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Muito além dos tradicionais pierrôs e colombinas, Pernambuco aprendeu a desenhar seus próprios personagens carnavalescos.



Entre La Ursas, Caretas, Papangus e o tradicional Homem da Meia-Noite, o Carnaval pernambucano é conhecido por misturar brincadeiras de origem europeia a influências afro-indígenas, criando personagens e folguedos que ajudam a compor a identidade do estado.



Talvez hoje o mais famoso nacionalmente, o Homem da Meia-Noite tem 4 metros de altura e apareceu pela primeira vez em 1932, inspirado em bonecos europeus. Sai pontualmente à meia-noite do sábado ao som de frevo, clarins e fogos de artifícios para anunciar a abertura oficial do Carnaval em Olinda.


Disputando o quesito popularidade com o Homem da Meia Noite, a La Ursa dá as caras na praia de Boa Viagem e nos bairros do Grande Recife semanas antes do Carnaval. Com máscaras de papel machê em formato de urso que cobrem todo o rosto, e roupas volumosas que simulam movimento e imponência, a La Ursa percorre as ruas cantando a seguinte frase “A la ursa quer dinheiro, quem não der é pirangueiro”.


A brincadeira, conduzida ao som de tambores e pandeiros, envolve pedidos de contribuição financeira ao público, provocando risos, sustos e encantamento. Já na Zona da Mata pernambucana, o Caboclo de Lança é protagonista do Maracatu Rural. Em cortejo ritualizado, ele atravessa a cidade com uma indumentária de cerca de 30 kg, composta por lança ornamentada, gola bordada com lantejoulas e espelhos, além do chapéu enfeitado com fitas coloridas.


O figurino imponente e colorido cruzou fronteiras e inspirou até fantasia no Baile da Vogue. No carrossel acima, apresentamos 10 personagens emblemáticos do Carnaval de Pernambuco, que permanecem vivos e alegram foliões em uma das maiores celebrações carnavalescas do país.


Tem algum personagem do Carnaval na sua cidade que merece ser mais conhecido? Conta pra gente!


Michael Andrade da redação de O estopim Informações: Nordestesse


O estopim - O começo da notícia!

Por Michael Andrade, da redação de O estopim - Fonte: Agência Brasil | domingo (15) de fevereiro de 2026


Conselho de Medicina Veterinária do RJ recomenda evitar aglomerações com pets e aponta riscos como estresse, hipertermia, fugas, intoxicações e irritações por produtos usados na folia.


Imagem: Rovena Rosa
Imagem: Rovena Rosa

Estresse, desconforto e até problemas graves de saúde podem acometer animais levados a blocos de rua e outros locais com grande concentração de pessoas e música alta. O alerta é do médico veterinário Alexandre Guerra, presidente da Comissão de Clínica Médica e Cirúrgica de Animais de Companhia do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio de Janeiro (CRMV-RJ), em entrevista à Agência Brasil.


Segundo Guerra, a orientação mais segura é não expor o animal a aglomerações e lembrar que o carnaval é voltado para humanos. Ele destaca que cães têm audição mais apurada e podem sofrer mais com sons intensos, como fogos, apitos, caixas de som e gritos.


O barulho excessivo pode gerar medo, estresse e crises de ansiedade. Como consequência, os animais podem apresentar agressividade ou tentar fugir, o que aumenta o risco de atropelamento, especialmente entre cães de pequeno porte. O veterinário também alerta para a maior chance de contato com outros animais em ambientes lotados, o que pode elevar o risco de conflitos.


Outro ponto de atenção é a temperatura elevada. Diferentemente das pessoas, os cães regulam a temperatura principalmente pela respiração, e a exposição ao calor e ao sol pode causar hipertermia, com possibilidade de desmaios e, em casos mais graves, morte.


A alimentação também exige cuidado. De acordo com o veterinário, é comum que tutores ofereçam aos pets alimentos comprados em barracas, prática que aumenta o risco de intoxicações e problemas gastrointestinais.


