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Segundo dia da Paixão de Cristo emociona público e consolida retomada da tradição em Arcoverde

Por Raul Silva para O estopim | 3 de abril de 2026



Multidão à noite em frente a prédio antigo, clima animado. Pessoas conversam e observam. Mochila rosa em destaque. Luzes de rua iluminam.
Multidão reunida no Largo do Cecora em Arcoverde, PE, para a encenação da Paixão de Cristo de 2026, organizada pela Paróquia do Livramento. O evento, um espetáculo da fé e tradição local, atrai moradores e visitantes para reviver os momentos mais emocionantes da história de Jesus Cristo. | Foto: Raul Silva/Agência O estopim+

O segundo dia de apresentações da Paixão de Cristo, promovida pela Paróquia Nossa Senhora do Livramento, emocionou o público na noite desta sexta-feira (03), em Arcoverde, e reforçou a força da encenação na programação da Semana Santa do município. Em seu segundo ano consecutivo sob a condução da paróquia, o espetáculo voltou a reunir fiéis, moradores e visitantes em uma narrativa marcada por fé, entrega coletiva e forte apelo simbólico.


A edição de 2026 foi montada em novo formato, com cenas distribuídas entre o Largo do Cecora, o prédio da antiga prefeitura e o palco principal na Praça do Livramento, no centro da cidade. A proposta ampliou o percurso dramático da encenação e aproximou ainda mais o público da narrativa, transformando diferentes espaços urbanos em cenário para uma das histórias mais marcantes da tradição cristã.


Homem com manto azul em cena teatral ilumina rosto. Fundo com luzes azul e vermelha. Figura escondida à esquerda em ambiente noturno.
Tom Lima, interpretando Jesus na encenação da Paixão de Cristo na Paróquia do Livramento, iluminado por luzes dramáticas durante a apresentação. | Foto: Raul Silva/Agência O estopim+

O espetáculo reuniu cerca de 200 pessoas, entre elenco e equipe de apoio, em uma estrutura sustentada pelo trabalho voluntário e pela mobilização da comunidade. A dramaturgia percorreu momentos centrais da vida de Jesus, começando pelo anúncio profético de João Batista, passando pelas bem-aventuranças e pela multiplicação dos pães e peixes, até chegar à crucificação, em uma construção cênica que uniu religiosidade, teatro e memória coletiva.


A dimensão desta edição também passa pelo contexto de retomada da tradição. A Paixão de Cristo voltou às ruas de Arcoverde em 2025, após cerca de dez anos sem apresentações, em um movimento que recolocou a encenação no calendário religioso e cultural da cidade.


Antes disso, uma apresentação menor, realizada em 2024 na calçada da igreja, ajudou a reacender o desejo de reconstruir a tradição em formato mais amplo. O que se viu em 2026 foi um passo além. A montagem ganhou novo alcance, maior estrutura e um percurso cenográfico mais ambicioso, consolidando a iniciativa como parte importante da vivência da Semana Santa em Arcoverde.


Um dos aspectos mais relevantes da encenação é o caráter comunitário da produção. A organização reúne fiéis, membros da própria paróquia, voluntários do ECC e do EJC, além de equipes responsáveis por cenografia, iluminação, figurino, maquiagem, efeitos sonoros e coral paroquial. A direção deste ano ficou a cargo de Pollyana, Wellinson e Felipe.


No elenco, Tom Lima voltou a interpretar Jesus pelo segundo ano consecutivo. Em entrevista a O estopim, ele resumiu o espírito da montagem ao afirmar:


“Não vai ser só um espetáculo, vai ser uma experiência com o amor de Jesus”.

Homem em traje teatral colorido sob luz azul, expressando emoção intensa. Fundo de folhas verdes e sombras, modos dramáticos.
Cena impactante da tentação de Jesus no deserto, capturando a intensidade e a dramaticidade do espetáculo teatral. | Foto: Raul Silva/Agência O estopim+

A declaração ajuda a entender a resposta do público. Mais do que uma peça encenada ao ar livre, a apresentação se constrói como experiência de fé e contemplação coletiva, em que a rua deixa de ser apenas espaço de circulação e passa a funcionar como lugar de encontro, reflexão e memória.


Ao fim da segunda noite, o que se consolida em Arcoverde não é apenas o êxito de uma apresentação. O que se afirma é a volta de uma tradição religiosa ao espaço público por meio de uma construção comunitária que mistura devoção, pertencimento e expressão cultural.


CONFIRA ABAIXO ALGUNS DOS MELHORES MOMENTOS NAS FOTOS DE RAUL SILVA DA AGÊNCIA O ESTOPIM+



A resposta do público mostra que a Paróquia Nossa Senhora do Livramento acertou ao tratar a Paixão de Cristo não como evento isolado, mas como uma experiência compartilhada de fé e cidade. Em seu segundo ano consecutivo, a encenação deixa um sinal claro de continuidade e reforça a capacidade da arte religiosa de reunir gerações em torno de uma narrativa que atravessa o tempo.


Em Arcoverde, a emoção do público nesta segunda noite confirmou que, quando tradição, comunidade e fé caminham juntas, o espetáculo ultrapassa a representação e se transforma em encontro.


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Raul Silva é jornalista e produtor de conteúdo de O estopim, com foco em cobertura de interesse público, cultura, política e sociedade.

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