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Ferramenta gratuita reúne, em uma única busca, dados públicos sobre deputados federais e senadores e direciona o leitor aos documentos originais; acesso está na página Fiscalize o Congresso


Por Clara Mendes para O estopim | 18 de Março de 2026


O estopim lançou nesta quarta-feira (18) a plataforma Radar de Gastos, uma ferramenta digital que permite ao público consultar, em poucos cliques, informações dispersas sobre despesas, emendas parlamentares, estrutura de gabinete e registros judiciais ligados a deputados federais e senadores. O acesso está disponível na seção Fiscalize o Congresso, no endereço https://www.oestopim.com/fiscalize.


O portal informa que o Radar de Gastos ainda está em etapa de testes e que, nesta fase inicial, podem ocorrer inconsistências pontuais nos dados exibidos, decorrentes de atualização, padronização e integração de bases públicas diferentes.


Radar de Gastos de O estopim | Foto: Divulgação
Radar de Gastos de O estopim | Foto: Divulgação

A proposta, segundo o portal, é reduzir a barreira de navegação criada por bases oficiais extensas, atualizações em formatos diferentes e informações espalhadas em mais de um órgão. O Radar de Gastos foi apresentado como um sistema de consulta que reúne dados de fontes públicas e devolve ao leitor um dossiê organizado, com links diretos para a origem de cada informação.


A ferramenta foi idealizada e programada por Raul Silva, editor-chefe e fundador de O estopim, que também responde pelo desenvolvimento do site. O portal afirma que a plataforma foi desenhada para funcionar com foco em dispositivos móveis e para permitir compartilhamento rápido dos resultados, inclusive em aplicativos de mensagem.


Como acessar o Radar de Gastos e o que aparece na tela


O Radar de Gastos fica concentrado em uma página de entrada, com orientação de uso e campo de busca para o nome do parlamentar. A consulta, segundo a descrição do projeto, gera um relatório organizado por blocos, que podem ser lidos separadamente.


No primeiro bloco, o sistema apresenta a identificação do parlamentar e dados de mandato, incluindo informações de referência como cargo, Casa legislativa e vínculos partidários registrados em bases públicas. A página também mantém um atalho para que o leitor volte à busca e compare nomes diferentes.


Radar de Gastos de O estopim | Foto: Divulgação
Radar de Gastos de O estopim | Foto: Divulgação

No segundo bloco, o relatório reúne gastos vinculados ao mandato e despesas reembolsadas ou pagas com recursos públicos. A plataforma informa que a intenção é somar valores que, em geral, aparecem separados em páginas distintas, para permitir que o leitor entenda o custo do mandato em uma mesma leitura.


Radar de Gastos de O estopim | Foto: Divulgação
Radar de Gastos de O estopim | Foto: Divulgação

Remuneração e reembolsos do mandato


O Radar de Gastos organiza dados de remuneração e benefícios do parlamentar em categorias. O objetivo é apresentar o que é salário e o que é pagamento indireto ou ressarcimento, discriminando as rubricas disponíveis nas bases públicas consultadas.

O portal informa que o painel de remuneração detalha valores por período e aponta, quando houver, itens como ajuda de custo, auxílio-moradia, ressarcimentos de despesas e reembolsos previstos em regras internas de cada Casa. A tela destaca o nome da rubrica, o valor registrado e o caminho para o documento ou base original.



Cota parlamentar e gastos do gabinete


Um dos núcleos do Radar de Gastos é dedicado à cota parlamentar, com a organização de despesas por categoria de gasto. A plataforma informa que o leitor pode visualizar os maiores lançamentos do período e identificar padrões de consumo, como despesas com passagens, combustível, aluguel de veículos, divulgação, consultorias e serviços do mandato.


O relatório também promete detalhamento por fornecedor, com indicação do valor total pago em determinado intervalo e a possibilidade de abrir a fonte de referência. O objetivo, segundo o portal, é facilitar a checagem do leitor, sem exigir que ele percorra listas longas em portais oficiais.


Radar de Gastos de O estopim | Foto: Divulgação
Radar de Gastos de O estopim | Foto: Divulgação

Comparação de parlamentares


O estopim informa que a ferramenta inclui uma função de comparação, chamada pelo portal de batalha de dados, que coloca dois parlamentares lado a lado. A proposta é permitir comparação direta entre remuneração, gastos de cota e valores associados a emendas, com filtros por período.


O sistema também indica que a comparação não substitui a leitura dos documentos originais e que variações entre mandatos podem ocorrer por fatores como tempo de exercício, mudança de regras, tipo de despesa, eventos de agenda e diferenças de atuação parlamentar.


