- Raul Silva

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A presidenta licenciada do Sintepe e pré-candidata a deputada estadual Ivete Caetano esteve na Feira Agroecológica da Malhada II, neste domingo (21), onde conversou com agricultores, famílias e mulheres da comunidade. Durante a passagem pelo espaço, Ivete também recebeu as demandas da APROMAR, apresentadas por Everaldo Bezerra, presidente da associação que representa os produtores rurais da localidade.
Por Raul Silva para O estopim | 22 de junho de 2026

A visita de Ivete Caetano à Malhada II ocorreu em meio a uma agenda de circulação política no Sertão, mas ganhou contorno social e comunitário ao colocar a pré-candidata em contato direto com a realidade de quem produz e sustenta parte da economia local. A sua passagem pela feira mostra escuta, aproximação com os feirantes e valorização dos alimentos e preparos típicos que ajudam a marcar a identidade da comunidade.
A Feira Agroecológica da Malhada II se consolidou como ponto de encontro entre produção, renda e convivência comunitária. Ali, agricultores familiares comercializam frutas, verduras, doces, comidas típicas e outros produtos feitos no próprio território. Mais do que um espaço de venda, a feira se transformou em vitrine do trabalho coletivo da comunidade rural.
Durante a visita, Ivete ouviu relatos sobre as dificuldades enfrentadas pelos moradores e por quem depende diretamente da agricultura familiar. A escuta incluiu mulheres da comunidade, famílias envolvidas na produção e representantes da organização local. Em vez de uma passagem apenas protocolar, a agenda teve o formato de contato direto com o cotidiano dos feirantes.
As demandas foram apresentadas por Everaldo Bezerra, presidente da APROMAR, nome fantasia da Associação dos Produtores Rurais da Malhada II e Região Arcoverde-PE. A entidade é a principal referência de organização dos agricultores locais e atua na articulação das pautas ligadas à produção, à feira e ao fortalecimento da comunidade.
Ao receber a pauta da associação, Ivete teve acesso a reivindicações que passam pela valorização da agricultura familiar, pelo fortalecimento da feira e por maior atenção às necessidades estruturais da população rural. A agenda também reforça o peso político que a Malhada II vem ganhando ao transformar organização comunitária em presença pública.
A força da feira está justamente na junção entre renda e pertencimento. Os produtos vendidos no local não representam apenas circulação econômica. Eles expressam saberes transmitidos entre gerações, modos de preparo preservados no tempo e a capacidade da comunidade de produzir com base no trabalho familiar.
Ao provar as comidas típicas e circular entre as bancas, Ivete entrou em contato com esse aspecto mais amplo do território. Na Malhada II, a agricultura familiar não se resume à lavoura ou ao comércio. Ela também sustenta vínculos sociais, práticas culturais e formas de permanência no campo.
A presença de uma pré-candidata a deputada estadual num espaço como a Feira Agroecológica da Malhada II amplia a visibilidade das demandas locais e insere a comunidade no mapa das articulações políticas do interior. Para os moradores, o efeito mais importante dessa passagem será medido pela capacidade de transformar escuta em encaminhamento.
A Malhada II já mostrou que sabe organizar sua produção, mobilizar seus feirantes e manter viva uma experiência comunitária baseada na agricultura familiar. O que a comunidade cobra, agora, é que essa capacidade encontre eco fora do território, com atenção concreta às pautas apresentadas por sua associação.
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Raul Silva é jornalista e produtor de conteúdo de O estopim. Atua na cobertura de política, cotidiano e temas de interesse público com foco em contexto, apuração e impacto social.
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