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O presidente da Câmara de Vereadores de Arcoverde, Luciano Pacheco, publicou um vídeo de cerca de um minuto em que reage ao pedido de cassação que tramita contra ele, acusa a autora da denúncia de ter interesses políticos e comerciais no embate e exibe documentos de empenho ligados a órgãos da administração municipal. A gravação, divulgada na noite de segunda-feira, 4 de maio, intensifica uma disputa que já mistura denúncia por suposto exercício irregular da advocacia, guerra de versões, questionamentos sobre rito interno da Casa e uma nova sessão extraordinária marcada para esta terça-feira, 5 de maio, às 19h.


Por Raul Silva para O estopim | 5 de maio de 2026


Político fala ao microfone em uma sala com bandeiras ao fundo. Tela exibe votos; crucifixo na parede. Ele parece enfático.
Luciano Pacheco, presidente da Câmara de Vereadores de Arcoverde | Foto: Reprodução

A fala de Luciano parte de uma pergunta. Segundo ele, é preciso entender por que alguém pediria a cassação de seu mandato. Em seguida, o vereador cita Mércia Cavalcante de Lira Lumba e sustenta haver possíveis irregularidades em contratos da livraria Lira Cultural com órgãos do município, entre eles a Secretaria de Assistência Social, a AESA e a Secretaria de Educação.


Documento textual com informações financeiras e administrativas. Texto circulado: secretaria, data, valor empenhado, onde é e nome.
Empenho apresentado por Luciano Pacheco em vídeo | Foto: Reprodução

Na parte final, o vídeo passa a exibir imagens de empenhos e registros administrativos. Luciano usa o material para sustentar que existe conflito de interesses e afirma que a autora da denúncia não poderia contratar com o município por ter vínculo familiar com integrante da gestão. A acusação é grave, mas, até a manhã desta terça-feira, não havia resposta pública das pessoas citadas no vídeo nem posicionamento formal da Prefeitura de Arcoverde sobre o tema.


Documento financeiro com texto em português. Destaques em vermelho incluem "AESA," nome, data (07/10/2025) e valor (R$ 1.683,00). Emoção neutra.
Empenho apresentado por Luciano Pacheco em vídeo | Foto: Reprodução

O movimento tem peso político evidente. Em vez de se limitar à defesa jurídica sobre o mérito da denúncia que atinge seu mandato, Luciano tenta abrir uma frente paralela de desgaste contra a denunciante e contra a administração municipal.


Tabela com texto sobre subsídio para manutenção de espaço cultural. Valor destacado: R$ 6.000,00. Fundo branco com texto preto.
Empenho apresentado por Luciano Pacheco em vídeo | Foto: Reprodução

O caso ganhou corpo no início de abril, quando foi protocolado pedido de cassação contra Luciano Pacheco. A denúncia sustenta que ele teria exercido atividade privativa de advogado enquanto já ocupava a presidência da Câmara de Arcoverde, o que os denunciantes tratam como incompatível com o cargo.


Segundo documentos e relatos, os fatos centrais apontados na denúncia estão concentrados entre 28 e 30 de abril de 2025. A acusação cita presença de Luciano em cartório da 4ª Vara Criminal da Comarca de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, para acesso a mídias de processo, além de registro de atuação em sessão do Tribunal do Júri na defesa de um acusado. Para os denunciantes, a sequência indica exercício efetivo da advocacia quando ele já estava impedido por exercer função na Mesa Diretora do Legislativo.


A base legal invocada é o artigo 28, inciso I, do Estatuto da Advocacia, que trata da incompatibilidade do exercício da advocacia por membros da Mesa do Poder Legislativo. A denúncia também resgata questionamentos antigos sobre episódio semelhante em 2010, quando Luciano já havia presidido a Câmara.


Luciano nega irregularidade. Sua linha de defesa foi apresentada em etapas. Primeiro, afirmou que a ofensiva tem motivação política e ligação com seu rompimento com o grupo do prefeito Zeca Cavalcanti. Depois, passou a sustentar que houve falhas regimentais na tramitação interna da denúncia.


