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Auditoria apura documentos, medições, pagamentos e responsabilidades antes de eventual multa, débito ou correção administrativa


Por Raul Silva para O estopim | 8 de julho de 2026



Fachada do Tribunal de Contas de Pernambuco, órgão responsável por auditorias de controle externo
Fachada do Tribunal de Contas de Pernambuco, órgão responsável por auditorias de controle externo | Foto: Reprodução/TCE-PE

Uma auditoria do Tribunal de Contas começa quando há indício de falha, desperdício, ilegalidade ou dano em contrato, obra, compra ou serviço pago com dinheiro público. Nesses casos, o tribunal analisa documentos, ouve gestores e empresas, confronta medições com pagamentos e decide se houve erro formal, falha administrativa, irregularidade grave ou prejuízo ao erário.


A auditoria não é uma condenação antecipada. É um procedimento técnico de controle externo. No caso de contratos públicos, ela costuma verificar o planejamento da contratação, o edital ou a ata usada, os pareceres jurídicos, os aditivos, as notas fiscais, as medições, os pagamentos e a execução real do serviço. No TCE-PE, a Lei Orgânica prevê auditorias ordinárias e especiais como formas de exercício do controle externo.


O Tribunal de Contas é um órgão de controle externo. Em Pernambuco, o Regimento Interno do TCE-PE define o tribunal como órgão constitucional de controle externo e prevê competência para atuar conforme a Constituição do Estado e a Lei Orgânica.


Na prática, isso significa que o TCE fiscaliza a aplicação do dinheiro público. Ele não substitui a Polícia, o Ministério Público ou o Judiciário, mas pode julgar contas, determinar correções, aplicar multas, apontar débito e encaminhar informações a outros órgãos quando identificar indícios de crime ou improbidade.


A auditoria pode nascer de uma denúncia, representação, provocação do Ministério Público de Contas, fiscalização de rotina ou achado técnico identificado pelos auditores.


Em casos envolvendo contratos, o primeiro passo costuma ser a análise de risco: valor contratado, urgência, tipo de serviço, histórico do fornecedor, aditivos, forma de contratação, pagamentos já feitos e impacto para a população.


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Quando há risco de continuidade de dano, o relator pode decidir sobre medida cautelar. A cautelar é uma decisão preventiva. Ela pode suspender pagamentos, impedir prorrogação, determinar envio de documentos ou limitar atos administrativos até que o mérito seja analisado.


Em contratos públicos, a equipe técnica costuma examinar:


  1. Planejamento da contratação

  2. Justificativa da necessidade do serviço

  3. Pesquisa de preços

  4. Edital, ata ou processo de adesão

  5. Pareceres técnicos e jurídicos

  6. Contrato e aditivos

  7. Ordens de serviço

  8. Boletins de medição

  9. Notas fiscais

  10. Comprovantes de pagamento

  11. Fotos, laudos e relatórios de execução

  12. Compatibilidade entre o que foi pago e o que foi entregue


Em uma auditoria especial sobre contrato público, o TCE pode aprofundar a análise sobre edital, contrato e execução dos serviços. Em caso recente divulgado pelo próprio TCE-PE, a Corte informou que a auditoria avaliaria justamente essas etapas e até a necessidade de refazer licitação.


O achado é o ponto técnico que indica possível problema. Pode ser uma medição sem comprovação, pagamento acima do preço de mercado, ausência de parecer jurídico, serviço não executado, aditivo sem justificativa, liquidação irregular ou contratação sem planejamento suficiente.


Um achado precisa ser sustentado por evidência. Por isso, uma auditoria séria não se baseia apenas em opinião política, denúncia pública ou repercussão nas redes sociais. Ela cruza documentos, valores, datas, responsáveis e provas materiais.


Depois dos apontamentos técnicos, os responsáveis são chamados a apresentar explicações. Isso inclui gestores públicos, fiscais de contrato, ordenadores de despesa e, quando necessário, empresas contratadas.


