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Ação no caso Americanas cumpre nove mandados no Rio e em São Paulo; Justiça autorizou sequestro de bens dos investigados.


Por Raul Silva para O estopim | 25 de junho de 2026



Fachada da Americanas em meio à investigação da Polícia Federal sobre suposta fraude contábil de R$ 54 bilhões
Lojas Americanas de Arcoverde PE - Praça da Bandeira, 10 - Centro, Arcoverde - PE, 56506-590 | Foto: Reprodução

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira, 25 de junho de 2026, a segunda fase da Operação Disclosure, que investiga supostas fraudes contábeis na Americanas estimadas em aproximadamente R$ 54 bilhões. A ação é realizada em conjunto com o Ministério Público Federal e cumpre nove mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em São Paulo.


Segundo a PF, os mandados incluem buscas pessoais. A 10ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro também determinou o sequestro de bens e valores em nome dos investigados até o limite de R$ 54 bilhões.


A investigação aponta que os suspeitos teriam conhecimento de supostas fraudes contábeis praticadas ao longo de anos. Os fatos investigados envolvem operações de risco sacado e contratos de verba de propaganda cooperada, conhecidos como VPC, supostamente contabilizados sem lastro econômico.


As apurações indicam, em tese, crimes de manipulação de mercado e associação criminosa. Até a última atualização desta matéria, a nota oficial da PF não divulgava os nomes dos alvos da segunda fase.


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Embora a PF não tenha identificado os investigados na nota oficial, a Gazeta do Povo informou que Jorge Paulo Lemann e Carlos Alberto Sicupira estão entre os alvos da ação. O ICL Notícias também publicou que Lemann e Sicupira foram alvos de busca e apreensão nesta fase.


Esse ponto exige cautela. A identificação feita por veículos de imprensa não substitui a manifestação oficial dos órgãos de investigação nem equivale a condenação. A apuração segue em andamento, e os citados têm direito ao contraditório e à presunção de inocência.


A primeira fase da Operação Disclosure foi deflagrada em 27 de junho de 2024 para apurar a participação de ex-diretores da Americanas em fraudes contábeis que, segundo fato relevante divulgado pela própria companhia, chegavam a R$ 25,3 bilhões. Naquela etapa, a PF cumpriu dois mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão no Rio de Janeiro.


Na primeira fase, a Justiça Federal também determinou o sequestro de bens e valores de ex-diretores que somavam mais de R$ 500 milhões. A investigação contou com apoio técnico da Comissão de Valores Mobiliários.


A PF afirmou, em 2024, que o caso envolvia suspeitas de risco sacado, VPCs inexistentes, manipulação de mercado, uso de informação privilegiada, associação criminosa e lavagem de dinheiro.


Risco sacado é uma operação financeira em que a varejista antecipa o pagamento a fornecedores por meio de bancos. O problema investigado pela PF é se essas operações teriam sido usadas de forma irregular na contabilidade da companhia.


VPC é a sigla para verba de propaganda cooperada, um incentivo comercial comum no varejo. No caso Americanas, a PF investiga se contratos de VPC teriam sido registrados sem lastro econômico, ou seja, sem correspondência real com operações comerciais válidas.


A Americanas afirmou anteriormente que foi vítima de fraude praticada pela antiga diretoria e que confiava nas autoridades para responsabilizar judicialmente os envolvidos.


Em manifestações anteriores, acionistas de referência negaram envolvimento na fraude e disseram confiar nas autoridades. Até a conclusão desta matéria, O estopim não havia localizado manifestação pública específica dos citados sobre a segunda fase deflagrada nesta quinta-feira.


A segunda fase eleva a pressão sobre um dos maiores escândalos corporativos do país. O salto da estimativa investigada, de R$ 25,3 bilhões na primeira fase para cerca de R$ 54 bilhões agora, amplia as dúvidas sobre a governança da companhia, a atuação de auditorias, a fiscalização do mercado e o papel de bancos e administradores no período investigado.


O caso também expõe uma questão de interesse público: como uma companhia listada em Bolsa, com auditoria, conselho, bancos credores e obrigação de transparência ao mercado, acumulou suspeitas desse tamanho sem que o problema fosse detectado antes.


O que acontece agora


A PF deve analisar documentos, celulares, computadores e demais materiais apreendidos. O MPF poderá pedir novas diligências, oferecer denúncia ou arquivar partes da apuração, conforme o conjunto de provas.


Os bens sequestrados permanecem vinculados ao processo, dentro do limite autorizado pela Justiça. A medida não significa condenação, mas busca preservar valores para eventual reparação futura, caso a responsabilidade criminal seja comprovada.


