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Na segunda reportagem da série "Sob Escuta - Pernambuco em Disputa", mergulhamos nos detalhes técnicos, jurídicos e políticos da operação clandestina da Polícia Civil que usou rastreadores, reconhecimento facial e grupos de WhatsApp para monitorar opositores da governadora Raquel Lyra, inaugurando uma era de "Tecno-Coronelismo".


Por Heitor Lemos Especialista em Sociedade e Comportamento Político | 27 de janeiro de 2026


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Tecno-coronelismo e espionagem política em PernambucoResumo em Áudio gerado por IA Gemini - Com supervisão do Jornalismo de O estopim

Polícia Civil durante operação oficial não ligada a denúncia | Foto ilustrativa
Polícia Civil durante operação oficial não ligada a denúncia | Foto ilustrativa

Enquanto Brasília ainda tenta digerir os escombros políticos e jurídicos da "Abin paralela", Pernambuco assiste ao nascimento de seu próprio monstro nos porões da segurança pública estadual. A chamada Operação "Nova Missão" não consta em nenhum diário oficial, não possui número de portaria, não gerou inquérito policial e desconhece completamente o controle externo do Ministério Público. Ela existiu, segundo um conjunto robusto de denúncias e provas materiais que vieram à tona, em um submundo digital onde delegados e agentes da Polícia Civil de Pernambuco teriam atuado não como servidores do Estado, mas como arapongas de um projeto de poder pessoal. O alvo dessa engrenagem não era o crime organizado que assola a Região Metropolitana ou as facções que dominam o tráfico no interior, mas sim o coração político da Prefeitura do Recife e a articulação de João Campos.


ANÁLISE DE CONTEXTO: O Fantasma da Polícia Paralela


A "Nova Missão" surge como um sintoma agudo e visível de um descontrole institucional que parece ter contaminado o governo de Pernambuco. Diferente de uma investigação formal, onde cada passo deixa um rastro auditável e passível de contestação pela defesa, esta operação nasceu e cresceu nas sombras da criptografia de um grupo de WhatsApp. Isso reflete uma mudança perigosa na cultura policial do estado.


Trecho das conversas do grupo de WhatsApp | Fonte: TV Record
Trecho das conversas do grupo de WhatsApp | Fonte: TV Record

É fundamental entender a gravidade e as implicações históricas disso. Em um Estado Democrático de Direito, a polícia detém o monopólio da força e da investigação, mas só pode invadir a privacidade de um cidadão sob duas condições: a existência de indícios de crime e uma autorização judicial robusta e fundamentada. Quando agentes do Estado decidem, por conta própria ou, pior, por ordem superior informal, instalar rastreadores e usar softwares de reconhecimento facial contra adversários políticos da governadora Raquel Lyra, rompe-se a barreira sagrada entre a segurança pública e a milícia política. O que se desenha não é combate à corrupção ou zelo pela coisa pública, mas sim lawfare em sua forma mais pura e bruta: o uso das leis e dos aparatos legais para deslegitimar e asfixiar um inimigo político.



Estamos diante da privatização da soberania. A inteligência policial, custeada pelos impostos de todos os pernambucanos, deixa de servir à sociedade para servir a um grupo político que se vê ameaçado pelas urnas. É a atualização do velho coronelismo, onde o jagunço foi substituído pelo analista de dados e a tocaia na estrada de terra deu lugar ao monitoramento via satélite.


O MODUS OPERANDI: Rastreadores e Big Brother


A metodologia aplicada na "Nova Missão" revela um aparato tecnológico sofisticado sendo usado para fins mesquinhos e partidários. A engrenagem funcionou, segundo o que foi revelado pela imprensa e por fontes internas, combinando alta tecnologia de vigilância com a velha tática de perseguição física.


Mesmo tipo de rastreador usado na vigilância ilegal (similar as AirTags da Apple)
Mesmo tipo de rastreador usado na vigilância ilegal (similar as AirTags da Apple) | Fonte: TV Record

O Rastreador no Carro da Família


Delegado Isaias Gonçalves - Diretor de Inteligência da Polícia Civil de PE apontado como comprador do rastreador usado na vigilância
Delegado Isaias Gonçalves - Diretor de Inteligência da Polícia Civil de PE apontado como comprador do rastreador usado na vigilância | Fonte: TV Record

O ponto central e mais tangível da denúncia envolve a instalação clandestina de um rastreador veicular no carro de Eduardo Monteiro. Eduardo não é político, mas é irmão de Gustavo Monteiro, secretário de Articulação Política do Recife e aliado de primeira hora de João Campos. Sem ordem judicial, esse dispositivo transformou o veículo da família em um farol para os arapongas, permitindo a construção de um "padrão de vida" das vítimas.


