Mulher de 37 anos que se passava por criança passou por cinco cidades do RS antes de ser presa em SC
- Michael Andrade

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Por Michael Andrade, da redação de O Estopim | Fonte: G1 | domingo (7) de junho de 2026
Caso ganhou repercussão nas redes sociais nos últimos dias; investigada usava nome falso e dizia ser vítima de abusos para conseguir abrigo e documentos.

O caso da mulher de 37 anos presa em Santa Catarina após se passar por uma criança de 12 anos ganhou grande repercussão nas redes sociais nos últimos dias. Segundo a Polícia Civil, Amanda Maria Souza Oliveira aplicou golpes semelhantes em pelo menos cinco cidades do Rio Grande do Sul antes de ser presa em Joinville.
Amanda viveu por mais de um ano na casa de uma família em Santa Catarina usando o nome falso de Gabrielle. Após a repercussão do caso, ela confessou os crimes e teve a prisão convertida em preventiva na última quarta-feira (3).
De acordo com a Polícia Civil, a investigada passou por Porto Alegre, Cachoeirinha, Caxias do Sul, Pinto Bandeira e Passo Fundo. A suspeita se apresentava como criança ou adolescente e alegava ser vítima de abusos para conseguir moradia, alimentação, acolhimento e documentos.
Segundo o delegado André Mocciaro, da Divisão Especial da Criança e do Adolescente do Rio Grande do Sul, Amanda utilizava o próprio sistema de proteção para dar aparência de verdade à história apresentada.
Ainda conforme a polícia, Amanda ficou presa por seis meses no Rio Grande do Sul em 2021. Na época, respondia por estelionato, falsa identidade e uso de documento falso.
No mesmo ano, aos 33 anos, ela chegou a ser acolhida em um abrigo para adolescentes em Porto Alegre, onde dizia ter 11 anos. Uma perícia foi necessária para confirmar que ela era adulta.
Em 2024, Amanda tentou aplicar outro golpe em Pinto Bandeira, na Serra Gaúcha, mas o Conselho Tutelar desconfiou da versão apresentada e acionou a polícia. Ela foi autuada por uso de documento falso e liberada.

Amanda é investigada por estelionato e falsa identidade e segue presa em Joinville. A defesa informou que pretende pedir exame de sanidade mental e aguarda a conclusão da perícia para esclarecer as circunstâncias do caso.
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