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Por Michael Andrade, da redação de O estopim

Fonte: G1 | sábado (21) de março de 2026


Com mais de seis décadas de carreira, artista construiu trajetória marcante no teatro, na televisão e no cinema.


Foto: reprodução
Foto: reprodução

Morreu neste sábado (21), aos 91 anos, o ator Juca de Oliveira, um dos nomes mais importantes da dramaturgia brasileira. Ele estava internado desde o dia 13 de março em um hospital de São Paulo.


Nascido em São Roque (SP), em março de 1935, José Juca de Oliveira Santos descobriu cedo a vocação artística. Ainda jovem, deixou a faculdade de Direito para ingressar na Escola de Arte Dramática de São Paulo, onde iniciou a formação que o levaria a uma carreira de destaque nas artes cênicas.


Nos primeiros anos de atuação, dividiu o palco com nomes como Aracy Balabanian e Glória Menezes, antes de seguir para o Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), onde participou de montagens importantes, entre elas O Pagador de Promessas e A Morte do Caixeiro Viajante.


Na televisão, Juca de Oliveira começou na TV Tupi, ainda nos anos 1960, participando de teleteatros e programas humorísticos. O grande reconhecimento popular veio em 1969, quando interpretou Nino, protagonista da novela Nino, o Italianinho, papel que o consolidou diante do grande público.


Ao longo das décadas seguintes, o ator construiu uma sequência de personagens marcantes. Entre eles estão João Gibão, em Saramandaia (1976), Praxedes de Menezes, em Fera Ferida (1993), Egisto Ghirotto, em Os Ossos do Barão (1997), e Agenor da Silva, em Torre de Babel (1998).


Entre os papéis mais lembrados da carreira está o do geneticista Doutor Augusto Albieri, na novela O Clone (2001–2002), personagem que apresentou Juca de Oliveira a uma nova geração de telespectadores e se tornou um dos mais emblemáticos de sua trajetória.


Nos anos mais recentes, também interpretou Santiago em Avenida Brasil (2012), além de participações em Flor do Caribe, Os Experientes e O Outro Lado do Paraíso, onde viveu o juiz Natanael Montserrat.


No cinema, Juca de Oliveira também teve presença importante. Atuou em filmes como O Caso dos Irmãos Naves (1967), Bufo & Spallanzani (2001), O Signo da Cidade (2007) e De Onde Eu Te Vejo (2016). Também trabalhou como autor e roteirista, com destaque para peças e produções como Caixa Dois e Qualquer Gato Vira-Lata.


Além de ator, destacou-se como autor teatral, escrevendo peças como Meno Male, Hotel Paradiso e Caixa Dois. Ao longo da carreira, acumulou prêmios importantes, entre eles o Troféu APCA de Melhor Ator, em 1973, e o prêmio de Melhor Ator Coadjuvante no Festival de Gramado, em 2001, por Bufo & Spallanzani.


Com uma trajetória de mais de 60 anos dedicada à arte, Juca de Oliveira deixa uma marca importante na cultura brasileira, com personagens e interpretações que atravessaram gerações.


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Por Michael Andrade, da redação de O estopim - Fonte: Agência Brasil | domingo (15) de março de 2026


Fenaj, Abraji e Sindicato dos Jornalistas do DF cobram proteção a profissionais que atuam em frente ao Hospital DF Star.


Foto: Marcelo Camargo
Foto: Marcelo Camargo

Entidades que representam jornalistas brasileiros repudiaram as agressões e ameaças sofridas por profissionais de imprensa que trabalham em frente ao Hospital DF Star, em Brasília, onde o ex-presidente Jair Bolsonaro está internado desde sexta-feira (13).


A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF) divulgaram notas cobrando proteção aos profissionais que acompanham a movimentação no hospital.


Segundo a Abraji, os ataques começaram após uma influenciadora digital bolsonarista divulgar um vídeo em que acusa jornalistas que aparecem em imagens gravadas na porta da unidade hospitalar de desejarem a morte do ex-presidente. O conteúdo foi compartilhado por parlamentares e também pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que tem milhões de seguidores nas redes sociais.


Na avaliação da associação, a divulgação do vídeo, sem verificação prévia, foi irresponsável e expôs profissionais que estavam apenas exercendo o trabalho jornalístico a ameaças, ofensas e campanhas de difamação.


A Abraji informou ainda que as agressões não ficaram restritas ao ambiente digital. Pelo menos duas repórteres teriam sofrido ataques presenciais após serem reconhecidas na rua. Segundo a entidade, também passaram a circular montagens e vídeos produzidos com uso de inteligência artificial, incluindo simulações de violência contra uma jornalista, além da exposição de fotos de filhos e parentes de profissionais da imprensa como forma de intimidação.


Em nota conjunta, a Fenaj e o Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal lembraram que é dever do Estado garantir a segurança dos profissionais em locais públicos e de interesse jornalístico. As entidades informaram que devem solicitar reforço da Polícia Militar em frente ao hospital para impedir agressões e cerceamento ao trabalho da imprensa.


As organizações também pediram apuração rigorosa das ameaças virtuais, identificação dos responsáveis e responsabilização dos autores. Além disso, cobraram das empresas jornalísticas apoio jurídico e condições de segurança para os trabalhadores escalados para a cobertura.


Internação


Bolsonaro está internado na UTI do Hospital DF Star tratando de uma broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa. Segundo boletim médico divulgado neste domingo, o quadro clínico é estável, com melhora da função renal, mas houve elevação de marcadores inflamatórios, levando os médicos a ampliar a dosagem de antibióticos.


Ainda não há previsão de alta da UTI. Após deixar o hospital, Bolsonaro deverá retornar à Papudinha, no Complexo Penitenciário da Papuda, onde cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros crimes relacionados.


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Por Michael Andrade, da redação de O estopim

Fonte: Agência Brasil | sexta-feira (13) de março de 2026


O ex-presidente Jair Bolsonaro não tem previsão de alta, informou nesta sexta-feira (13) o senador Flávio Bolsonaro, em conversa com jornalistas em frente ao Hospital DF Star, em Brasília, onde o pai está internado.


Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

De acordo com boletim médico, Bolsonaro chegou ao hospital com febre alta, baixa saturação de oxigênio, calafrios e sudorese. Exames confirmaram broncopneumonia bacteriana bilateral.


No momento, o ex-presidente permanece na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), recebendo tratamento com antibióticos e acompanhamento clínico.


Durante a entrevista, Flávio Bolsonaro voltou a defender a prisão domiciliar para o pai.


Segundo ele, o ex-presidente deveria cumprir a pena em casa, onde poderia receber cuidados permanentes da família e acompanhamento técnico de enfermagem.


Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão na chamada Papudinha, ala para presos especiais do 19º Batalhão da Polícia Militar, no presídio da Papuda, em Brasília. Ele foi condenado por liderar uma tentativa de golpe de Estado.


A defesa tenta converter a pena em prisão domiciliar. Na semana passada, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) negou o último pedido nesse sentido, afirmando que a estrutura da Papudinha oferece suporte médico adequado.


Michael Andrade

Da redação de O estopim


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