Emendas parlamentares e rastreio do dinheiro


O Radar de Gastos foi apresentado com um módulo específico para emendas parlamentares. A plataforma informa que separa modalidades de repasse registradas nos sistemas oficiais e identifica o caminho do recurso até o destino cadastrado.


O painel de emendas, segundo o portal, permite ao leitor:


  • Ver o valor indicado pelo parlamentar e o destino registrado no sistema oficial;

  • Separar emendas com execução vinculada a objeto detalhado das transferências classificadas como repasses diretos;

  • Localizar município, órgão ou entidade beneficiária;

  • Checar empenho, pagamento e registros de execução, quando disponíveis na base pública consultada.


A ferramenta também aponta que parte desses recursos pode ser identificada por classificações amplas nas bases oficiais e que o leitor deve considerar o que está documentado no sistema de origem ao interpretar a execução do gasto.


Radar de Gastos de O estopim | Foto: Divulgação

Quadro de funcionários e estrutura do gabinete


Outro módulo anunciado pela plataforma é o quadro de funcionários. O estopim afirma que a ferramenta exibe a estrutura do gabinete com informações públicas, incluindo o número de assessores, o tipo de vínculo disponível na base consultada, função cadastrada e remuneração associada.


O objetivo declarado é permitir que o leitor identifique a estrutura de pessoal e verifique se há rotatividade intensa, concentração de cargos ou mudanças bruscas em períodos específicos. O portal afirma que a plataforma foi desenhada para tornar mais rápida a conferência de nomes e valores já disponíveis em bases oficiais.


Votações e posicionamento em plenário


O Radar de Gastos também foi divulgado com um painel de votações. O módulo, segundo o portal, reúne votações recentes registradas pelas Casas legislativas e permite que o leitor abra o link do processo legislativo na fonte original.


O estopim afirma que esse painel foi pensado para conectar custo e decisão política no mesmo ambiente de consulta. A plataforma informa que o leitor pode ver o sentido do voto quando houver registro nominal e acompanhar o andamento de projetos relacionados.


Processos, denúncias e registros em órgãos de controle


O portal diz que a ferramenta inclui um bloco para registros de natureza judicial e administrativa associados ao parlamentar. A proposta anunciada é listar procedimentos, inquéritos e ações disponíveis em bases públicas e direcionar o leitor aos autos ou páginas oficiais.


O estopim descreve que o objetivo é substituir circularidade de rumores por documentos consultáveis. O relatório aponta, quando houver, o tipo de procedimento e o órgão de referência, com links para consulta.


A plataforma afirma que a exibição de processos depende da existência de informação pública e da estabilidade dos sistemas consultados. Também indica que mudanças de classe processual, sigilo e atualização de páginas externas podem impactar o histórico exibido.


Radar de Gastos de O estopim | Foto: Divulgação
Radar de Gastos de O estopim | Foto: Divulgação

Monitoramento de risco de fornecedores e beneficiários


Entre os módulos divulgados, o portal cita um painel de monitoramento para fornecedores e destinatários recorrentes de recursos associados ao parlamentar. A ferramenta, segundo a descrição do projeto, cruza listas de repasses e pagamentos com sinais de alerta que possam existir em auditorias e bases públicas.


O estopim afirma que o recurso não faz juízo sobre pessoas ou empresas e funciona como indicação para o leitor aprofundar a checagem na fonte original. O portal informa que, quando existir sinalização, a plataforma apresenta o motivo do alerta conforme o documento consultado e direciona ao conteúdo oficial.


Relatórios, compartilhamento e checagem


O Radar de Gastos foi apresentado como uma ferramenta voltada para circulação rápida de informação. O portal diz que o sistema é compatível com celular, permite copiar links de consultas e oferece atalhos para enviar resultados em redes sociais e aplicativos de mensagens.


O estopim afirma que o princípio central da plataforma é o mesmo que rege a apuração jornalística: transparência do caminho de informação. Por isso, o relatório exibe links para documentos e páginas de origem, permitindo que o leitor confira o dado na fonte.


Para o público, o portal orienta que qualquer divergência deve ser comparada com o documento original e reportada pelos canais do site, já que bases públicas podem ter atrasos, atualizações retroativas ou inconsistências de cadastro.


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Clara Mendes

Clara Mendes é repórter de hard news e plantonista de O estopim. Atua na cobertura urgente de política, segurança pública e serviços essenciais, com foco em verificação e acesso público a documentos.

