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Patrocínio de bets no carnaval de Olinda gera queixas de poluição visual e lixo, dizem moradores

Por Michael Andrade, da redação de O estopim - Fonte: G1 | sexta-feira (13) de fevereiro de 2026


Reportagem relata incômodo com materiais publicitários, cita questionamentos sobre ordenamento urbano e registra debate sobre limites da propaganda de casas de apostas em eventos populares.


Imagem: Reprodução
Imagem: Reprodução

Moradores e fazedores de cultura de Olinda, cidade reconhecida como Patrimônio Mundial pela Unesco desde 1982, relatam aumento da poluição visual e do lixo nas ruas durante o carnaval após o crescimento de ações publicitárias ligadas a casas de apostas. O tema foi abordado em reportagem do G1, que também registra críticas ao ordenamento da festa e a discussão nacional sobre propaganda de bets.


No Centro Histórico, a presença de marcas no entorno de pontos tradicionais do carnaval passou a ser alvo de queixas desde a retomada da festa em 2023, após a interrupção durante a pandemia. Segundo a reportagem, o retorno coincidiu com a expansão das bets no país e com aumento de investimentos do setor em publicidade.


Em Olinda, a Esportes da Sorte foi escolhida como patrocinadora oficial do carnaval no ano passado, com distribuição de itens promocionais e uso de logomarca em banners, balões e parte da decoração oficial. A reportagem aponta que parte do material publicitário utiliza poliéster, derivado de plástico, e que moradores perceberam maior volume de resíduos ao fim do dia.


A produtora cultural Beatriz Arcoverde, citada na reportagem, afirmou que sempre houve ações de publicidade na festa, mas que o volume teria crescido nos últimos anos. Ela relaciona o aumento de materiais a falhas na gestão de limpeza urbana e diz não ter visto, no ano passado, ações como o “arrastão da limpeza”, citado como prática de recolhimento mais intenso durante o período.


O G1 informou que procurou a Esportes da Sorte para comentar valores de patrocínio, mas a empresa não se posicionou. A reportagem menciona que, no ano anterior, a gestão municipal informou custo de R$ 1,6 milhão para o patrocínio oficial em Olinda. O texto registra ainda que, neste ano, a empresa foi novamente escolhida patrocinadora oficial do carnaval de Olinda e também do Recife.


A reportagem também aborda a reação de artistas ao avanço da publicidade de bets. A artista Catarina Aragão, que assina como Catarina Dee Jah, lançou em janeiro o manifesto “Bet A Feia”, em sátira ao tema, e relata ter recebido notificação extrajudicial por suposta alusão à marca patrocinadora. Ela diz que relançou a arte após alterações, com apoio jurídico.


O texto contextualiza que o debate sobre publicidade de casas de apostas ocorre no país, inclusive no Senado, onde tramita proposta para restringir esse tipo de propaganda, citando argumentos relacionados a impactos sociais e financeiros. A reportagem menciona estudo que aponta milhões de brasileiros com características de jogo de risco ou problemático em 2023.


Além da publicidade, a DW registra críticas de grupos tradicionais sobre ordenamento do carnaval, com reclamações sobre obstáculos em vias, logística e pagamentos de cachês referentes a 2025. Procurada, a Prefeitura de Olinda não respondeu aos questionamentos, segundo a reportagem.


Representantes de troças e blocos citados apontam que o aumento do custo do carnaval no período pós-pandemia ampliou a dependência de patrocínios privados para garantir a saída de agremiações. Organizadores ouvidos afirmam que o problema central não seria a existência de patrocínio, mas a ausência de regras e controle para evitar poluição visual, excesso de material e impactos na cidade histórica.


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