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Raul Silva é jornalista e produtor de conteúdo de O estopim. Atua na cobertura de política, economia, poder público e interesse social, com foco em contexto, checagem e responsabilidade editorial.

Escândalo começou com inconsistências de R$ 20 bilhões, virou investigação da PF e agora envolve suspeitas de R$ 54 bilhões.


Por Raul Silva para O estopim | 25 de junho de 2026


Imagem ilustrativa com cartões de crédito em contexto sobre a fraude contábil que abalou o varejo brasileiro
O caso veio a público em 11 de janeiro de 2023, quando a companhia informou inconsistências contábeis estimadas em cerca de R$ 20 bilhões. | Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

A fraude contábil da Americanas abalou o varejo brasileiro porque expôs, ao mesmo tempo, uma empresa centenária, bancos credores, investidores, auditorias, órgãos de controle e o mercado de capitais. O caso veio a público em 11 de janeiro de 2023, quando a companhia informou inconsistências contábeis estimadas em cerca de R$ 20 bilhões. Em 2024, a Polícia Federal tratou o episódio como a maior fraude da história do mercado financeiro brasileiro, então estimada em R$ 25,3 bilhões. Agora, com a segunda fase da Operação Disclosure, a apuração alcança supostas fraudes de aproximadamente R$ 54 bilhões.


O escândalo começou oficialmente com um fato relevante divulgado pela Americanas em janeiro de 2023. A companhia informou que havia identificado inconsistências em lançamentos contábeis ligados à conta de fornecedores e a financiamentos de compras. Na prática, dívidas que deveriam aparecer de forma clara nas demonstrações financeiras não estavam adequadamente refletidas nos balanços.


O anúncio teve efeito imediato. As ações despencaram, a confiança no caixa da empresa evaporou e a Americanas entrou em recuperação judicial poucos dias depois, com créditos estimados em R$ 43 bilhões analisados pela CVM em processos administrativos abertos naquele período.


Um dos pontos centrais da investigação é o chamado risco sacado. Esse tipo de operação é usado no varejo quando um banco antecipa ao fornecedor o valor que a empresa compradora pagaria no futuro. Em tese, é um instrumento financeiro legítimo.


O problema investigado é outro: se essas operações foram usadas para esconder endividamento e melhorar artificialmente os resultados da Americanas. A PF afirma que, na apuração, aparecem operações de risco sacado relacionadas a supostas fraudes contábeis praticadas ao longo de anos.


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Em linguagem simples, a pergunta é: a empresa comprava de fornecedores, o banco antecipava o pagamento e a dívida ficava fora do lugar correto no balanço? É isso que investigadores, peritos e reguladores buscam demonstrar com documentos, registros contábeis e mensagens internas.


Outro ponto investigado é a verba de propaganda cooperada, conhecida como VPC. No varejo, a VPC pode ser um acordo comercial legítimo entre fornecedor e lojista para financiar campanhas, exposição de produtos e ações promocionais.


No caso Americanas, a suspeita é que contratos de VPC tenham sido registrados sem lastro econômico. Ou seja, valores teriam sido contabilizados como se existissem operações reais por trás, mesmo sem correspondência concreta no caixa ou na relação comercial. A Agência Brasil, com base em nota da PF, informou que a segunda fase da Operação Disclosure investiga contratos de VPC supostamente contabilizados sem lastro econômico.


A lógica apontada pelas investigações é que dívidas poderiam ter sido escondidas e receitas ou reduções de despesas poderiam ter sido registradas de forma artificial. Isso teria melhorado indicadores financeiros, como lucro, endividamento e geração de caixa.


Esse tipo de maquiagem contábil tem efeito em cadeia. O investidor olha para números aparentemente melhores. Bancos concedem crédito avaliando uma fotografia financeira que pode estar distorcida. Executivos podem receber bônus com base em metas. Fornecedores negociam com uma empresa que parece mais saudável do que realmente é.


Por isso, o caso ultrapassa a Americanas. Ele afeta confiança, governança, auditoria, regulação e responsabilidade de administradores.


A primeira fase da Operação Disclosure foi deflagrada em 27 de junho de 2024. Naquele momento, a PF afirmou que o grupo investigado seria responsável por fraude estimada em R$ 25,3 bilhões. A operação cumpriu mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra ex-diretores da Americanas.


A segunda fase foi deflagrada em 25 de junho de 2026, em conjunto com o Ministério Público Federal. Segundo a Agência Brasil, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em São Paulo, e a 10ª Vara Federal Criminal do Rio determinou o sequestro de bens e valores de investigados até o limite de R$ 54 bilhões.


