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Por Michael Andrade, da redação de O estopim - Fonte: G1 | sábado (9) de maio de 2026


Medida afeta condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro e aguarda decisão do plenário do Supremo sobre constitucionalidade da norma.


Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu a aplicação da chamada Lei da Dosimetria até que o plenário da Corte analise ações que questionam a constitucionalidade da norma aprovada pelo Congresso Nacional.


Na prática, a decisão impede, por enquanto, que condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 obtenham redução de pena com base na nova legislação.


Segundo Moraes, a suspensão ocorre porque existem ações diretas de inconstitucionalidade protocoladas no STF questionando pontos da lei. O ministro argumenta que a existência dessas ações representa um “fato processual novo e relevante”, o que exige cautela e segurança jurídica até que haja uma definição definitiva da Corte.


A medida já começou a ser aplicada em execuções penais de condenados que acionaram o Supremo pedindo revisão das penas com base na nova lei. Até a publicação da reportagem de referência, ao menos dez decisões nesse sentido já haviam sido tomadas pelo ministro.


A suspensão também afeta indiretamente outros condenados pelos atos de 8 de janeiro, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que só poderão ter eventuais benefícios analisados após a decisão final do STF sobre a validade da norma.


Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no julgamento relacionado à tentativa de golpe de Estado. Na sexta-feira (9), a defesa do ex-presidente apresentou ao STF um pedido de revisão criminal, embora a solicitação não esteja diretamente vinculada à Lei da Dosimetria.


Aprovada pelo Congresso em 2025, a Lei da Dosimetria prevê redução de penas para condenados pelos atos de 8 de janeiro em determinadas circunstâncias, especialmente nos casos envolvendo crimes praticados em contexto coletivo ou de multidão.


O texto chegou a ser vetado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas o veto foi derrubado pelo Congresso Nacional na última semana, permitindo a promulgação da lei pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).


As ações que questionam a norma foram apresentadas pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e pela federação PSOL-Rede.


Entre os pontos questionados estão dispositivos que permitem que crimes contra o Estado Democrático de Direito praticados “no mesmo contexto” deixem de ter penas somadas, além da possibilidade de redução de pena em crimes cometidos em meio a multidões.


As entidades argumentam que a legislação enfraquece a proteção ao Estado Democrático de Direito e compromete o sistema penal brasileiro.


Na decisão, Moraes também determinou que a Presidência da República e o Congresso Nacional prestem informações sobre a lei no prazo de cinco dias. Depois disso, a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Advocacia-Geral da União (AGU) terão três dias para se manifestar.


A decisão do STF sobre a constitucionalidade da Lei da Dosimetria ainda não tem data definida para julgamento.


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Por Michael Andrade, da redação de O estopim - Fonte: G1 | terça-feira (10) de março de 2026


Decisão atendeu a pedido da Procuradoria-Geral da República, que apontou falta de provas para sustentar a investigação.


Imagem: Reprodução
Imagem: Reprodução

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (10) o arquivamento do inquérito que investigava o empresário Elon Musk, dono e CEO da rede social X, por supostas condutas relacionadas ao funcionamento da plataforma no Brasil.


Musk era investigado por possível prática dos crimes de obstrução à Justiça, inclusive em organização criminosa, e incitação ao crime. A decisão de Moraes atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), apresentado na última semana, que defendeu o encerramento da apuração por falta de provas.


De acordo com o procurador-geral da República, Paulo Gonet, os elementos reunidos durante a investigação não foram suficientes para demonstrar que a atuação da rede X tenha ocorrido de forma intencional contra a autoridade do Poder Judiciário brasileiro.


Na avaliação da PGR, os episódios de descumprimento de decisões judiciais foram classificados como falhas operacionais, que acabaram sendo corrigidas posteriormente, sem comprovação de ação deliberada para afrontar o Supremo.


O inquérito havia sido aberto em abril de 2024, após declarações públicas de Elon Musk com críticas a decisões tomadas por Alexandre de Moraes no âmbito de investigações conduzidas pelo STF. Na ocasião, o empresário também ameaçou reativar perfis de usuários da plataforma que haviam sido bloqueados por ordem judicial.


Nos últimos anos, Moraes determinou o bloqueio de contas em redes sociais de investigados, especialmente apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, sob o argumento de que os perfis estariam sendo usados para disseminar desinformação, discurso de ódio e ataques às instituições democráticas.


Com o arquivamento, a investigação é formalmente encerrada, sem apresentação de denúncia contra Elon Musk.


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Por Michael Andrade, 15 de janeiro de 2026



Ex-presidente deixará a Superintendência da PF no DF e ficará em Sala de Estado-Maior no 19º Batalhão da PMDF; decisão autoriza assistência médica 24 horas, fisioterapia e visitas de familiares, mas nega pedido de smart TV.


O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em setembro de 2025 Imagem: Sergio Lima
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em setembro de 2025 Imagem: Sergio Lima


O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (15) a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) da Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal para o Núcleo de Custódia da Polícia Militar do DF, no 19º Batalhão da PMDF, unidade conhecida como “Papudinha”, localizada no Complexo Penitenciário da Papuda.


Segundo informações divulgadas pelo STF, Bolsonaro deverá ser alocado em uma Sala de Estado-Maior. A Corte informou ainda que a acomodação é do mesmo padrão das utilizadas por Anderson Torres e Silvinei Vasques, mas será destinada exclusivamente ao ex-presidente.



Assistência médica, fisioterapia e outras autorizações


Na decisão, Moraes autorizou que Bolsonaro tenha assistência integral, 24 horas, por médicos particulares previamente cadastrados, além de atendimento do sistema penitenciário em regime de plantão. Também foi permitido o deslocamento imediato a hospitais em caso de urgência, com a obrigação de comunicação ao STF no prazo estabelecido.


O ex-presidente poderá realizar sessões de fisioterapia nos dias e horários indicados pela equipe médica, mediante cadastramento do profissional e comunicação ao Supremo. A decisão também prevê adaptações e itens relacionados ao tratamento, como grades de proteção e barras de apoio na cama, além da possibilidade de instalação de equipamentos de fisioterapia, como esteira e bicicleta.


Moraes autorizou ainda visitas semanais da esposa e filhos, assistência religiosa e autorização para leitura. Por outro lado, o ministro negou o pedido de acesso a smart TV.


Outra determinação é que Bolsonaro seja submetido a uma junta médica oficial, composta por médicos da própria PF, para avaliação do quadro clínico e das necessidades durante o cumprimento da custódia.


Como é a “Papudinha”


A “Papudinha” é o nome pelo qual ficou conhecido o Núcleo de Custódia da PMDF dentro do Complexo da Papuda. Em publicação oficial, o STF informa que o espaço é destinado a militares e também a civis com direito à Sala de Estado-Maior, conforme previsto em lei. A unidade é fiscalizada pela Vara de Execuções Penais (VEP).



Reportagens sobre a estrutura apontam que o prédio tem capacidade para cerca de 60 presos e possui oito celas em formato de alojamentos coletivos, com áreas como banheiro e espaços de apoio, e que as instalações passaram por reforma em 2020.


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