Em meados de abril, ele divulgou vídeo afirmando que os próprios vereadores tiveram de anular atos iniciais do processo, entre eles a leitura da denúncia e o sorteio da comissão de avaliação realizados em 6 de abril. Segundo Luciano, a movimentação teria sido conduzida de forma atabalhoada e sem respeito ao Regimento Interno e à Lei Orgânica do Município.


Mais adiante, ao final da sessão de 27 de abril, acrescentou outro eixo à defesa. Disse que a OAB Pernambuco arquivou denúncia sobre seu exercício profissional e que o Ministério Público de Pernambuco também não apontou ilícito penal. Segundo a versão do vereador, o compromisso jurídico no Rio de Janeiro era anterior à sua posse como presidente da Câmara e o que houve foi apenas o cumprimento de obrigação processual já assumida, sem captação de novos clientes.


A defesa de Mércia Lira rebateu esse argumento. Em nota pública, o advogado Tércio Soares Belarmino afirmou que Luciano tenta confundir a opinião pública ao vincular o arquivamento de um procedimento a outro caso distinto. Segundo ele, a representação disciplinar apresentada pela denunciante à subseção da OAB em Arcoverde foi encaminhada ao Tribunal de Ética e Disciplina da OAB Pernambuco e continuaria sem relação direta com a narrativa de absolvição apresentada pelo presidente da Câmara.


Esse ponto é central porque revela o tamanho da disputa. Já não se discute apenas o fato original, mas também qual versão documental prevalece. Em outras palavras, o caso deixou de ser apenas uma apuração sobre eventual incompatibilidade funcional e virou uma batalha sobre credibilidade, rito, competência institucional e opinião pública.


A denúncia não ficou restrita ao protocolo. Ela explodiu dentro do plenário. Em 6 de abril, a Câmara viveu uma sessão marcada por tumulto, interrupções e forte embate entre Luciano e vereadores da base governista. Naquele episódio, a denúncia foi recebida por nove votos a zero, depois de o vice-presidente Claudelino Costa conduzir a apreciação em meio a microfones desligados, acusações de manobra política e troca de ofensas entre grupos rivais.


No sorteio realizado na sessão extraordinária de 6 de abril, a comissão foi formada por Heriberto do Sacolão, João Taxista e Rodrigo Rôa. Luciano reagiu dizendo que a tramitação seria judicializada. Claudelino, por sua vez, sustentou que o presidente da Casa, por ser o investigado, não poderia conduzir os atos da própria apuração. 


O clima seguiu em escalada nas semanas seguintes e o caso transformou-se em crise institucional. A disputa extrapolou o campo técnico e passou a reorganizar as forças políticas da Câmara, com reflexos diretos na relação entre Luciano e o governo municipal.


Rua com prédios, bandeiras e céu azul. Pessoas andam na calçada. Criança em triciclo. Placa "Doe Sangue" visível. Igreja ao fundo.
Câmara de Vereadores de Arcoverde | Foto: Reprodução/Redes Sociais

Para a noite desta terça-feira, 5 de maio, a Câmara marcou sessão extraordinária destinada à leitura e votação do parecer da comissão prévia sobre a admissibilidade da denúncia. O rito é decisivo. Se a maioria aceitar o parecer favorável ao prosseguimento, será necessário um novo sorteio para formação de comissão processante. Se a admissibilidade cair, a tentativa de abertura formal do processo sofre novo revés político.


Até a publicação desta matéria, não havia resultado da sessão porque o encontro estava previsto para as 19h, horário de Brasília. O que já se sabe é que o ambiente chega contaminado por semanas de acusações cruzadas, documentos expostos em redes sociais e disputa aberta entre o presidente da Câmara, seus pares e setores da gestão municipal.


Há, neste momento, pelo menos quatro planos simultâneos em curso. O primeiro é o plano jurídico, sobre a existência ou não de incompatibilidade entre o mandato de presidente da Câmara e a atuação de Luciano no processo do Rio de Janeiro. O segundo é o plano regimental, que envolve a validade dos atos praticados no Legislativo municipal. O terceiro é o plano político, marcado pelo rompimento de Luciano com o grupo governista e pela tentativa de reorganização de maioria na Casa. O quarto é o plano comunicacional, no qual vídeos, notas e documentos passaram a ser usados como instrumentos de convencimento e pressão.


