Lula defende cultura como política de Estado e afirma que ela faz o país “enxergar mais longe”
- Michael Andrade

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Por Michael Andrade, da redação de O estopim | Fonte: Agência Brasil | domingo (31) de maio de 2026
Presidente participou do lançamento da plataforma pública de streaming Tela Brasil e também criticou privatizações realizadas no governo Bolsonaro.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, neste sábado (30), que a promoção da cultura seja tratada como uma política de Estado permanente e não apenas como uma ação de governo.
Durante o lançamento da plataforma Tela Brasil, serviço público e gratuito de streaming voltado ao audiovisual brasileiro, no Rio de Janeiro, Lula destacou a importância da cultura para a formação da sociedade e afirmou que o setor contribui para ampliar horizontes e estimular o pensamento crítico.
“Há uma coisa com a cultura que os ignorantes não gostam: a cultura ensina, a cultura abre a cabeça, abre horizontes e faz a gente enxergar um pouco mais longe, o que antes não era visível para nós”, declarou.
O presidente também ressaltou que o Brasil alcançou a marca de 16 mil Pontos de Cultura, iniciativas financiadas pelo Ministério da Cultura e desenvolvidas por entidades públicas e organizações da sociedade civil.
Durante o evento, Lula ainda fez críticas às privatizações da BR Distribuidora e da Liquigás, realizadas durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, a venda das empresas reduziu a capacidade do governo de atuar na regulação dos preços dos combustíveis e do gás de cozinha.
O presidente também destacou ações de cooperação educacional entre universidades brasileiras e países africanos e anunciou que deverá inaugurar, em junho, as novas instalações da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), em Foz do Iguaçu, no Paraná.
Ao encerrar o discurso, Lula convocou a população a participar do fortalecimento cultural do país.
“Ajudem esse país a fazer a revolução que ele não fez. A revolução cultural para que esse país, definitivamente, seja dono do seu nariz, da sua história e das suas coisas”, afirmou.
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