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Por Michael Andrade, da redação de O estopim - Fonte: Agência Brasil | 3 de fevereiro de 2026


Ações do Ministério Público Militar foram protocoladas nesta terça-feira (3) e miram ex-presidente e ex-comandantes das Forças Armadas após condenação no STF.


Foto: André Coelho/EFE
Foto: André Coelho/EFE

O Superior Tribunal Militar recebeu nesta terça-feira (3) ações do Ministério Público Militar que pedem a perda do posto e da patente do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros quatro militares condenados pelo Supremo Tribunal Federal no processo relacionado à tentativa de golpe. 


As ações de perda do oficialato atingem também os generais da reserva Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto, além do almirante Almir Garnier. O pedido foi apresentado após o STF declarar, em 2025, o trânsito em julgado das condenações. 


Pela Constituição, a perda do posto e da patente pode ser aplicada quando um oficial é condenado a pena privativa de liberdade superior a dois anos. No caso, as penas citadas na ação penal variam entre 19 e 27 anos. 


A presidente do STM, ministra Maria Elizabeth Rocha, afirmou que não há prazo legal para o julgamento e que a pauta será definida assim que os relatores liberarem os processos. A Agência Brasil informou que os relatores foram definidos eletronicamente, um por representação. 


Ainda de acordo com a reportagem, caso o STM decrete a perda das patentes, a remuneração pode ser repassada a dependentes na forma de pensão, conforme previsão na legislação das Forças Armadas.


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Por Clara Mendes da Redação de O estopim | 25 de janeiro 2026


Deputado finalizava caminhada de 240 km quando descarga elétrica atingiu manifestantes na Praça do Cruzeiro; governo critica manutenção do evento sob tempestade.


O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) rechaçou, na noite deste domingo (25), as acusações de falta de planejamento em sua “Caminhada pela Liberdade”, que terminou em tragédia na Praça do Cruzeiro, em Brasília. Por volta das 13h, durante uma forte tempestade, um raio atingiu o local onde apoiadores aguardavam a chegada do parlamentar, deixando pelo menos 30 pessoas feridas. Nikolas, que completava um trajeto a pé iniciado em Minas Gerais, classificou o incidente como uma fatalidade que “foge do controle humano”.


João Paulo Nunes / Metrópoles
Nikolas Ferreira diz que tem muita gente orando pelos manifestantes atingidos por raio | Foto: João Paulo Nunes / Metrópoles

Segundo o Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, entre os feridos encaminhados ao Hospital de Base e ao Hospital Regional da Asa Norte, oito apresentavam quadro de instabilidade, incluindo queimaduras e paradas cardiorrespiratórias momentâneas recuperadas pelas equipes de socorro.


“Não foi por irresponsabilidade. Foi literalmente algo que foge do nosso controle”, declarou Nikolas após visitar as vítimas. O deputado, que chegou ao evento usando um colete à prova de balas, aproveitou o discurso para atacar o Supremo Tribunal Federal, afirmando que não se vencerá a “tirania” na força, mas pelo diálogo.


A oposição, no entanto, reagiu prontamente. Parlamentares da base do governo, como Lindbergh Farias (PT-RJ) e Glauber Braga (PSOL-RJ), classificaram o ato como “irresponsável” por não ter sido dispersado diante do alerta de tempestade severa emitido pelas autoridades meteorológicas.


O evento reuniu cerca de 18 mil pessoas, de acordo com o Monitor do Debate Político no Meio Digital da USP. Relatos de testemunhas à CNN Brasil descrevem cenas de pânico e “um clarão que bateu no peito”, derrubando dezenas de manifestantes instantaneamente.


Este episódio marca o fim conturbado de uma agenda que tentava reaquecer a militância bolsonarista nas ruas, após meses de desmobilização. A “Caminhada pela Liberdade” tentava emular marchas históricas, mas acaba marcada pela imprudência diante dos alertas climáticos, comuns nesta época do ano no Centro-Oeste.


Embora o raio tenha caído no Planalto Central, o trovão ecoa forte nos grupos políticos de Pernambuco e do interior nordestino. Em Arcoverde e cidades vizinhas, onde os atos de rua são o coração da política local, o incidente acende um alerta sobre a segurança de grandes aglomerações a céu aberto, especialmente em períodos chuvosos. Além disso, o episódio já movimenta os grupos de WhatsApp da região, acirrando os ânimos entre lulistas e bolsonaristas locais, que usam a tragédia para medir forças sobre a responsabilidade de seus líderes. Aqui está um vídeo relevante sobre o incidente:

“O que aconteceu foi um incidente natural. Não foi irresponsabilidade nossa, não foi por falta de organização, não foi tumulto, foi algo que foge do controle”, declarou. | Fonte: Metróples

 
 
 

Enquanto Nikolas Ferreira pedia um "sinal dos céus" na Praça do Cruzeiro, a natureza respondeu com uma descarga elétrica (raio). Saldo do domingo: 72 atendidos, 8 em estado grave e a confirmação de que a "intervenção" veio, mas não a militar.