Agentes puderam acompanhar, em tempo real e por semanas a fio, todos os deslocamentos do alvo. Isso inclui visitas a residências de lideranças comunitárias, idas a reuniões políticas sigilosas em escritórios não oficiais e até compromissos estritamente familiares, como buscar filhos na escola ou ir ao médico. Cada parada no mapa servia para desenhar a rede de contatos do secretário, antecipando alianças e expondo vulnerabilidades pessoais que poderiam ser usadas em dossiês futuros. A violação aqui transcende a política; ela atinge a esfera mais íntima da dignidade humana, gerando um terror psicológico na família monitorada.



O Olho Digital e o Reconhecimento Facial


Mais assustador ainda, do ponto de vista das liberdades civis, é o uso relatado de softwares de reconhecimento facial, como o sistema associado ao banco de dados da Clearview AI ou similares. Essa ferramenta, restrita em muitos países democráticos e banida em várias cidades americanas por seu potencial invasivo e distópico, teria sido usada para localizar alvos em shoppings, restaurantes e espaços públicos do Recife.


Fonte interna da Polícia Civil confirma o uso dos rastreadores e do software de reconhecimento facial de uso exclusivo das forças de segurança o qual o Gov. Raquel Lyra adquiriu 8 licenças em 2025 | Fonte: TV Record

A tecnologia, que deveria servir para capturar homicidas foragidos ou terroristas em meio a multidões, foi aparentemente desviada para saber onde um secretário municipal tomava café ou com quem ele conversava em uma praça de alimentação. O uso dessa ferramenta sem controle judicial cria um "Panóptico" digital em Pernambuco: qualquer cidadão que cruze o caminho de um opositor do governo pode ter seu rosto escaneado, identificado e catalogado em um banco de dados paralelo, sem jamais saber que foi vigiado. É o fim do anonimato em praça pública por decreto informal do Executivo.


O grupo de WhatsApp como QG


A burocracia estatal, com seus formulários, carimbos e protocolos de segurança, foi substituída pela agilidade e informalidade de um grupo de mensagens instantâneas. Batizado sugestivamente de "Nova Missão", o chat servia para a troca frenética de fotos de placas, prints de localização, mapas de calor e atualizações de vigilância minuto a minuto.



A linguagem informal observada nos prints vazados, com termos operacionais como "alvo", "posição", "na cola" e "positivo", denota uma operação militarizada voltada para civis. O grupo operava totalmente à margem dos sistemas oficiais da Secretaria de Defesa Social (SDS), como o SEI ou os sistemas de inquérito eletrônico. Isso é estratégico: ao manter a operação no WhatsApp, os envolvidos evitam que os dados fiquem registrados nos servidores do governo, blindando-se de pedidos via Lei de Acesso à Informação (LAI) ou de auditorias da Corregedoria. É a clandestinidade operando dentro da oficialidade.


OS ALVOS E OS OPERADORES


A lista de monitorados, confirmada até agora, foca cirurgicamente na estrutura política que ameaça a reeleição e a hegemonia da governadora Raquel Lyra. Gustavo Monteiro não é um alvo aleatório escolhido ao acaso. Como Secretário de Articulação, ele é a ponte vital entre a gestão do Recife, a Câmara Municipal e a base política nos bairros. Monitorá-lo significa antecipar os movimentos de João Campos, saber quem está aderindo ao projeto do PSB e quem está insatisfeito. É espionagem industrial aplicada à política.