As apurações apontam, em tese, crimes de manipulação de mercado e associação criminosa. A investigação não equivale a condenação. Os citados e investigados têm direito à defesa, ao contraditório e à presunção de inocência.


A Comissão de Valores Mobiliários abriu inquéritos e processos administrativos para apurar irregularidades relacionadas às inconsistências contábeis divulgadas pela Americanas em 11 de janeiro de 2023, possível uso de informação privilegiada e atuação de auditorias independentes.


Esse ponto é central porque a Americanas era uma companhia aberta. Empresas listadas em Bolsa têm deveres de transparência com acionistas, investidores, credores e o mercado. Quando uma fraude desse tamanho aparece, a pergunta inevitável é: onde falharam os controles?


A crise levou a Americanas à recuperação judicial. O plano foi aprovado por credores em dezembro de 2023 e homologado em fevereiro de 2024, segundo a linha do tempo de Relações com Investidores da própria companhia.


Em março de 2026, a Reuters informou que a Americanas pediu à Justiça do Rio de Janeiro o encerramento da recuperação judicial, dizendo ter cumprido obrigações previstas no processo. A empresa havia buscado reestruturar cerca de R$ 43 bilhões em dívidas, vendeu ativos e fechou mais de 170 lojas no país.


A Americanas passou a sustentar que foi vítima de fraude praticada por antigos administradores. Em 2024, a Reuters informou que relatório de comitê independente apontou registros indevidos em contas de fornecedores, verbas publicitárias fictícias e operações financeiras refletidas de forma incorreta no balanço. A companhia disse que os responsáveis já não estavam na empresa e que compartilhava os achados com autoridades.

Ex-executivos citados em investigações negam irregularidades. Defesas mencionadas pela Reuters afirmaram que acusações eram baseadas em premissas não provadas ou que os investigados colaboravam com as autoridades.


A Americanas não era uma empresa pequena ou desconhecida. Era uma das marcas mais presentes no cotidiano dos brasileiros, com lojas físicas, comércio eletrônico, relação com grandes bancos e milhares de fornecedores.


Quando uma companhia desse porte revela um rombo bilionário, o efeito vai além dos acionistas. Fornecedores perdem previsibilidade, bancos revisam crédito, trabalhadores temem fechamento de lojas, consumidores veem incerteza e o mercado passa a cobrar explicações de auditorias, conselhos e reguladores.


O que acontece agora


A segunda fase da Operação Disclosure deve produzir novas análises de documentos, aparelhos eletrônicos, registros bancários e contábeis. O Ministério Público Federal poderá pedir novas diligências, oferecer denúncia ou arquivar partes da apuração, conforme as provas.


A Americanas tenta encerrar a recuperação judicial e recompor sua operação. A Justiça e os órgãos reguladores ainda precisam responder a uma questão maior: como uma fraude dessa escala atravessou anos sem ser barrada pelos mecanismos de controle?


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Operação financeira é comum no varejo, mas entrou no caso Americanas por suspeita de uso para esconder dívidas.


Por Raul Silva para O estopim | 25 de junho de 2026


Esquema visual mostra como funciona o risco sacado entre varejista, banco e fornecedor no caso Americanas

O risco sacado entrou no centro do caso Americanas porque a Polícia Federal investiga se operações financeiras usadas para antecipar pagamentos a fornecedores foram registradas de forma irregular nos balanços da companhia. A operação, comum no varejo e lícita quando informada corretamente, virou ponto de apuração criminal porque pode ter ajudado a ocultar endividamento e distorcer a real situação financeira da empresa.


Risco sacado é uma operação em que uma empresa compradora, como uma varejista, usa um banco para antecipar o pagamento devido a um fornecedor. O fornecedor recebe antes do prazo. O banco paga esse fornecedor e, depois, cobra da empresa compradora.


Na prática, há três partes envolvidas: a empresa que comprou mercadorias, o fornecedor que tem dinheiro a receber e o banco que antecipa o valor.


Essa operação também pode aparecer no mercado com nomes como financiamento a fornecedores, antecipação de recebíveis de fornecedores ou supplier finance. Ela pode ser útil para dar liquidez ao fornecedor e ampliar prazo de pagamento para a empresa compradora.


Imagine que uma varejista compra R$ 10 milhões em produtos e deveria pagar o fornecedor em 90 dias. O fornecedor, porém, precisa de dinheiro antes. Um banco antecipa o pagamento ao fornecedor, com desconto ou cobrança financeira, e passa a receber da varejista na data combinada.


Até aqui, a operação pode ser legítima. O problema começa quando a contabilidade não mostra com clareza que a empresa passou a ter uma obrigação financeira relevante. Se esse valor aparece apenas como conta comum a pagar, e não como dívida financeira, o balanço pode parecer menos endividado do que realmente está.