O vídeo publicado agora se insere exatamente nesse quarto plano, mas busca influenciar todos os outros. Ao atacar a autora da denúncia, Luciano tenta enfraquecer a legitimidade política do processo. Ao mostrar empenhos, tenta produzir suspeição sobre quem o acusa. Ao escolher a linguagem direta das redes, fala menos para os autos e mais para a opinião pública.


A sessão desta noite tende a definir o próximo capítulo, mas não deve encerrar o caso. Seja qual for o resultado, a tendência é de continuidade da disputa em mais de uma frente. Se a denúncia avançar, a pressão sobre Luciano aumentará e o processo ganhará novo peso político. Se recuar, aliados do presidente tratarão o desfecho como prova de perseguição frustrada. Em qualquer cenário, a judicialização permanece como caminho provável.


No centro de tudo está uma questão maior do que o destino individual de um vereador. A Câmara de Arcoverde vive uma crise de autoridade, de rito e de confiança pública. E, quando o plenário vira extensão da guerra política, o prejuízo deixa de ser apenas dos envolvidos. Passa a ser da instituição.


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Raul Silva é jornalista, escritor e produtor de conteúdo de O estopim. Atua com reportagem, análise política e cobertura de temas de interesse público, com foco em contexto, apuração e impacto social.

Por Raul Silva para O estopim | 19 de Abril de 2026




A nomeação de Raquel Vytorya Alves Costa para o cargo comissionado de oficial de gabinete na Secretaria de Serviços Públicos e Meio Ambiente da Prefeitura de Arcoverde abriu uma nova frente de desgaste político no município. O caso ganhou repercussão depois da circulação, nas redes sociais, de imagens que associam a nomeada ao vereador Claudelino Costa e levantam dúvidas sobre a compatibilidade entre o exercício da função pública e a rotina acadêmica atribuída a ela em Petrolina. O ponto central da controvérsia é simples e objetivo: houve nomeação regular com efetiva prestação de serviço ou o município precisa explicar melhor uma contratação que hoje opera sob suspeita pública?


Homem de terno fala em um púlpito com microfone. Bandeiras coloridas ao fundo. Ambiente de cerimônia oficial. Expressão séria.
Vereador Claudelino Costa | Fonte: site da Câmara de Vereadores de Arcoverde

O que mostram os documentos


O primeiro material que circula nas redes apresenta a denúncia em tom político e pede investigação. O segundo é mais relevante do ponto de vista documental. Trata-se de uma reprodução da Portaria nº 508/2025, atribuída à Prefeitura de Arcoverde, que nomeia Raquel Vytorya Alves Costa como oficial de gabinete, símbolo CC10, lotada na Secretaria de Serviços Públicos e Meio Ambiente, com efeitos a partir de 1º de junho de 2025.


A existência da portaria, por si só, comprova a nomeação. Não comprova, porém, eventual irregularidade. Para que a discussão avance do terreno político para o campo jurídico e administrativo, é necessário responder a perguntas que ainda seguem em aberto: qual era a rotina de trabalho da nomeada, onde ela exercia as funções, quem chefiava diretamente sua atuação, quais atividades eram desempenhadas e de que forma o município controlava presença, produtividade e compatibilidade de horários.


Documento oficial da Prefeitura de Arcoverde nomeia Raquel Vytorya Alves Costa como oficial de gabinete. Data: 6 de junho de 2025.
Portaria que nomeia Raquel Vytorya Alves Costa para o cargo comissionado de oficial de gabinete na Secretaria de Serviços Públicos e Meio Ambiente da Prefeitura de Arcoverde abriu uma nova frente de desgaste político no município. | Foto: Reprodução/Redes Sociais

Vínculo familiar e trajetória acadêmica entram no foco


O caso chama atenção porque o perfil oficial de Claudelino Costa na Câmara Municipal de Arcoverde informa que o vereador é pai de Raquel Vitória Alves Feitoza Costa. Em documentos públicos da Universidade Federal do Vale do São Francisco, aparece o nome Raquel Vytorya Alves Costa em listagens do processo seletivo de Medicina no campus de Petrolina. A diferença na grafia e na composição do sobrenome não elimina a necessidade de checagem fina, mas indica um vínculo nominal suficientemente próximo para justificar a cobrança pública por esclarecimentos formais.


