Brasil tem menos homens que mulheres e diferença aumenta com a idade, aponta IBGE
- Michael Andrade

- há 23 horas
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Por Michael Andrade, da redação de O estopim | sábado (18) de abril de 2026
Dados da PNAD Contínua 2025 indicam que há 95 homens para cada 100 mulheres no país

O Brasil tem atualmente menos homens do que mulheres, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua 2025, divulgados nesta sexta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De acordo com o levantamento, existem 95 homens para cada 100 mulheres no país. A diferença se torna mais acentuada em faixas etárias mais elevadas. Em estados como Rio de Janeiro e São Paulo, por exemplo, entre pessoas com mais de 60 anos, a proporção chega a cerca de 70 a 76 homens para cada 100 mulheres.
Os dados seguem tendência já observada no Censo de 2022, que apontou uma população formada por mais de 104 milhões de mulheres e cerca de 98 milhões de homens, uma diferença de aproximadamente 6 milhões.
Especialistas indicam que fatores como maior exposição masculina a causas externas — incluindo acidentes e violência — ajudam a explicar esse cenário. Além disso, hábitos relacionados à saúde também influenciam: mulheres tendem a procurar mais atendimento médico e manter cuidados preventivos com maior frequência.
Apesar de, biologicamente, nascerem mais homens do que mulheres, essa proporção se inverte ao longo da vida. No Brasil, isso ocorre a partir dos 24 anos, quando a mortalidade masculina passa a impactar os números populacionais.
Outro fator relevante é a expectativa de vida, historicamente maior entre mulheres. Com o envelhecimento da população brasileira, essa diferença tende a se ampliar ainda mais.
A pesquisa também mostra variações regionais. Estados como Tocantins, Mato Grosso e Santa Catarina apresentam proporção ligeiramente maior de homens, o que pode estar relacionado ao perfil econômico local, com maior presença de atividades como agronegócio e mineração.
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