top of page
O estopim (2400 x 2400 px)8.png

A senadora Teresa Leitão (PT-PE) visitou neste domingo, 21 de junho, a Feira Agroecológica da Malhada II, na zona rural de Arcoverde, onde conversou com agricultores, famílias e mulheres da comunidade, recebeu da APROMAR uma pauta de demandas apresentada pelo presidente Everaldo Bezerra e assumiu o compromisso de ajudar a articular um pequeno polo cultural para o São João de 2027, caso a Prefeitura de Arcoverde continue desconsiderando os pedidos feitos de forma recorrente pelos moradores.


Durante a passagem pela comunidade, a parlamentar também manifestou apoio às pré-candidaturas de Ivete Caetano para deputada estadual, de Liana Cirne para deputada federal, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para um novo mandato, de João Campos para o Governo de Pernambuco e de Marília Arraes e Humberto Costa para o Senado.


Por Raul Silva para O estopim | 22 de junho de 2026



Mulher de óculos fala ao microfone, com camiseta colorida escrita Caminha do Forró, diante de fundo azul floral.
Senadora Teresa Leitão visita a Feira Agroecológica da Malhada II e conversa com agricultores em Arcoverde | Foto: Raul Silva/Agência O estopim+

A passagem de Teresa pela feira teve um peso que vai além do gesto protocolar. Ao circular entre barracas, ouvir relatos diretos de quem vive da agricultura familiar e experimentar a produção local, a senadora entrou em contato com uma realidade que mistura resistência econômica, trabalho comunitário e demanda antiga por reconhecimento público.


A Feira Agroecológica da Malhada II se consolidou como espaço de circulação de renda, visibilidade para pequenos produtores e afirmação da identidade rural da comunidade. No local, são comercializados alimentos in natura, derivados, doces, licores, geleias e comidas típicas que ajudam a sustentar famílias e a manter viva uma cadeia produtiva de pequena escala.


Durante a visita, Teresa Leitão ouviu queixas ligadas à falta de atenção do poder público às reivindicações da comunidade. A principal interlocução institucional foi feita pela APROMAR, sigla da Associação dos Produtores Rurais da Malhada II e Região Arcoverde-PE, entidade que organiza a feira e articula a representação dos agricultores do território.


Seu Everaldo Bezerra, que preside a associação, apresentou à senadora as solicitações da comunidade e reforçou a necessidade de apoio político para demandas que, segundo os moradores, seguem sem resposta efetiva da gestão municipal. Entre elas está a defesa de maior valorização da feira, melhores condições para a produção local e espaço digno para expressão cultural no período junino.


A visita mostrou um traço recorrente em comunidades rurais do Sertão: economia e cultura caminham juntas. A feira não funciona apenas como ponto de venda. Ela também opera como lugar de encontro, fortalecimento de vínculos e preservação de práticas culinárias e sociais que ajudam a manter a identidade da Malhada II.


Foi nesse contexto que surgiu o compromisso político mais sensível do encontro. Teresa Leitão se dispôs a ajudar na organização de um pequeno polo cultural durante o São João de 2027, caso a Prefeitura de Arcoverde insista em ignorar as solicitações feitas pela população local e pela associação.


O gesto tem peso simbólico e prático. Simbólico porque reconhece a comunidade como sujeito cultural e não apenas como área produtiva periférica. Prático porque sinaliza a possibilidade de articulação externa para destravar uma pauta que os moradores dizem apresentar com frequência.


A senadora também vinculou a passagem pela comunidade ao campo político que pretende defender em 2026. Teresa manifestou apoio às pré-candidaturas de Ivete Caetano à Assembleia Legislativa de Pernambuco e de Liana Cirne à Câmara dos Deputados, além de reafirmar alinhamento com o projeto de reeleição do presidente Lula, com a pré-candidatura de João Campos, ex-prefeito do Recife, ao Governo de Pernambuco, e com os nomes de Marília Arraes e Humberto Costa para o Senado. O movimento insere a visita da Malhada II não apenas no terreno das demandas comunitárias, mas também no desenho político que começa a ganhar forma no estado.


A pauta levada à senadora aponta para um problema recorrente no interior pernambucano: comunidades que produzem, movimentam renda e preservam tradições, mas seguem à margem das prioridades institucionais. Ao pedir apoio para um polo cultural, a Malhada II não reivindica apenas festa. Reivindica presença no calendário, visibilidade pública e inclusão no circuito oficial de investimentos e programação.