Delegado Wagner Domingues da Diretoria de Inteligência (Dintel), supostamente envolvido na operação ilegal | Fonte: Reprodução/Youtube
Delegado Wagner Domingues da Diretoria de Inteligência (Dintel), supostamente envolvido na operação ilegal | Fonte: Reprodução/Youtube

Do lado de quem opera, os nomes que surgem nas denúncias ocupam postos estratégicos na inteligência da Polícia Civil de Pernambuco. Cita-se, por exemplo, o delegado Wagner Domingues e a estrutura da Diretoria de Inteligência (Dintel). A gravidade reside no fato de que servidores públicos de carreira, pagos pelo contribuinte e treinados pelo Estado, teriam sido desviados de suas funções constitucionais para atender a uma demanda que cheira a encomenda política. Vale ressaltar que, até o momento, não há condenações judiciais e todos têm direito à defesa, mas a mera existência dessas evidências materiais já deveria ser suficiente para derrubar cúpulas inteiras e motivar uma intervenção administrativa rigorosa em qualquer democracia séria. O silêncio ou a complacência da chefia de polícia diante disso soa como confissão de cumplicidade.


A VERSÃO OFICIAL VS. A REALIDADE LEGAL


A defesa do governo de Pernambuco, via notas lacônicas da Secretaria de Defesa Social (SDS), tentou enquadrar o escândalo como uma simples "apuração preliminar" nascida de uma denúncia anônima sobre suposto recebimento de propina ou corrupção. Essa narrativa, contudo, não se sustenta diante de uma análise jurídica básica e serve mais como cortina de fumaça do que como explicação plausível.



  1. Denúncia anônima não é cheque em branco: A jurisprudência dos tribunais superiores (STF e STJ) é unânime e cristalina. Uma denúncia apócrifa pode, no máximo, iniciar uma verificação de procedência (VPI) simples, como checagem de banco de dados. Ela jamais autoriza, por si só, medidas invasivas que restrinjam direitos fundamentais, como a instalação de rastreadores, interceptação telefônica ou quebra de sigilo, sem prévia e fundamentada autorização judicial.


  2. O Inquérito Fantasma e a Árvore Envenenada: A própria SDS admitiu, após forte pressão da imprensa, que não havia inquérito formal aberto no momento da operação. Se não há inquérito, não há controle do Ministério Público, não há juiz natural e não há legalidade. Em termos jurídicos, aplica-se a teoria dos "frutos da árvore envenenada": qualquer prova obtida dessa forma é ilícita e nula. Em termos políticos, é a confissão de que a polícia agiu como jagunço digital, ignorando o Código de Processo Penal para atender a um cronograma eleitoral.


  3. Desvio de Finalidade: Mesmo que houvesse suspeita de crime, a competência para investigar corrupção municipal, quando não há verba federal, seria do DRACCO (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado), e não de um grupo ad hoc de inteligência operando via WhatsApp. A escolha do método e dos agentes reforça a tese de perseguição.


A "Nova Missão" não é apenas um caso de polícia ou um deslize administrativo. É um teste de estresse máximo para as instituições democráticas de Pernambuco. Se ficar comprovado que a estrutura de inteligência do governo Raquel Lyra serve para vigiar opositores, intimidar famílias e monitorar a rotina de rivais em vez de proteger a sociedade da violência, estaremos diante de uma captura total do Estado por interesses privados.


O precedente que se abre é aterrorizante. Hoje é o secretário do Recife; amanhã pode ser um deputado, um jornalista investigativo, um líder sindical ou um juiz. A pergunta que fica no ar, e que assombra o Palácio do Campo das Princesas, é: quem mais está sendo monitorado neste exato momento e cujos nomes ainda não vazaram nos prints de WhatsApp? A caixa de Pandora foi aberta, e o que sai dela tem o potencial de redefinir o futuro político do estado.


Acompanhe a série "Sob Escuta – Pernambuco em Disputa"


Este texto é a segunda parte da série investigativa exclusiva de O estopim Política sobre a erosão democrática em Pernambuco. Nas próximas reportagens, vamos dissecar a "Milícia Digital" que opera no Palácio, a pressão interna sobre os delegados honestos que se recusam a cumprir ordens ilegais e os contratos bilionários de publicidade que financiam essa guerra de narrativas.


Para não perder nenhum detalhe dessa trama que envolve poder, dinheiro e vigilância, salve oestopim.com nos seus favoritos e busque por "governo de Pernambuco", "Raquel Lyra" e "espionagem política" nos agregadores de notícias. A verdade é a única vacina eficaz contra o autoritarismo, e nós continuaremos a aplicá-la, doa a quem doer.

