Pernambuco retoma monitoramento de tubarões com microchips após 11 anos
- Michael Andrade

- 3 de jun.
- 2 min de leitura
Por Michael Andrade, da redação de O estopim | quarta-feira (3)
Projeto da UFRPE prevê rastreamento de 60 tubarões e instalação de receptores em áreas do litoral com histórico de incidentes.

Pernambuco retomou o monitoramento de tubarões por meio da implantação de microchips após 11 anos sem a realização da atividade.
A iniciativa será conduzida por pesquisadores da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e tem como objetivo ampliar o conhecimento sobre o comportamento das espécies e contribuir para ações de segurança no litoral do estado.
O projeto foi oficializado após a assinatura do termo de outorga e contará com investimento de R$ 1,052 milhão para execução ao longo dos próximos dois anos.
A pesquisa prevê o rastreamento de 60 tubarões por meio de dispositivos eletrônicos capazes de fornecer informações sobre deslocamento e comportamento dos animais no litoral pernambucano.
A equipe responsável pelo projeto Ecotuba também pretende instalar 15 receptores em pontos considerados estratégicos, incluindo as praias de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, e Boa Viagem, no Recife, áreas que concentram o maior número de registros de incidentes envolvendo tubarões no estado.
Segundo os pesquisadores, a interrupção do monitoramento durante mais de uma década provocou uma redução significativa na produção de dados sobre as espécies que circulam pela costa pernambucana.
A expectativa é que as informações coletadas permitam compreender melhor os padrões migratórios dos animais e a influência de fatores ambientais, como temperatura da água, correntes marítimas e marés, sobre sua presença em áreas próximas à faixa litorânea.
A retomada do monitoramento ocorre em meio à preocupação gerada pelos recentes incidentes registrados no Grande Recife. Somente nos últimos dias, um menino de 11 anos foi atacado na Praia de Piedade e uma jovem de 19 anos sofreu um ataque na Praia de Boa Viagem.
Os pesquisadores destacam que o monitoramento não tem como objetivo afastar os animais da costa, mas ampliar o conhecimento científico sobre seu comportamento e fornecer subsídios para políticas públicas voltadas à prevenção de incidentes.
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