A repercussão política nasce justamente desse cruzamento. De um lado, uma nomeação comissionada no Executivo municipal. De outro, a informação de que a filha do vereador teria vínculo acadêmico em um curso de tempo integral fora de Arcoverde. Entre uma ponta e outra, surge a suspeita que precisa ser tratada com método: é possível compatibilizar as duas situações de forma legal e comprovável ou há indícios de nomeação sem efetivo exercício?


O que está comprovado e o que ainda é alegação


Até aqui, há três camadas distintas de informação.


  1. A primeira é comprovada documentalmente: a nomeação para cargo comissionado existe e o nome de Raquel Vytorya Alves Costa consta em documentos públicos ligados ao curso de Medicina da Univasf em Petrolina.

  2. A segunda é plausível, mas ainda incompleta: a associação familiar com o vereador Claudelino Costa, amplamente mencionada nas redes e compatível com informações públicas disponíveis sobre a família do parlamentar.

  3. A terceira é a mais sensível e, neste momento, não está demonstrada por prova pública suficiente: a afirmação de que a servidora não exerceria de fato a função, residiria permanentemente fora do município ou teria sido beneficiada por um arranjo político para ocupação do cargo.


Essas hipóteses podem até ser verdadeiras, mas ainda dependem de documentação adicional, manifestação oficial e eventual investigação por órgãos de controle.



O que diz a legislação


A Constituição determina que a administração pública deve obedecer aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. No debate político, esses cinco eixos resumem a obrigação mínima de qualquer prefeitura ao nomear cargos comissionados.


No plano jurídico, o tema também exige precisão. Nem toda nomeação de parente de agente político configura automaticamente nepotismo. A vedação pode alcançar nomeações diretas e também situações de nepotismo cruzado, quando há troca de favores entre autoridades. Mas, para isso, é preciso demonstrar o contexto da nomeação, a relação de influência e o eventual benefício recíproco. Do mesmo modo, depois das mudanças na Lei de Improbidade Administrativa, não basta apontar estranheza política. É preciso demonstrar conduta dolosa e lesão concreta aos deveres da administração.


Por isso, juridicamente, a pergunta mais forte no caso de Arcoverde talvez não seja apenas se houve nepotismo. A pergunta mais relevante é outra: houve prestação efetiva do serviço público pago pelo município? Se a resposta for positiva e estiver documentada, a controvérsia muda de patamar. Se a resposta for negativa, o caso deixa de ser apenas um embate político e pode entrar na seara de controle interno, Ministério Público e Tribunal de Contas.


Homem sorrindo segura microfone sob tenda. Dois adultos ao fundo, um aplaudindo. Todos usam roupas claras. Ambiente alegre.
Prefeito Zeca Cavalcanti | Foto: Reproduçao/Blog do Jamildo

O ponto cego da gestão


Toda crise administrativa nasce menos do documento inicial e mais da falta de explicação posterior. Se a prefeitura dispõe de registros funcionais, relatórios, chefia imediata identificada e comprovação de atividade, deveria apresentá-los com rapidez. Se o vereador não participou de qualquer articulação para a nomeação, também lhe interessa esclarecer isso publicamente. Se a servidora desempenhou o cargo dentro da legalidade, o ônus da transparência recomenda que a gestão demonstre como essa rotina ocorreu.


Sem essas respostas, o caso permanece em uma zona cinzenta. E zona cinzenta, em política municipal, raramente fica neutra por muito tempo. Ela vira combustível para oposição, desgaste para a base governista e descrédito para a administração.


O contexto político de Arcoverde


O episódio não surge em ambiente calmo. Claudelino Costa já aparece no noticiário local em meio a outras controvérsias políticas, o que aumenta o impacto de qualquer nova denúncia ligada ao seu entorno. Nesse cenário, a nomeação da filha em cargo comissionado não é lida apenas como um ato administrativo. Ela passa a ser interpretada como um teste sobre a disposição da Prefeitura de Arcoverde e da Câmara Municipal para enfrentar temas incômodos envolvendo aliados, parentes e cargos de confiança.


