Trinta anos da tragédia que interrompeu o fenômeno Mamonas Assassinas
- Michael Andrade

- 2 de mar.
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Por Michael Andrade, da redação de O estopim - Fonte: Redação O Estopim | segunda-feira (2) de março de 2026
Banda viveu cerca de sete meses de sucesso nacional, mas marcou a música brasileira dos anos 1990.

Para quem viveu o início dos anos 1990, o nome Mamonas Assassinas ainda aciona uma lembrança imediata: um grupo que misturava irreverência, humor e batida pesada, cruzando o provocativo com o infantil em músicas de duplo sentido e refrões que tomaram rádios, escolas e festas pelo país.
Neste 2 de março de 2026 completam-se 30 anos do acidente aéreo que matou os integrantes da banda, episódio que chocou o Brasil e interrompeu uma carreira meteórica. Formado por Dinho, Bento Hinoto, Samuel Reoli, Júlio Rasec e Sérgio Reoli, o grupo virou fenômeno nacional em poucos meses. O sucesso, lembrado como intenso e rápido, durou cerca de sete meses e foi suficiente para consolidar a banda como um dos maiores símbolos da cultura pop brasileira daquela década.
O estilo dos Mamonas Assassinas era o rock cômico e bem-humorado, caracterizado pela mistura eclética de gêneros como pop rock, heavy metal, brega, forró, pagode e música mexicana. Com letras irreverentes, teatrais e paródias, a banda de Guarulhos (SP) criou uma identidade única nos anos 90, unindo talento musical com humor escrachado.
Com apenas um álbum lançado, em 1995, os Mamonas romperam barreiras de gênero musical e ampliaram o alcance do repertório com performances marcantes e espontaneidade fora dos palcos, em entrevistas e aparições na televisão. O resultado foi uma presença constante no cotidiano do país durante o auge do grupo.
A trajetória foi interrompida na noite de 2 de março de 1996, quando o avião em que viajavam colidiu com a Serra da Cantareira, ao norte da cidade de São Paulo, durante tentativa de pouso no Aeroporto de Guarulhos. A banda retornava de um show em Brasília. Todos os ocupantes morreram.
O velório ocorreu no Ginásio Municipal Paschoal Thomeu, em Guarulhos. Milhares de fãs passaram pelo local e acompanharam o cortejo até o cemitério, em um dos momentos de maior comoção pública ligados à música brasileira. A cobertura intensa da tragédia, com imagens repetidas em telejornais, também gerou debate sobre limites éticos na exposição de acidentes.
Três décadas depois, o legado permanece vivo em gerações diferentes, seja pela memória afetiva de quem viu o fenômeno acontecer, seja pela redescoberta constante do repertório.
Como parte das homenagens pelos 30 anos, foi anunciada uma iniciativa no Cemitério Primaveras, em Guarulhos: as famílias autorizaram a exumação e cremação dos restos mortais dos músicos, e parte das cinzas será utilizada no plantio de árvores nativas, em um memorial com identificação e QR Code para acesso a fotos, vídeos e relatos sobre a banda. As sepulturas originais serão preservadas e seguirão abertas para visitação.
No carrossel, em nosso Instagram, imagens que contam o fenômeno, a despedida e a memória que permanece.
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