 
 
 

Esta reportagem especial de O estopim inaugura a série "Sob Escuta – Pernambuco em Disputa". Aqui, dissecamos as denúncias de espionagem política, o abuso da estrutura de Estado e o uso da Polícia Civil de Pernambuco em disputas de poder sob a gestão da governadora Raquel Lyra.


Por Heitor Lemos Especialista em Sociedade e Comportamento Político | 26 de janeiro de 2026


Governadora Raquel Lyra em evento da Polícia Civil de Pernambuco | Foto: Miva Filho
Governadora Raquel Lyra em evento da Polícia Civil de Pernambuco | Foto: Miva Filho

Ao longo de uma apuração exaustiva, conectamos documentos oficiais, reportagens de alcance nacional, manifestações contundentes na Assembleia Legislativa e falas de entidades de classe. O objetivo é explicar, nos mínimos detalhes, como a máquina pública do governo de Pernambuco teria sido convertida em uma ferramenta para fins político-eleitorais.


Raquel Lyra: O Estado contra o Cidadão?


Nos últimos meses, uma sucessão de denúncias colocou a segurança pública do governo de Pernambuco sob forte suspeita. Relatos vindos de dentro da própria corporação, de parlamentares de oposição e das vítimas do monitoramento indicam que a Polícia Civil de Pernambuco pode ter sido utilizada para vigiar adversários políticos e assessores estratégicos do prefeito do Recife, João Campos. Ele é, hoje, o principal adversário da governadora Raquel Lyra na disputa rumo a 2026.


A investigação, iniciada a partir de reportagens em rede nacional e ampliada por discursos inflamados na Assembleia Legislativa, notas do Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol) e documentos anexados a pedidos de impeachment, aponta para um cenário de filme de espionagem. Delegados e agentes teriam instalado rastreadores em veículos, recorrido a softwares de reconhecimento facial e compartilhado informações sigilosas em grupos de WhatsApp. Tudo isso ocorreu sem autorização judicial e sem a abertura de inquérito formal. O que está em jogo aqui é a própria integridade da forma como o governo de Pernambuco utiliza suas estruturas de inteligência e segurança.


Secretário de Articulação Política e Social do Recife, Gustavo Monteiro | Foto: Divulgação
Secretário de Articulação Política e Social do Recife, Gustavo Monteiro | Foto: Divulgação

Segundo as denúncias, essa operação informal, apelidada sugestivamente de "Nova Missão", teria monitorado de forma contínua o secretário de Articulação Política e Social do Recife, Gustavo Monteiro, e seu irmão, Eduardo Monteiro. A partir de um rastreador instalado clandestinamente em um veículo, agentes acompanhariam deslocamentos diários, encontros políticos e rotinas familiares. Prints de conversas de WhatsApp atribuídas a integrantes da Polícia Civil mostram o compartilhamento de mapas de localização, placas de veículos e registros fotográficos, sem qualquer referência a um procedimento oficial.



Raquel Lyra governadora de Pernambuco | Foto: Reprodução
Raquel Lyra governadora de Pernambuco | Foto: Reprodução

Em paralelo à espionagem física, cresce a suspeita de que o Palácio do Campo das Princesas abriga uma estrutura de comunicação agressiva. Essa engrenagem é apelidada por oposicionistas de "milícia digital". Tal estrutura, que seria coordenada a partir do próprio gabinete da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, é acusada de financiar contas anônimas e perfis oficiais. O objetivo seria atacar opositores, distorcer fatos, espalhar desinformação e tentar descredibilizar parlamentares que cobram transparência. Entre as vítimas desses ataques está a deputada estadual Dani Portela, autora do pedido de instalação da CPI do Bilhão, comissão que investiga os vultosos contratos de comunicação do Governo de Pernambuco.


Ônibus da Logo Caruaruense empresa pertencente ao pai de Raquel Lyra | Foto: Reprodução
Ônibus da Logo Caruaruense empresa pertencente ao pai de Raquel Lyra | Foto: Reprodução

As suspeitas de desvio de finalidade não se limitam ao campo da segurança pública ou da comunicação digital. Denúncias encaminhadas à Assembleia Legislativa e a órgãos de imprensa apontam para um possível conflito de interesses envolvendo contratos públicos e a atuação da empresa de ônibus Logo Caruaruense, historicamente ligada à família da governadora. Relatórios técnicos e reportagens indicam uma frota envelhecida, falhas em vistorias obrigatórias e pagamentos do poder público a uma empresa que estaria em situação irregular. Isso alimenta a acusação de nepotismo e favorecimento dentro do governo de Pernambuco.