Essa etapa é essencial porque uma falha pode ter explicação documental, correção posterior ou justificativa administrativa. Também pode ocorrer o contrário: a defesa pode não afastar os indícios e o caso avançar para responsabilização.


Ao final, o Tribunal pode considerar que não houve irregularidade, apontar ressalvas, determinar correções, aplicar multa, imputar débito, exigir ressarcimento ou recomendar a abertura de tomada de contas especial.


A Lei Orgânica do TCE-PE prevê tomada de contas especial quando há omissão no dever de prestar contas, não comprovação de recursos, desfalque, desvio de bens ou valores, ato ilegal, ilegítimo ou antieconômico com dano ao erário. O objetivo é apurar os fatos, identificar responsáveis e quantificar o dano.


Se houver débito ou multa e o valor não for recolhido, o Tribunal pode emitir certidão de débito e encaminhar o caso ao órgão titular do crédito para inscrição em dívida ativa e cobrança, inclusive judicial.


Uma auditoria não significa, por si só, condenação. Também não prova automaticamente corrupção, crime ou improbidade. Ela significa que há elementos suficientes para fiscalização técnica.


Mas o contrário também é verdadeiro: dizer que “é só uma auditoria” não encerra o problema. Quando o contrato envolve milhões de reais, escola pública, saúde, transporte, obra ou serviço essencial, a auditoria é um instrumento de proteção do interesse público.


O que acontece agora


Em casos como o contrato da Cetus na educação de Pernambuco, o caminho natural é a coleta de documentos, análise técnica, manifestação dos citados, eventual parecer do Ministério Público de Contas e julgamento pela Câmara ou pelo Pleno competente.


Se o TCE confirmar irregularidades, podem vir multas, determinações de correção, cobrança de valores, comunicação a outros órgãos e impactos em futuras contratações. Se as defesas afastarem os indícios, o processo pode ser arquivado ou julgado regular com ou sem ressalvas.


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Raul Silva é jornalista e produtor de conteúdo do portal O estopim. Atua na cobertura de política, fiscalização pública, educação e temas de interesse social, com foco em contexto, documentos e responsabilidade editorial.

Contrato da Secretaria de Educação com a Cetus teve cautelar, auditoria especial e suspeitas de pagamentos irregulares



Por Helena Valente para O estopim | 8 de julho de 2026


Governadora Raquel Lyra em imagem oficial; caso envolve contrato de R$ 185 milhões na educação de Pernambuco
Governadora Raquel Lyra; caso envolve contrato de R$ 185 milhões na educação de Pernambuco | Foto: Paullo Allmeida/Folha de Pernambuco

A governadora Raquel Lyra terá de trazer explicações políticas sobre o contrato de R$ 185,25 milhões firmado pela Secretaria de Educação de Pernambuco com a Cetus Construtora para serviços de reparos, adaptações, recuperação e modernização de escolas da rede estadual. O caso chegou ao Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco, que suspendeu pagamentos em decisão cautelar e, depois, homologou parcialmente a medida, mantendo a apuração por Auditoria Especial.


A expressão “TCE encerrou o contrato” precisa de precisão. O que os registros públicos e reportagens apontam é que o TCE-PE determinou a suspensão de pagamentos e atos relacionados ao contrato. Posteriormente, a Primeira Câmara registrou perda de utilidade prática da suspensão porque a Secretaria informou o exaurimento integral do saldo financeiro, ou seja, não haveria mais pagamentos pendentes. A investigação, no entanto, segue aberta.


O contrato nº 185/2025 foi assinado inicialmente por R$ 148.203.897,62. Depois, recebeu aditivo de 25%, no valor de R$ 37.050.974,41, chegando ao total de R$ 185.254.872,03. O objeto envolve serviços de manutenção predial, reparos preventivos e corretivos, instalações, adaptações e recuperação de edificações da rede estadual de ensino.


A apuração foi aberta a partir de representação externa apresentada pelo deputado estadual Romero Albuquerque. O relator no TCE-PE, conselheiro Rodrigo Novaes, apontou indícios de falhas de planejamento, ausência de parecer jurídico prévio e inconsistências financeiras, incluindo possíveis pagamentos em duplicidade e irregularidades em medições.


