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Exame descarta ebola em paciente internado no Emílio Ribas, em São Paulo

Por Michael Andrade, da redação de O estopim | Fonte: G1 | segunda-feira (1º) de junho de 2026


Homem de 37 anos testou positivo para meningite meningocócica; caso foi investigado porque ele esteve recentemente na República Democrática do Congo.


Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Um exame realizado pelo Instituto Adolfo Lutz descartou, nesta segunda-feira (1º), a suspeita de ebola em um homem de 37 anos internado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo.


Segundo o laboratório, não foi detectado material genético do vírus Ebola na amostra coletada do paciente. O homem, no entanto, testou positivo para meningite meningocócica, diagnóstico já confirmado pelas autoridades de saúde.


O caso era investigado como suspeita de ebola porque o paciente é imigrante da República Democrática do Congo, esteve recentemente no país e apresentou sintomas compatíveis com a doença, como febre alta e rápida piora clínica.


Antes de ser transferido para o Emílio Ribas, ele foi atendido em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde apresentou febre alta e exames inconclusivos para malária. Ao chegar ao instituto, estava em estado grave, com diarreia, desorientação e piora acelerada, precisando ser intubado.


De acordo com o infectologista Raulcion Teixeira, do Emílio Ribas, o paciente está sendo tratado com antibióticos e hidratação. Pessoas que tiveram contato com ele no avião e na UPA estão sendo monitoradas.


Mesmo com o resultado negativo para ebola, representantes do Ministério da Saúde, da Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo e do Emílio Ribas se reuniram para avaliar os próximos procedimentos. Até a última atualização, não havia sido informado se será feito exame de contraprova.


A Secretaria Estadual da Saúde informou que o paciente permanece internado em isolamento, seguindo os protocolos de biossegurança.


A avaliação técnica da pasta aponta que o risco de introdução do ebola no Brasil e na América do Sul permanece muito baixo. Entre os fatores considerados estão a ausência histórica de transmissão local da doença no continente, a inexistência de voos diretos entre a região afetada e a América do Sul e a forma de transmissão do vírus.


O ebola é transmitido por contato direto com sangue, secreções, fluidos corporais ou tecidos de pessoas infectadas e sintomáticas. A pessoa infectada só transmite o vírus na fase aguda, com sintomas severos.


Os sintomas podem incluir febre alta, dor de cabeça intensa, dores musculares, fadiga, náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal. Em quadros graves, pode haver manifestações hemorrágicas, choque e falência múltipla de órgãos.


A Secretaria de Saúde de São Paulo orienta que casos suspeitos sejam comunicados imediatamente à vigilância epidemiológica municipal e ao Centro de Vigilância Epidemiológica.


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