A questão institucional, portanto, vai além de um nome. O que está em disputa é a capacidade do poder público de demonstrar que os cargos comissionados cumprem função real, têm controle mínimo e não são moeda de acomodação política.



O que precisa ser respondido agora


Há um conjunto objetivo de perguntas que precisa ser enfrentado pela gestão municipal e pelos agentes citados no caso:


  • Qual foi a justificativa técnica para a nomeação?

  • Quais eram as atribuições concretas do cargo de oficial de gabinete?

  • Quem era a chefia imediata da servidora?

  • Como a prefeitura controlava frequência, presença e entrega das atividades?

  • Havia compatibilidade entre eventual rotina acadêmica fora de Arcoverde e o exercício do cargo?

  • O vereador Claudelino Costa teve participação direta ou indireta na indicação?


Enquanto essas perguntas não forem respondidas com documentos, a crise seguirá aberta.


Entre a denúncia e a prova


O debate público tem o direito de suspeitar. O jornalismo tem o dever de separar suspeita de prova. No caso de Arcoverde, o material disponível até aqui é suficiente para justificar uma reportagem, uma cobrança formal e eventual apuração por órgãos de controle. Ainda não é suficiente para cravar, sem ressalvas, a prática de improbidade administrativa.


Isso não reduz a gravidade do episódio. Pelo contrário. Mostra que a gestão e os agentes políticos citados precisam sair do silêncio e apresentar fatos verificáveis. Quando uma nomeação reúne parentesco político, cargo comissionado e dúvidas sobre o efetivo exercício da função, a resposta institucional não pode ser a espera. Precisa ser a transparência.


O estopim identificou, em buscas públicas, documentos que sustentam a existência da nomeação e do vínculo acadêmico mencionado no debate, mas não localizou, até a publicação deste texto, esclarecimentos públicos específicos da Prefeitura de Arcoverde, do vereador Claudelino Costa ou da própria Raquel Vytorya Alves Costa sobre a compatibilidade entre o cargo, a rotina funcional e a situação acadêmica apontada no caso.


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Raul Silva é jornalista e produtor de conteúdo de O estopim. Atua na cobertura de política, transparência pública e temas de interesse coletivo com foco em apuração, contexto e responsabilidade editorial.



Por Michael Andrade, da redação de O estopim | 9 de março de 2026


A Prefeitura de Arcoverde realiza nesta terça-feira (10) o evento “Arcoverde por Elas”, uma ação voltada para o público feminino que vai reunir serviços, atividades culturais, orientações e atendimentos gratuitos para a população.


Imagem: Divulgação
Imagem: Divulgação

A programação acontece a partir das 13h, na Praça da Bandeira (Bandeirante), e contará com a participação de diversas secretarias municipais.


Entre as pastas envolvidas estão as secretarias da Mulher, Desenvolvimento Econômico, Assistência Social, Saúde, Educação e Turismo, Esportes e Eventos.


Durante o evento serão oferecidos diversos serviços voltados à cidadania, saúde e assistência social, além de atividades culturais e momentos de diálogo sobre temas relacionados aos direitos das mulheres.


Na área social, o público poderá acessar serviços como CadÚnico, emissão de RG (1ª e 2ª via), ID Jovem, passe livre e carteira do idoso, além de orientações sobre direitos da mulher e encaminhamentos para serviços da rede de proteção.


A programação também inclui rodas de conversa com o tema “Elas por Elas”, abordando assuntos como violência contra a mulher, liderança feminina e protagonismo social.

Na área da saúde, serão disponibilizados atendimentos como auriculoterapia, ventosaterapia, testagem rápida para ISTs, avaliação nutricional e vacinação.


A Secretaria da Mulher também estará presente oferecendo assessoria jurídica, atendimento com assistente social, plantão psicológico e apoio da Patrulha Maria da Penha, além de orientações para solicitação de medidas protetivas.


O evento ainda contará com apresentações culturais, shows musicais e espaço aberto para manifestações artísticas e culturais.



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