Embora o contrato tenha sido conduzido pela Secretaria de Educação, a pressão recai sobre Raquel Lyra porque o caso envolve uma área central do governo, valores milionários, escolas públicas e possíveis danos ao erário. Em termos administrativos, a apuração mira atos da pasta. Em termos políticos, o episódio atinge o núcleo do governo estadual.


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O ponto mais sensível é a combinação de três fatores: contratação por adesão a ata de registro de preços, valor elevado e execução em escolas que, segundo reportagens e denúncias, ainda apresentariam problemas estruturais. O R7 mostrou escolas com rachaduras, pichações, grades enferrujadas e telhados com mato, apesar do contrato milionário para obras e reparos.


A decisão cautelar mencionou falhas que, se confirmadas, podem indicar prejuízo aos cofres públicos. Entre os pontos destacados estão falta de planejamento, ausência de documento técnico prévio, falta de análise jurídica, indícios de pagamentos em duplicidade, irregularidades materiais nas medições e divergências entre medição, liquidação e pagamento.


Reportagem do Metrópoles também apontou uso de imagens repetidas em boletins de medição, sobreposição de áreas, ausência de abatimentos, possível liquidação sem documentação adequada e suspeitas de desvio de objeto, quando obras de reforma ou ampliação teriam sido tratadas como manutenção.


A Cetus foi apontada em reportagens como empresa que estava registrada no Cadastro Nacional de Empresas Inidôneas e Suspensas, mantido pela CGU, por sanção aplicada pela Prefeitura de Belo Horizonte, vigente entre março de 2025 e março de 2026. Segundo o Metrópoles, o contrato com Pernambuco foi assinado em junho de 2025, dentro desse período.


A empresa e a Secretaria de Educação contestam a interpretação de impedimento geral. A SEE afirmou que a restrição seria específica ao município de Belo Horizonte e que não impediria atuação em outros entes federativos. A Cetus também declarou que não possui declaração de inidoneidade que a impeça de contratar com a administração pública.


A Secretaria de Educação informou, após a cautelar, que ainda não havia sido oficialmente notificada, que tomou conhecimento pela imprensa, que não possuía saldo contratual com a Cetus e que o contrato vigente expiraria em 10 de junho. A pasta disse ainda que analisaria a decisão quando fosse oficialmente comunicada.


A Cetus, em nota publicada pelo Blog do Magno, afirmou que o contrato foi celebrado dentro dos procedimentos administrativos legais, com análise da Procuradoria Geral do Estado, e que acompanha com tranquilidade a atuação dos órgãos de controle. A empresa disse ainda que permanece à disposição para prestar esclarecimentos.


O que acontece agora


A Auditoria Especial vai aprofundar a análise sobre a contratação, a execução dos serviços, as medições, as glosas, os estornos e eventuais correções. A Primeira Câmara também determinou que a Secretaria envie informações detalhadas sobre pagamentos efetuados e medidas corretivas adotadas.


O TCE também alertou os gestores sobre a necessidade de proteger o patrimônio público e recuperar eventuais valores pagos indevidamente. Qualquer nova contratação, prorrogação ou licitação semelhante envolvendo a empresa deverá observar legalidade, motivação, eficiência, economicidade e precaução administrativa.


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Helena Valente é repórter especial e analista de Educação de O estopim. Dedica sua cobertura às políticas públicas, ao financiamento da educação, às desigualdades escolares e aos impactos das decisões de Brasília no cotidiano de estudantes, professores e comunidades. Sua escrita une apuração, análise crítica e compromisso com a defesa da escola pública, gratuita, laica, inclusiva e socialmente referenciada.

Merenda, contratos, obras escolares e professores pressionam o governo estadual e entram no centro da disputa política em Pernambuco.