Guerra ainda chama atenção para estímulos olfativos e químicos. O olfato canino é mais sensível, e perfumes fortes, fumaça e cheiros intensos podem causar desconforto. Além disso, produtos como espumas, glitter e itens de fantasias podem provocar irritações na pele e nas mucosas, e pequenos adereços podem ser ingeridos por curiosidade.


Sobre roupas e fantasias para pets, o veterinário afirma que elas podem prejudicar a regulação térmica e causar alergias ou intoxicação, caso o animal tente se livrar do material e acabe ingerindo partes da fantasia.


A recomendação do CRMV-RJ é priorizar o bem-estar dos animais e mantê-los em ambiente seguro e tranquilo durante o período carnavalesco.


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Por Michael Andrade, da redação de O estopim - Fonte: G1 | sexta-feira (13) de fevereiro de 2026


Reportagem relata incômodo com materiais publicitários, cita questionamentos sobre ordenamento urbano e registra debate sobre limites da propaganda de casas de apostas em eventos populares.


Imagem: Reprodução
Imagem: Reprodução

Moradores e fazedores de cultura de Olinda, cidade reconhecida como Patrimônio Mundial pela Unesco desde 1982, relatam aumento da poluição visual e do lixo nas ruas durante o carnaval após o crescimento de ações publicitárias ligadas a casas de apostas. O tema foi abordado em reportagem do G1, que também registra críticas ao ordenamento da festa e a discussão nacional sobre propaganda de bets.


No Centro Histórico, a presença de marcas no entorno de pontos tradicionais do carnaval passou a ser alvo de queixas desde a retomada da festa em 2023, após a interrupção durante a pandemia. Segundo a reportagem, o retorno coincidiu com a expansão das bets no país e com aumento de investimentos do setor em publicidade.


Em Olinda, a Esportes da Sorte foi escolhida como patrocinadora oficial do carnaval no ano passado, com distribuição de itens promocionais e uso de logomarca em banners, balões e parte da decoração oficial. A reportagem aponta que parte do material publicitário utiliza poliéster, derivado de plástico, e que moradores perceberam maior volume de resíduos ao fim do dia.


A produtora cultural Beatriz Arcoverde, citada na reportagem, afirmou que sempre houve ações de publicidade na festa, mas que o volume teria crescido nos últimos anos. Ela relaciona o aumento de materiais a falhas na gestão de limpeza urbana e diz não ter visto, no ano passado, ações como o “arrastão da limpeza”, citado como prática de recolhimento mais intenso durante o período.


O G1 informou que procurou a Esportes da Sorte para comentar valores de patrocínio, mas a empresa não se posicionou. A reportagem menciona que, no ano anterior, a gestão municipal informou custo de R$ 1,6 milhão para o patrocínio oficial em Olinda. O texto registra ainda que, neste ano, a empresa foi novamente escolhida patrocinadora oficial do carnaval de Olinda e também do Recife.


A reportagem também aborda a reação de artistas ao avanço da publicidade de bets. A artista Catarina Aragão, que assina como Catarina Dee Jah, lançou em janeiro o manifesto “Bet A Feia”, em sátira ao tema, e relata ter recebido notificação extrajudicial por suposta alusão à marca patrocinadora. Ela diz que relançou a arte após alterações, com apoio jurídico.


O texto contextualiza que o debate sobre publicidade de casas de apostas ocorre no país, inclusive no Senado, onde tramita proposta para restringir esse tipo de propaganda, citando argumentos relacionados a impactos sociais e financeiros. A reportagem menciona estudo que aponta milhões de brasileiros com características de jogo de risco ou problemático em 2023.


Além da publicidade, a DW registra críticas de grupos tradicionais sobre ordenamento do carnaval, com reclamações sobre obstáculos em vias, logística e pagamentos de cachês referentes a 2025. Procurada, a Prefeitura de Olinda não respondeu aos questionamentos, segundo a reportagem.


Representantes de troças e blocos citados apontam que o aumento do custo do carnaval no período pós-pandemia ampliou a dependência de patrocínios privados para garantir a saída de agremiações. Organizadores ouvidos afirmam que o problema central não seria a existência de patrocínio, mas a ausência de regras e controle para evitar poluição visual, excesso de material e impactos na cidade histórica.


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