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O ponto sensível não é a existência do risco sacado. O ponto é como ele é registrado e divulgado.


Quando uma operação muda a natureza da obrigação, saindo de uma dívida comercial com fornecedor para uma dívida com banco, isso pode afetar indicadores como endividamento, prazo médio de pagamento, fluxo de caixa e resultado financeiro. Se a informação não fica clara, investidores, credores e fornecedores podem tomar decisões com base em um retrato incompleto da empresa.


O Conselho Regional de Contabilidade de São Paulo, ao tratar das normas internacionais sobre o tema, registrou que a discussão não era se o passivo deveria ser reconhecido, mas onde ele deveria aparecer: em contas a pagar a fornecedores ou como obrigação com banco.


No caso Americanas, a PF afirma que investiga supostas fraudes contábeis praticadas ao longo de anos, relacionadas a operações de risco sacado e a contratos de verba de propaganda cooperada, a VPC, supostamente contabilizados sem lastro econômico. Na segunda fase da Operação Disclosure, deflagrada nesta quinta-feira, 25 de junho de 2026, a corporação informou que a apuração envolve suspeitas estimadas em aproximadamente R$ 54 bilhões.


A PF também informou que foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em São Paulo, e que a 10ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro determinou o sequestro de bens e valores de investigados até o limite de R$ 54 bilhões. As apurações apontam, em tese, indícios de manipulação de mercado e associação criminosa.


Na primeira fase da Operação Disclosure, em junho de 2024, a PF afirmou que investigava a participação de ex-diretores da Americanas em fraudes contábeis que chegavam a R$ 25,3 bilhões, conforme fato relevante divulgado pela própria empresa. A investigação teve apoio técnico da Comissão de Valores Mobiliários, a CVM.


Naquele momento, a Agência Brasil informou, com base na PF, que os então diretores da Americanas teriam praticado fraudes contábeis relacionadas a risco sacado. A mesma apuração também citava supostas fraudes envolvendo contratos de VPC que, segundo a corporação, nunca teriam existido.


A CVM abriu investigações sobre as inconsistências contábeis divulgadas pela Americanas em 11 de janeiro de 2023. A autarquia informou que promoveu inspeção na sede da companhia no Rio de Janeiro para compreender detalhes relacionados, inclusive, a operações de risco sacado e VPC, além das respectivas contabilizações realizadas pela empresa.


Em janeiro de 2026, a CVM instaurou dois novos inquéritos. Um deles mira a atuação de bancos e administradores que mantinham relações comerciais com a Americanas, B2W e Lojas Americanas. O outro apura o cumprimento de deveres fiduciários por membros de conselhos, comitês e estruturas de governança.


Não. Risco sacado não é fraude por si só.


A fraude, quando existe, está no uso da operação para esconder dívida, manipular indicadores, registrar valores sem base econômica ou induzir investidores e credores a erro. Por isso, o caso Americanas não trata apenas de uma ferramenta financeira, mas da suspeita de que essa ferramenta teria sido usada dentro de uma engrenagem contábil irregular.


O caso importa porque uma companhia aberta depende da confiança do mercado. Balanços financeiros orientam decisões de bancos, acionistas, fornecedores, trabalhadores e consumidores.


Se uma dívida bilionária aparece de modo incompleto ou distorcido, o preço das ações pode ser artificialmente influenciado, o risco de crédito pode ser subestimado e a empresa pode continuar captando recursos sem que o mercado conheça sua real situação.


A Americanas afirmou anteriormente que foi vítima de uma fraude praticada por antigos administradores e que tem interesse em esclarecer os fatos e responsabilizar judicialmente os envolvidos. Ex-executivos citados em apurações negam irregularidades, e defesas já disseram que acusações se baseiam em premissas não comprovadas. Investigação não é condenação.


O que acontece agora


A PF deve analisar documentos, celulares, computadores, registros contábeis e comunicações apreendidas na segunda fase da Operação Disclosure. O Ministério Público Federal poderá pedir novas diligências, oferecer denúncia ou arquivar partes da apuração, conforme o conjunto de provas.


A CVM também seguirá com processos administrativos e inquéritos próprios, que podem gerar responsabilizações no mercado de capitais. O ponto central será demonstrar se houve erro contábil, falha de governança, omissão, fraude deliberada ou combinação desses fatores.


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Raul Silva é jornalista e produtor de conteúdo de O estopim. Atua na cobertura de política, economia, poder público e interesse social, com foco em contexto, checagem e responsabilidade editorial.

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