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Operação prende Deolane Bezerra e mira família de Marcola em investigação sobre lavagem de dinheiro do PCC

Por Michael Andrade, da redação de O estopim - Fonte: g1 | quinta-feira (21) de maio de 2026


Ministério Público de São Paulo e Polícia Civil investigam suposto esquema de lavagem envolvendo transportadora ligada à cúpula da facção criminosa.


A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra foi presa na manhã desta quinta-feira (21), durante uma operação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e da Polícia Civil contra um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A ação também mira familiares de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, apontado como chefe da facção criminosa.


Operação prendeu influenciadora Deolane Bezerra e mira família de Marcola por lavagem de dinheiro do PCC  Foto: Reprodução
Operação prendeu influenciadora Deolane Bezerra e mira família de Marcola por lavagem de dinheiro do PCC Foto: Reprodução

A Operação Vérnix cumpriu mandados de prisão preventiva, busca e apreensão e bloqueio de bens. Segundo a investigação, o esquema envolvia uma transportadora de cargas com sede em Presidente Venceslau, no interior de São Paulo, apontada como empresa de fachada controlada pela cúpula do PCC. A companhia teria sido usada para movimentar recursos da organização criminosa e dar aparência de legalidade ao dinheiro.


Além de Deolane, foram presos Everton de Souza, conhecido como “Player”, apontado como operador financeiro da organização, e Paloma Sanches Herbas Camacho, sobrinha de Marcola, que está em Madri, na Espanha. Também são alvos da investigação Alejandro Camacho, irmão de Marcola, e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, sobrinho dele, que estaria na Bolívia, segundo a polícia. Marcola e Alejandro, que já estão presos na Penitenciária Federal de Brasília, serão comunicados sobre a nova ordem de prisão preventiva.


De acordo com o g1, Deolane passou as últimas semanas em Roma, na Itália, e chegou a ter o nome incluído na lista da Difusão Vermelha da Interpol. A influenciadora retornou ao Brasil na quarta-feira (20). Nesta quinta, agentes cumpriram mandados de busca e apreensão na casa dela, em Barueri, e em outros endereços ligados à investigada. O influenciador digital Giliard Vidal dos Santos, considerado filho de criação por Deolane, e um contador também foram alvos de busca e apreensão.


A investigação aponta que Everton de Souza aparece em mensagens interceptadas dando orientações sobre a distribuição de dinheiro da transportadora controlada pela família de Marcola e indicando contas de destino. Por isso, ele é apontado como operador financeiro da organização. Outros dois alvos de prisão estariam fora do país: Paloma Sanches Herbas Camacho, na Espanha, e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, na Bolívia.


A Justiça também determinou o bloqueio de 39 veículos avaliados em mais de R$ 8 milhões e de R$ 357,5 milhões em valores e bens dos investigados. Em nome de Deolane Bezerra, foi determinado o bloqueio de R$ 27 milhões, valor que, segundo a investigação, não teve origem comprovada e apresenta indicativos de lavagem de dinheiro.


A apuração começou em 2019, após a Polícia Penal apreender bilhetes e manuscritos com dois presos na Penitenciária II de Presidente Venceslau. O material deu origem a inquéritos sucessivos que revelaram diferentes camadas da estrutura investigada. Um dos trechos mencionava uma “mulher da transportadora”, que teria levantado endereços de agentes públicos para subsidiar ataques planejados pela facção. A partir dessa informação, os investigadores chegaram à empresa de cargas que passou a ser analisada como possível braço financeiro do grupo.


Em 2021, a Operação Lado a Lado revelou movimentações financeiras incompatíveis, crescimento patrimonial sem lastro econômico suficiente e uso da transportadora para lavagem de dinheiro. A apreensão do celular de Ciro Cesar Lemos, apontado como operador central do esquema e atualmente foragido, ampliou as investigações. Segundo o MP e a Polícia Civil, o aparelho continha informações sobre pagamentos, compra de caminhões e movimentação de recursos ligados à cúpula do PCC.


Ainda conforme a investigação, imagens de depósitos que favoreceriam contas de Deolane Bezerra e Everton de Souza foram encontradas no celular de Ciro Cesar Lemos. Os valores seriam provenientes da empresa Lopes Lemos Transportes, também citada como Lado a Lado Transportes, e teriam como destino Marcola, Alejandro Camacho e familiares.


O inquérito aponta que Deolane teria recebido, entre 2018 e 2021, R$ 1.067.505 em depósitos fracionados abaixo de R$ 10 mil, prática conhecida como “smurfing”, usada para dificultar o rastreamento de recursos. A investigação também identificou quase 50 depósitos feitos a duas empresas ligadas à influenciadora, somando R$ 716 mil, por meio de uma empresa que se apresenta como banco de crédito.


Segundo os investigadores, não foram encontrados pagamentos ou documentos que justificassem os valores como prestação de serviços advocatícios ou empresariais. Para a polícia, a projeção pública de Deolane, a atividade empresarial formal e a movimentação patrimonial teriam sido usadas como camadas de aparente legalidade para dificultar a identificação da origem ilícita dos recursos.


Ao decretar as prisões, a Justiça de São Paulo apontou indícios de autoria e materialidade, além de risco de destruição de provas, interferência na investigação, fuga e ocultação de patrimônio. A decisão também considerou a sofisticação do grupo e o fato de alguns investigados estarem no exterior.


Procurado pelo g1, o advogado de Deolane, Luiz Imparato, disse que estava se “inteirando dos fatos”. O advogado Bruno Ferullo, que defende Marcola, também afirmou que ainda iria analisar o caso. A defesa dos demais investigados não foi localizada pela reportagem.

Foto: Reprodução


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