Diante desse cenário complexo, a reportagem de O estopim Política se organiza em múltiplos eixos para facilitar a compreensão do leitor sobre a gravidade da situação.


Os eixos da investigação


  1. Operação "Nova Missão"

    Investigamos como teria funcionado o monitoramento de Gustavo Monteiro e de outros aliados do prefeito João Campos. Analisamos qual o papel da inteligência da Polícia Civil de Pernambuco nesse xadrez e o que dizem, ou deixam de dizer, o governo e a corporação.


  2. Milícia digital e desinformação

    Detalhamos as acusações de existência de uma rede estruturada para atacar adversários políticos da governadora Raquel Lyra. Abordamos o caso da denúncia anônima contra Dani Portela e o impacto tóxico desse ambiente nas redes sociais e na democracia estadual.


  3. Pressão sobre policiais civis

    Trazemos os relatos de escutas clandestinas dentro de delegacias, vigilância interna, transferências punitivas e o clima de medo entre agentes e delegados que ousam questionar ordens superiores.


  4. CPI do Bilhão e contratos de comunicação

    Dissecamos o contrato de até R$ 1,2 bilhão em publicidade do governo de Pernambuco. Investigamos a suspeita de ligação com familiares da governadora e o papel crucial da Assembleia Legislativa ao abrir uma CPI para auditar esses gastos.


  5. Logo Caruaruense e nepotismo

    Resgatamos o histórico da empresa de ônibus da família da governadora de Pernambuco. Expomos as irregularidades apontadas e o pedido de impeachment que chega à Alepe, questionando a moralidade administrativa.


  6. Impactos políticos e sociais

    Refletimos sobre o que esse conjunto de denúncias revela sobre a saúde da democracia em Pernambuco. Discutimos o papel das instituições de controle e o risco real de captura do Estado por interesses privados e partidários.


Cada um desses eixos será aprofundado em textos próprios, com linguagem acessível, dados rigorosamente checados e espaço garantido para o contraditório. A proposta de O estopim é oferecer ao leitor um panorama completo e organizado. Queremos ir além das manchetes rápidas e permitir que qualquer pessoa entenda o que está em jogo quando se fala em espionagem política, milícia digital e contratos bilionários dentro do governo de Pernambuco.


Acompanhe a série de reportagens de O estopim


Este texto é apenas o primeiro capítulo da série investigativa "Sob Escuta – Pernambuco em Disputa", publicada por O estopim Política. Aqui, trataremos das denúncias que envolvem o governo de Pernambuco, a gestão da governadora Raquel Lyra, a atuação da Polícia Civil de Pernambuco, contratos públicos e a feroz disputa pelo poder no estado. Ao longo dos próximos capítulos, o leitor encontrará linhas do tempo detalhadas, contextualização jurídica, perfis dos principais personagens e explicações didáticas sobre o funcionamento das instituições responsáveis por fiscalizar o Executivo.


Nas próximas reportagens, vamos detalhar a fundo a Operação "Nova Missão", a suposta milícia digital ligada ao Palácio do Campo das Princesas, a pressão sobre policiais civis, a CPI do Bilhão e o caso Logo Caruaruense. Sempre ouviremos todos os lados, incorporando notas oficiais e atualizando a apuração conforme novas informações surgirem. O objetivo é que o público de Pernambuco, e de todo o Brasil, possa formar sua própria opinião com base em informação de qualidade.


Para acompanhar a série completa, acesse oestopim.com, salve o site nos seus favoritos e procure por "O estopim Política", "espionagem política em Pernambuco", "governo Raquel Lyra", "governo de Pernambuco", "Polícia Civil de Pernambuco" e termos relacionados nos buscadores e agregadores de notícias da Apple, Google e Microsoft. Quanto mais leitores acessarem, compartilharem e salvarem essas reportagens, maior será a chance de este conteúdo aparecer em destaque quando alguém buscar informações sobre Pernambuco, governo de Pernambuco, Raquel Lyra, governadora de Pernambuco e os rumos políticos do estado.


Acesse, compartilhe e acompanhe. Esta série de O estopim quer ajudar a iluminar um dos capítulos mais sensíveis e obscuros da história recente de Pernambuco.

 
 
 
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