Grupo de trabalho do Senado ouviu lideranças e órgãos do governo sobre partilha dos resultados e riscos da lavra; presidente do colegiado diz que falta de regras alimenta garimpo ilegal


Por Raul Silva para O estopim | 11 de Março de 2026


Senadores do Grupo de Trabalho sobre o marco legal para Regulamentação da Mineração em Terras Indígenas (GTMTI) reuniram lideranças indígenas e representantes do governo federal em audiência pública na terça-feira (10), em Brasília, para discutir modelos de participação dos povos indígenas na atividade mineradora, regras de repartição dos resultados da lavra e impactos ambientais e sociais da exploração.


Senadores discutem impactos da regulamentação da mineração em terras indígenas | Foto: Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
Senadores discutem impactos da regulamentação da mineração em terras indígenas | Foto: Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

A presidente do GT, senadora Tereza Cristina (PP-MS), afirmou que a ausência de um marco legal “claro” tem gerado insegurança jurídica e conflitos locais e disse que a atividade já ocorre de forma ilegal em diferentes regiões. “O que nós não podemos mais conviver é com essa situação de infratores que invadem as terras indígenas, fazem o garimpo e ninguém ganha nada com isso, nem os povos indígenas, nem o Estado”, declarou durante o debate.



O representante da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), Rodrigo Bulhões Pedreira, alertou para efeitos que, segundo ele, precisam ser considerados em qualquer proposta de regulamentação. Ele citou que uma mina exige estruturas associadas, como planta de beneficiamento, sistemas de controle de efluentes e esgoto, tratamento de resíduos, fonte de energia e vias de acesso, como rodovias ou hidrovias.


O líder do povo Cinta Larga, Gilmar Cinta Larga, disse que o debate deve levar em conta a diversidade de povos indígenas e realidades regionais no país. “Esse debate não é apenas de um povo. Envolve muitos povos indígenas em diferentes regiões do Brasil, cada um com sua realidade, sua cultura e sua forma de decidir sobre seu território”, afirmou.


O representante indígena Douglas Krenak criticou a falta de participação dos povos originários em decisões relacionadas a seus territórios e mencionou tragédias ligadas à mineração em Minas Gerais. Ele defendeu consulta livre, prévia e informada antes de decisões estatais sobre a atividade.


O GTMTI foi instalado em outubro e tem prazo de 180 dias para apresentar um projeto de lei sobre o tema. A regulamentação da mineração em terras indígenas é prevista no artigo 231 da Constituição, que condiciona pesquisa e lavra à autorização do Congresso, após a oitiva das comunidades afetadas e com garantia de participação nos resultados.


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Raul Silva

Jornalista, Escritor e Professor. Raul Silva é a mente que arquitetou O estopim. Sua missão é desmontar narrativas hegemônicas e oferecer um jornalismo que não tem medo de comprar briga com o poder estabelecido. Aqui, ele assina as principais análises editoriais e coordena a visão estratégica do portal.

Projeto do governo reajusta salários de algumas categorias, prevê indenização para trabalho em fronteira e muda regra para escolha de reitores em universidades federais


Por Raul Silva para O estopim | 11 de Março de 2026


O Senado aprovou na terça-feira (10) o projeto do Poder Executivo que reestrutura carreiras do setor público federal e reajusta salários de algumas categorias. O texto, que tramitou como PL 5.874/2025, segue agora para sanção presidencial.


Senado Federal | Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado
Senado Federal | Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Entre as mudanças citadas na votação e na divulgação oficial do Senado, a proposta estende a indenização para exercício em localidades de fronteira a carreiras de especialistas em meio ambiente e a servidores ligados à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), à Agência Brasileira de Inteligência (Abin), ao Ministério do Meio Ambiente e a atividades de fiscalização agropecuária. Pelo texto, o pagamento é por dia trabalhado e equivale a R$ 91.



O projeto também cria regras para escalas e turnos de trabalho no Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil quando a atividade exigir serviço contínuo, com jornada superior a oito horas diárias, em ações de mitigação, preparação, resposta e recuperação de áreas atingidas por desastres, incluindo monitoramento.


Outro ponto prevê mudança na escolha de reitores em universidades federais, com reforço da autonomia universitária. A proposta estabelece que o presidente da República nomeie para o cargo o candidato mais votado em consulta que inclui professores, estudantes, servidores técnico-administrativos e representantes da sociedade civil.


A matéria aprovada pelo Senado é parte de um pacote mais amplo de reorganização de carreiras e criação de cargos no serviço público federal. Agência Senado informou que o texto aprovado também contempla medidas de interiorização do ensino técnico e mudanças voltadas ao Ministério da Educação e ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos.


Esta foi a segunda votação do mês no Senado com foco em reestruturação de carreiras e criação de cargos no Executivo, após a Câmara ter analisado o tema e encaminhado a proposta para apreciação dos senadores.


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