar, sem ressalvas, a prática de improbidade administrativa.


Isso não reduz a gravidade do episódio. Pelo contrário. Mostra que a gestão e os agentes políticos citados precisam sair do silêncio e apresentar fatos verificáveis. Quando uma nomeação reúne parentesco político, cargo comissionado e dúvidas sobre o efetivo exercício da função, a resposta institucional não pode ser a espera. Precisa ser a transparência.


O estopim identificou, em buscas públicas, documentos que sustentam a existência da nomeação e do vínculo acadêmico mencionado no debate, mas não localizou, até a publicação deste texto, esclarecimentos públicos específicos da Prefeitura de Arcoverde, do vereador Claudelino Costa ou da própria Raquel Vytorya Alves Costa sobre a compatibilidade entre o cargo, a rotina funcional e a situação acadêmica apontada no caso.


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Raul Silva é jornalista e produtor de conteúdo de O estopim. Atua na cobertura de política, transparência pública e temas de interesse coletivo com foco em apuração, contexto e responsabilidade editorial.


Por Raul Silva para O estopim | 16 de abril de 2026




Contribuintes que entregam a declaração do Imposto de Renda Pessoa Física de 2026 pelo modelo de deduções legais podem destinar, no próprio sistema da Receita Federal, até 3% do imposto devido aos fundos dos direitos da criança e do adolescente e outros 3% aos fundos da pessoa idosa. O prazo de entrega da declaração e de pagamento das destinações vai até 29 de maio de 2026. Em Arcoverde, no Sertão de Pernambuco, a Fundação Terra lançou uma campanha para ampliar o uso do mecanismo neste ciclo de declaração.


Homem jovem ajuda idoso a pintar em cavalete ao ar livre. Fundo verde e vibrante, clima de aprendizado e tranquilidade.
Um idoso participa de uma atividade de pintura ao ar livre com o apoio de um instrutor, promovida pela Fundação Terra. | Foto: Divulgação/Fundação Terra

Pelas regras da Receita, a destinação feita na declaração não é uma transferência direta para a entidade social. O contribuinte escolhe um fundo público nacional, distrital, estadual ou municipal, controlado pelos conselhos de direitos, e o valor informado é deduzido do imposto devido dentro dos limites previstos em lei. O pagamento precisa ser feito por DARF específico até o fim do prazo da declaração, inclusive nos casos em que o contribuinte tem imposto a restituir ou usa débito automático para o saldo do IR.


Na prática, o sistema calcula automaticamente o valor disponível para destinação. Depois da escolha do fundo e do preenchimento do valor, o contribuinte entrega a declaração, emite o DARF correspondente e quita a guia. Sem esse pagamento, a operação não é concluída. O mecanismo só aparece para quem usa o modelo de deduções legais.


Pessoas sorrindo em atividades educativas e sociais. Texto: "Educação, cuidado e futuro começam na sua escolha". Fundo colorido com padrão.
Banner de apoio à Fundação Terra, incentivando doações através do IRPF com foco em educação e cuidado, destacando a importância da escolha individual para construir um futuro melhor. | Foto: Divulgação/Fundação Terra

Segundo a Fundação Terra, a campanha deste ano orienta os contribuintes a selecionar fundos municipais em Arcoverde, em Pernambuco, e em Maracanaú, no Ceará. Em sua página de doações, a instituição informa que apenas as contribuições feitas a projetos aprovados nos fundos da criança e do adolescente de Arcoverde e Maracanaú e no fundo da pessoa idosa de Arcoverde são dedutíveis no Imposto de Renda.


A entidade afirma atuar nas áreas de educação, saúde e ações sociais e informa que sua mobilização no IRPF 2026 busca ampliar a captação para projetos voltados a crianças, adolescentes e idosos em situação de vulnerabilidade. A campanha divulgada pela instituição começou em março e faz parte de um movimento mais amplo de incentivo à destinação social do imposto.


Crianças em sala, brincando com blocos de madeira sobre mesa branca. Elas usam camisetas azuis. Janelas verdes ao fundo. Atmosfera concentrada e tranquila.
Crianças participam de uma atividade educativa em uma escola mantida pela Fundação Terrar, onde projetos sociais promovem aprendizado e desenvolvimento. | Foto: Divulgação/Fundação Terra

A mobilização não é isolada. O governo federal passou a reforçar, neste mês, a campanha “Declaração do Bem”, voltada à destinação do IR para políticas públicas ligadas à infância, adolescência e envelhecimento. Em 2025, os fundos da criança e do adolescente e os fundos da pessoa idosa arrecadaram R$ 394,5 milhões por essa via, segundo dados oficiais divulgados pelo governo.


Apesar disso, a adesão segue abaixo do potencial em diferentes regiões. Em Minas Gerais, por exemplo, a Receita informou potencial de R$ 1,24 bilhão, mas o total destinado diretamente na declaração no ano anterior somou R$ 56,72 milhões, o equivalente a 4,57% desse valor potencial. O painel estatístico da Receita para 2026 também mantém acompanhamento nacional das destinações sociais feitas na declaração.


