Brasil abre o placar contra o Haiti com gol de Matheus Cunha aos 23 minutos
- Mário Toledo

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Por Mário Toledo para O estopim | 19 de junho de 2026

Matheus Cunha tirou o Brasil do incômodo contra o Haiti aos 23 minutos do primeiro tempo, nesta sexta-feira (19), pela segunda rodada do Grupo C da Copa do Mundo 2026. O atacante, escolhido por Carlo Ancelotti para começar como titular no lugar de Igor Thiago, apareceu na zona decisiva e marcou o gol que coloca a Seleção Brasileira em vantagem na Filadélfia.
O lance confirma uma tendência que já aparecia desde os primeiros minutos. O Brasil começou a partida com mais presença no campo ofensivo, circulando melhor a bola do que na estreia contra Marrocos e pressionando uma defesa haitiana bem postada. Aos 4 minutos, Lucas Paquetá já havia tentado acionar Matheus Cunha em profundidade, mas o atacante estava em posição irregular. Pouco depois, a Seleção empilhou escanteios e manteve o Haiti preso perto da própria área.
O gol nasce justamente dessa pressão. Matheus Cunha não ficou preso como centroavante clássico. Ele se movimentou, buscou espaço entre os zagueiros e atacou a área no momento certo. Aos 23 minutos, aproveitou a jogada ofensiva brasileira e concluiu para vencer Placide, abrindo o placar para o Brasil.
A escolha de Cunha ganha peso imediato. Ancelotti colocou o atacante entre os titulares ao lado de Vini Jr., Raphinha e Lucas Paquetá, em uma formação mais móvel no ataque. A escalação oficial do Brasil tem Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá; Vini Jr., Raphinha e Matheus Cunha.
Mais do que o 1 a 0, o gol tem valor político dentro do jogo. O Brasil entrou pressionado pelo empate com Marrocos na estreia e pela vitória de Marrocos sobre a Escócia mais cedo, resultado que deixou a Seleção obrigada a vencer por pelo menos dois gols de diferença para assumir a liderança do Grupo C.
Para Matheus Cunha, o gol é também uma resposta pessoal. Titular em uma noite de cobrança, ele entrega o que Ancelotti buscava: mobilidade, presença na área e definição. Para o Brasil, é o primeiro passo para transformar domínio em placar, algo que faltou na estreia.
Mário Toledo é jornalista esportivo e analista de conjuntura de O estopim. Especialista na cobertura de futebol nacional e internacional, entende o esporte como um fenômeno social e político. Disseca táticas, bastidores e os impactos socioeconômicos do esporte com rigor analítico, ética e foco na democratização do futebol.
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