Na prática, isso significa reconhecer que a agricultura familiar não se resume à produção de alimentos. Ela também sustenta sociabilidades, saberes e formas de pertencimento que precisam ser consideradas nas políticas públicas.


Para os feirantes e moradores, a expectativa é que o encontro ajude a tirar demandas históricas do campo da promessa. A Malhada II já mostrou que consegue organizar produção, mobilizar a comunidade e manter uma feira viva. O que cobra, neste momento, é contrapartida institucional compatível com esse esforço.


O estopim — O começo da notícia!

Acesse o nosso perfil no Instagram e veja essa e outras notícias: @oestopim_ & @muira.ubi

Raul Silva é jornalista e produtor de conteúdo de O estopim. Atua na cobertura de política, cotidiano e temas de interesse público com foco em contexto, apuração e impacto social.

Senadora recebeu, em Arcoverde, uma boneca de pano feita pela equipe da Talentos Café com Arte, representando a parlamentar tocando sanfona.


Por Clara Mendes para O estopim | 22 de junho de 2026


Três idosos sorridentes com chapéus e óculos, em camisas da 14ª Caminhada do Forró, posam diante de fundo colorido xadrez.
Josias Silva, Teresa Leitão e Kléber Araújo durante a homenagem do Cocar feita a Senadora ontem (21) | Foto: Raul Silva/Agência O estopim+

O Cocar, Coletivo Cultural de Arcoverde, homenageou a senadora Teresa Leitão, do PT de Pernambuco, neste domingo (21), na recepção do Hotel Cruzeiro, em Arcoverde, no Sertão pernambucano. Kléber Araújo e Josias Silva representaram o coletivo na entrega de uma boneca de pano da parlamentar tocando sanfona, em agradecimento ao apoio do gabinete dela à 14ª Caminhada do Forró.


O presente foi confeccionado pela equipe da Talentos Café com Arte. A peça, feita à mão, reproduz a senadora com uma sanfona, instrumento símbolo do forró e da tradição junina nordestina.


A homenagem ocorreu no mesmo dia da 14ª Caminhada do Forró, realizada nas ruas de Arcoverde. O evento teve concentração pela manhã, cortejo à tarde e apoteose no Largo do Esporte Clube.


O apoio do gabinete de Teresa Leitão foi associado pelo coletivo ao financiamento do Ministério da Cultura, por meio de emenda parlamentar de autoria da senadora. A caminhada também contou com apoio da Prefeitura de Arcoverde e realização do Cocar.


Teresa Leitão é senadora por Pernambuco e cumpre mandato no Senado Federal no período de 2023 a 2030. A parlamentar preside a Comissão de Educação e Cultura no biênio 2025-2026.


A Caminhada do Forró chegou à 14ª edição em 2026 como uma das principais ações do calendário junino de Arcoverde. O Cocar apresenta o cortejo como uma celebração da cultura popular nordestina, com música, manifestações tradicionais e participação de artistas locais.


O estopim — O começo da notícia!

Acesse o nosso perfil no Instagram e veja essa e outras notícias: @oestopim & @muira.ubi

Clara Mendes é repórter de hard news de O estopim. Atua na cobertura factual de política, cultura e cotidiano, com foco em checagem, precisão e interesse público.

Senadora de Pernambuco afirma que derrubada do veto ao PL 2.162/2023 beneficia diretamente Jair Bolsonaro e reacende disputa entre Congresso, governo e Supremo sobre os crimes contra a democracia


Por Raul Silva para O estopim | 2 de maio de 2026



Mulher fala em pódio no Senado, com microfones e bandeira do Brasil ao fundo. Ela usa óculos e veste roupa escura. Cena formal.
A senadora Teresa Leitão discursa em plenário do Senado | Jefferson Rudy/Agência Senado

O estopim da nova crise institucional em Brasília foi a derrubada, pelo Congresso Nacional, do veto total do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao chamado PL da Dosimetria, o Projeto de Lei 2.162/2023. Em vídeo publicado em suas redes sociais, a senadora Teresa Leitão (PT-PE) fez uma crítica frontal à votação e afirmou que a proposta foi pensada e aprovada para beneficiar uma pessoa específica: Jair Bolsonaro, pai do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).


A fala da parlamentar pernambucana se insere num embate que já ultrapassou a fronteira da técnica penal. O que está em disputa não é apenas a forma de calcular penas ou o ritmo de progressão de regime. O conflito envolve a memória política dos atos de 8 de janeiro de 2023, a autoridade das decisões do Supremo Tribunal Federal, a capacidade do Executivo de conter derrotas no Congresso e a tentativa do bolsonarismo de reorganizar sua força institucional às vésperas do ciclo eleitoral de 2026.