Grupo de idosos em cadeiras de rodas e cadeiras ao ar livre, jogando bola roxa, guiados por um homem em camisa azul. Ambiente descontraído.
Idosos participam de atividades de saúde ao ar livre, orientados por um especialista da Fundação Terra, promovendo bem-estar e interação social. | Foto: Divulgação/Fundação Terra

Para especialistas e órgãos públicos que defendem a chamada cidadania fiscal, o principal desafio continua sendo a falta de informação. A destinação não altera o custo final do imposto fora das regras normais do ajuste anual, mas exige atenção ao preenchimento da declaração, à escolha correta do fundo e ao pagamento do DARF dentro do prazo. No caso da Fundação Terra, a orientação divulgada pela própria instituição é que o contribuinte siga o passo a passo oficial e selecione os fundos ligados aos projetos aprovados.

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Raul Silva é jornalista e produtor de conteúdo de O estopim, com foco em política pública, economia, direitos sociais e jornalismo de interesse público.

Por Raul Silva para O estopim | 9 de abril de 2026



Dois adultos sorriem em um ambiente interno. Um homem de barba branca veste terno azul e uma mulher de cabelo ruivo usa blusa verde.
Na foto, a professora Ivete Caetano, educadora pernambucana e líder sindical, aparece ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O registro reúne duas figuras públicas ligadas ao debate sobre educação e à vida política nacional. | Foto: Pericles Chagas

A professora Ivete Caetano participa, às 10h, de um encontro na Sala 102 do Hotel Cruzeiro, em Arcoverde, para uma reunião com apoiadores para dialogar com lideranças locais, juventude, professores e apoiadores. A agenda foi organizada como um espaço de escuta e articulação política, com foco em temas como educação pública, desenvolvimento regional, representação do interior e fortalecimento de pautas sociais no debate estadual.


A movimentação em torno do nome de Ivete reúne setores ligados à educação, lideranças comunitárias e grupos que defendem maior presença do Sertão nas decisões políticas de Pernambuco. Em Arcoverde, cidade com peso regional no Moxotó, o encontro tende a funcionar como ponto de partida para a construção de alianças e para a apresentação de uma agenda política ancorada em experiência de base, diálogo com categorias profissionais e presença em debates públicos sobre políticas educacionais.


Natural de Parnaíba, no Piauí, Ivete Caetano se mudou para o Recife ao fim do ensino médio para continuar os estudos. Graduada em História, atuou durante toda a trajetória profissional na educação básica, experiência que ajudou a consolidar sua inserção nas discussões sobre escola pública, valorização docente, condições de trabalho e acesso à educação. Ao longo de mais de quatro décadas de atuação, tornou-se um nome conhecido no campo educacional pernambucano, associando a vivência em sala de aula à atuação coletiva em defesa de políticas públicas para o setor.


Parte dessa trajetória passou pelo Sintepe, onde integrou a direção da entidade e chegou à presidência, tornando-se uma das vozes mais conhecidas nas mobilizações ligadas à carreira dos profissionais da educação e à defesa da escola pública em Pernambuco. Em 2022, ela também tomou posse como integrante do Conselho Estadual de Educação de Pernambuco, colegiado responsável por acompanhar, avaliar e debater políticas educacionais no estado.


A agenda em Arcoverde tem peso simbólico por ocorrer no interior e por reunir atores que costumam cobrar maior atenção do poder público para temas estruturais. Entre eles estão a ampliação de oportunidades para a juventude, o fortalecimento da rede pública de ensino, a interiorização do desenvolvimento e a construção de políticas que considerem a realidade dos municípios fora da Região Metropolitana do Recife.


Mulher de cabelos ruivos, óculos e vestido verde sorriso suave. Fundo claro. Usa colar com pingente dourado, transmite confiança.
Professora Ivete Caetano, educadora pernambucana, reconhecida pela atuação em defesa da educação pública. | Foto: Pericles Chagas

No cenário pernambucano, nomes oriundos da educação costumam carregar uma agenda ligada a direitos sociais, financiamento do ensino, valorização profissional e defesa de serviços públicos.


Ao escolher Arcoverde como palco de um encontro com lideranças locais, Ivete sinaliza que a interiorização da articulação política pode ser central no desenho de sua caminhada. A cidade ocupa posição estratégica no Sertão e funciona como ponto de convergência entre demandas urbanas e rurais, o que amplia o alcance simbólico de uma agenda voltada à escuta de diferentes segmentos sociais.


A reunião marcada para a Sala 102 do Hotel Cruzeiro deve servir para consolidar uma base inicial de interlocução política no Sertão. Para apoiadores, o encontro representa a abertura de uma nova etapa na trajetória de Ivete Caetano.


O movimento ocorre em um ambiente político em que educação, desigualdade regional e qualidade dos serviços públicos voltam a ganhar centralidade no debate sobre representação. Nesse contexto, a entrada de um nome com histórico ligado à escola pública e ao movimento sindical tende a ampliar a presença desses temas na corrida estadual e a reorganizar apoios em segmentos já mobilizados no campo educacional.


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Raul Silva é jornalista e produtor de conteúdo do portal O estopim, com atuação em apuração, redação e edição de reportagens de interesse público, com foco em política, educação e sociedade.


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