Por Redação O Estopim | Brasília, 25 de janeiro de 2026


Tempestade em Brasília provocou raios neste domingo (18). (Foto: reprodução/ilustração)
Tempestade em Brasília provocou raios neste domingo (25) | Foto: reprodução/ilustração

Se o lema era "Deus acima de todos", a meteorologia decidiu testar a fé dos patriotas neste domingo (25). O que deveria ser a apoteose da "Caminhada pela Liberdade", liderada pelo deputado e peregrino de ocasião Nikolas Ferreira (PL-MG), transformou-se no mais novo episódio da tragicomédia política nacional quando um raio, sim, uma descarga atmosférica, não uma metáfora, atingiu o epicentro da manifestação bolsonarista em Brasília.


O evento, desenhado para protestar contra a prisão do ex-capitão Jair Bolsonaro (atualmente desfrutando da hospitalidade estatal na "Papudinha" pelos próximos 27 anos) , ignorou um pequeno detalhe técnico: a ciência. Mesmo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) gritando em alerta laranja que o céu iria desabar , a liderança do movimento achou por bem manter milhares de pessoas aglomeradas no ponto mais alto do Plano Piloto, ao redor de guindastes e metais, debaixo de tempestade. O resultado foi chocante, literalmente.


O "sinal" veio forte


Eram 13h00 quando o céu de Brasília, talvez cansado de tanta oratória sobre "tomada de poder", decidiu intervir. Um raio caiu próximo ao trio elétrico e ao guindaste onde se concentravam os apoiadores. O fenômeno, conhecido como "tensão de passo", fez com que dezenas de manifestantes caíssem simultaneamente, numa coreografia que, se não fosse trágica, seria poética.


O saldo da imprudência travestida de bravura cívica: 72 pessoas atendidas pelos bombeiros (que já estavam lá, prevendo o caos), cerca de 30 hospitalizados entre o Hospital de Base e o HRAN, e 8 patriotas em estado grave na UTI. Felizmente, não houve óbitos, apenas o orgulho ferido e algumas queimaduras de Lichtenberg, aquelas figuras na pele que parecem tatuagens de samambaia, ironicamente, a planta mais comum nas repartições públicas que eles tanto odeiam.


Nikolas e a lógica do martírio


Nikolas Ferreira, que caminhou 240 km de Paracatu a Brasília mimetizando um calvário messiânico, mostrou que o show tem que continuar. Mesmo com ambulâncias correndo e apoiadores sendo reanimados no gramado enlameado, o deputado manteve o ato por um período, postando vídeos sob a chuva como um capitão que se recusa a abandonar o navio... ou melhor, o trio elétrico.


A ironia não passou despercebida: enquanto exigem que o Estado cuide menos da vida das pessoas, foi o Estado (via SUS e Corpo de Bombeiros) que correu para salvar os que ignoraram os alertas da Defesa Civil estatal.


Xandão, o Senhor dos Raios?


Como o brasileiro processa a tragédia através do escárnio, a internet não perdoou. A coincidência de um raio atingir um acampamento bolsonarista pela segunda vez (a primeira foi no QG do Exército em 2022)  acendeu a teoria da conspiração mais hilária do dia: Alexandre de Moraes teria comprado o HAARP?


Nas redes, o ministro do STF foi promovido de "Vigiar e Punir" para "Thor do Cerrado". Memes sugerem que, após cansar de assinar mandados de prisão, a "canetada" agora vem em forma de 300 milhões de volts. "Nem Deus aguenta mais", comentou um internauta, sugerindo que a descarga elétrica foi uma tentativa divina de dispersão, já que a PM não podia fazer muito.


Enquanto isso, na Papudinha...


Longe da chuva e dos raios, Jair Bolsonaro segue seguro em sua cela de 64m² na unidade da Polícia Militar. Com direito a banho de sol privativo e Smart TV, o ex-presidente assistiu de camarote seus fiéis seguidores servirem de para-raios para sua causa. A defesa tenta usar sua saúde para conseguir prisão domiciliar, mas, pelo visto, hoje era mais seguro estar preso na Papuda do que solto na "Caminhada pela Liberdade".


O episódio de hoje entra para a história como o momento em que a extrema-direita brasileira descobriu, da pior forma, que ignorar a climatologia pode ser tão perigoso quanto ignorar a Constituição. O raio não politiza, mas a política, certamente, eletrocuta.

 
 
 
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