A senadora sustentou que a tramitação do veto teve caráter excepcional. Segundo Teresa, o projeto entrou como um “paraquedista” na pauta, embora houvesse outros vetos aguardando análise. Ela também afirmou que a condução da Mesa do Congresso inicialmente permitia efeitos mais amplos do texto, inclusive sobre crimes hediondos e organizações criminosas, antes de parte desses dispositivos ser considerada prejudicada durante a sessão.


“Foi um paraquedista”, afirmou a senadora, ao criticar a prioridade dada à matéria. Em outro ponto, Teresa foi mais direta ao apontar o alvo político da proposta: na avaliação dela, a dosimetria aprovada tem “direção única” e mira Jair Bolsonaro, condenado pelo Supremo no processo da trama golpista.


O Congresso derrubou o veto presidencial em 30 de abril de 2026. Na Câmara dos Deputados, foram 318 votos contra o veto, 144 a favor da manutenção e 5 abstenções. No Senado Federal, o placar foi de 49 votos pela rejeição do veto e 24 pela manutenção. Com isso, o texto vetado seguirá para promulgação pelo próprio Congresso, ressalvados os dispositivos considerados prejudicados pela Presidência da Mesa.


O PL da Dosimetria altera trechos da Lei de Execução Penal e do Código Penal. Embora o texto tenha uma redação geral, sua repercussão política está diretamente ligada aos condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro e pela tentativa de golpe de Estado. Entre os possíveis beneficiados está Jair Bolsonaro, condenado pelo STF a 27 anos e 3 meses de prisão.


A decisão do Congresso não produz, por si só, a revisão automática das penas. Após a promulgação, defesas de condenados poderão pedir a aplicação da nova lei ao Supremo ou ao juízo responsável pela execução penal. Do outro lado, o PT e setores do governo avaliam levar o caso ao STF para questionar a constitucionalidade da norma e o procedimento adotado na derrubada do veto.


A fala de Teresa Leitão tem dois eixos. O primeiro é jurídico e procedimental: a senadora questiona a forma como a votação foi conduzida. O segundo é político: ela acusa a maioria parlamentar de usar uma regra penal de aparência geral para atingir um objetivo concreto, a redução do impacto da condenação de Bolsonaro.


Segundo a senadora, a proposta não nasceu como uma reforma ampla, debatida com calma, audiências públicas e estudo de impacto sobre o sistema prisional. Pelo contrário, apareceu no centro da pauta em meio a uma disputa política intensa, com pressão direta de setores bolsonaristas para reduzir as penas dos condenados pela tentativa de ruptura institucional.


Na visão de Teresa, mesmo depois de a Mesa retirar trechos que poderiam alcançar criminosos comuns, como condenados por crimes hediondos e organizações de facções, o problema central permaneceu. Para ela, a lei continuou carregando uma finalidade específica: aliviar a situação penal do ex-presidente.


Essa crítica toca num ponto sensível da teoria democrática. Leis devem ser gerais, impessoais e orientadas pelo interesse público. Quando uma maioria parlamentar aprova uma norma com destinatário político identificável, a pergunta deixa de ser apenas penal e passa a ser republicana: o Congresso está legislando para o país ou para um grupo de aliados?


Homem de terno observa painel eletrônico verde com textos em amarelo. Ambiente de plenário, ar sério, papéis sobre a mesa.
O presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, durante a sessão que derrubou o veto do presidente Lula ao PL da Dosimetria | Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Parlamentares favoráveis ao PL da Dosimetria afirmam que a proposta corrige excessos nas condenações e busca responder a penas consideradas desproporcionais. A oposição bolsonarista e parte do Centrão sustentam que muitos réus do 8 de janeiro receberam punições altas demais para condutas praticadas num mesmo contexto fático.


Esse argumento encontrou eco em setores que defendem “pacificação” política. Para esse campo, a dosimetria não seria anistia, mas apenas ajuste técnico para evitar que crimes derivados de um mesmo episódio se somem de modo excessivo. A diferença, porém, é que a anistia declara perdão político, enquanto a dosimetria altera o cálculo da pena. Na prática política, a distinção pode ser menos nítida do que parece no papel.


Críticos do projeto, como Teresa Leitão, dizem que a proposta funciona como anistia indireta. O raciocínio é simples: se a lei reduz substancialmente o tempo de pena dos condenados por tentativa de golpe, ela enfraquece o efeito pedagógico e institucional das decisões judiciais que responsabilizaram os ataques à democracia.


A derrubada do veto é também uma derrota política para Lula. O presidente havia vetado integralmente o texto em janeiro de 2026 sob o argumento de inconstitucionalidade e contrariedade ao interesse público. Ao derrubar o veto, o Congresso impôs sua maioria e deixou claro que a correlação de forças em Brasília está mais favorável ao bloco conservador e ao Centrão do que ao Palácio do Planalto.


O gesto parlamentar, porém, não encerra a disputa. Ao contrário, desloca o conflito para o Supremo. Como as condenações dos principais envolvidos na trama golpista foram impostas pelo STF, caberá à Corte decidir, se provocada, até onde uma nova lei pode interferir nos efeitos práticos dessas condenações.


Essa é a arena mais delicada. De um lado, o Congresso tem competência para legislar em matéria penal. De outro, a Constituição impõe limites ao uso da lei quando há desvio de finalidade, violação da separação de poderes ou tentativa de neutralizar decisões judiciais por meio de casuísmo legislativo.


Estátua de justiça em frente a um moderno edifício de vidro e concreto sob céu azul claro. Sensação de formalidade e tranquilidade.
Acervo arquivístico do STF | Fonte: Site oficial do CNJ

A fala de Teresa Leitão também expõe uma estratégia mais ampla do bolsonarismo. Desde a condenação de Jair Bolsonaro, seus aliados vêm buscando três caminhos simultâneos: a narrativa de perseguição política, a reorganização eleitoral em torno de Flávio Bolsonaro e a tentativa legislativa de reduzir os efeitos jurídicos da punição.


A dosimetria se encaixa nesse terceiro eixo. Ela não absolve Bolsonaro, mas pode diminuir sua pena e antecipar benefícios na execução penal. Politicamente, isso permite ao bolsonarismo apresentar a derrubada do veto como vitória, sem assumir formalmente a impopularidade de uma anistia plena aos responsáveis pela tentativa de golpe.


É nessa fresta que Teresa Leitão finca sua crítica. Para ela, o nome técnico do projeto encobre uma operação política. “Dosimetria” soa como cálculo jurídico, mas, na leitura da senadora, o que está em curso é uma disputa sobre impunidade, memória democrática e força institucional da extrema direita.


A intervenção de Teresa Leitão carrega também um significado regional. Primeira mulher eleita senadora por Pernambuco, ela fala a partir de um estado que tem tradição de participação política intensa e memória viva de lutas democráticas. Ao se posicionar contra o PL da Dosimetria, a parlamentar busca associar Pernambuco ao campo de defesa institucional, numa conjuntura em que o Nordeste permanece como base estratégica do lulismo e alvo permanente da disputa simbólica nacional.


Não se trata apenas de uma fala partidária. É uma tentativa de marcar posição num debate em que o vocabulário jurídico muitas vezes esconde o conflito real. A pergunta que atravessa o episódio é direta: como uma democracia deve tratar quem tentou destruí-la?


Com a derrubada do veto, o próximo passo formal é a promulgação do texto pelo Congresso. Depois disso, a disputa deve seguir por dois caminhos. No campo jurídico, defesas de condenados podem pedir revisão de penas. No campo institucional, partidos contrários ao projeto devem acionar o STF para tentar barrar ou limitar os efeitos da nova regra.


No campo político, a votação fortalece o discurso bolsonarista de revanche e amplia a pressão sobre o governo Lula. Ao mesmo tempo, dá à esquerda um argumento poderoso para mobilizar sua base: a tese de que a maioria parlamentar está convertendo poder legislativo em instrumento de proteção de aliados condenados por atacar a democracia.


A fala de Teresa Leitão, não é apenas reação a uma votação. É um alerta sobre a qualidade republicana da lei. Num país que ainda tenta processar os traumas do 8 de janeiro e da Ditadura Militar, a dosimetria virou mais que um cálculo de pena. Virou um teste de memória institucional.


O estopim — O começo da notícia!

Acesse o nosso perfil no Instagram e veja essa e outras notícias: @oestopim_ & @muira.ubi

Raul Silva é jornalista político sênior de O estopim, especialista em Ciência Política, instituições democráticas e relações entre poder, território e sociedade no Nordeste brasileiro.


bottom of page
Logo MPPE
Painel de Transparência Festejos Juninos
Fale Conosco WhatsApp