Por Helena Valente para O estopim | 8 de julho de 2026



Escola pública estadual em Pernambuco em dia letivo, tema central da disputa sobre educação, merenda e infraestrutura.
Escola pública estadual de São Lourênço da Mata em Pernambuco caiu em dia letivo, esse é um tema central da disputa sobre educação, merenda e infraestrutura. | Foto: Reprodução Instagram/ @camaragibeagora

A educação pública estadual de Pernambuco chegou ao segundo semestre de 2026 no centro de uma disputa que mistura gestão, fiscalização, denúncias e eleição. Sob o governo Raquel Lyra, a rede estadual enfrenta cobranças sobre merenda, contratos, infraestrutura e valorização profissional, enquanto a sucessão estadual já coloca a área como uma das vitrines e vulnerabilidades do debate público. Levantamentos recentes mostram Raquel Lyra e João Campos como nomes centrais da disputa pelo governo de Pernambuco em 2026.


A discussão não se resume a indicadores ou promessas eleitorais. O que está em jogo é a capacidade do Estado de garantir comida adequada, professores em sala, escolas em condições de funcionamento, contratos regulares e transparência sobre o uso do dinheiro público.


A educação é uma política de impacto direto. Quando a merenda falha, o estudante sente. Quando uma obra atrasa, a escola perde. Quando há disputa entre contratação temporária e nomeação de concursados, a rede acumula instabilidade. Quando denúncias sobre reformas ou compras públicas aparecem, a pergunta central passa a ser quem fiscaliza, quem responde e quem corrige.


A alimentação escolar virou um dos pontos de maior desgaste da gestão estadual. O Tribunal de Contas de Pernambuco analisou contratos relacionados à merenda e, segundo notas taquigráficas do próprio TCE-PE e reportagens sobre a decisão, identificou falhas de planejamento que levaram à classificação de parte da situação como “emergência fabricada”. A decisão também resultou em multas a gestores e em determinações para corrigir práticas administrativas.


Antes disso, a Assembleia Legislativa de Pernambuco já havia discutido falhas na merenda em audiência pública. A Alepe registrou cobranças de estudantes e professores sobre a qualidade e a regularidade da alimentação escolar, além de questionamentos sobre o cumprimento da regra de compra mínima da agricultura familiar.


O Ministério Público de Pernambuco também participou de debate sobre alimentação escolar, por meio do CAO Educação, e destacou a iniciativa institucional Merendar como instrumento de atuação na garantia da alimentação escolar e no combate à fome.


A afirmação genérica de que houve “desvio de verba da merenda”, presente no texto original enviado à redação, não deve ser publicada como fato sem processo, decisão, relatório ou documento específico que comprove essa imputação. O que há, com base nas fontes consultadas, são auditorias, falhas apontadas, multas, cobranças públicas e procedimentos relacionados à merenda.


A política de pessoal também pressiona a Secretaria de Educação. Em 2024, o TCE-PE determinou que a Secretaria de Educação e Esportes de Pernambuco nomeasse quase 5 mil professores aprovados em concurso público realizado em 2022. O relator também determinou que a pasta não celebrasse nem renovasse contratos temporários enquanto houvesse aprovados no cadastro de reserva.


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A decisão mostra um problema estrutural: a dependência de vínculos temporários em uma rede que precisa de continuidade pedagógica. Para professores, estudantes e famílias, a discussão não é apenas administrativa. Ela afeta planejamento escolar, permanência de docentes, reposição de aulas e estabilidade das equipes.


Outro ponto de tensão envolve a infraestrutura. O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco, o Sintepe, apresentou denúncia sobre possíveis irregularidades em reformas de escolas estaduais. Segundo o sindicato, foram visitadas escolas apontadas como reformadas, mas ainda com problemas estruturais. A denúncia citou contratos milionários e foi repercutida pela imprensa local.


Como se trata de denúncia sindical, o caso exige contraditório, acesso aos contratos, análise de medições, verificação in loco e manifestação da Secretaria de Educação, do Governo de Pernambuco e das empresas citadas. Sem esse caminho, a denúncia deve ser apresentada como denúncia, não como conclusão definitiva.


A crise administrativa convive com indicadores que a gestão usa como defesa. Pernambuco superou a média nacional no Ideb 2023 do ensino médio, alcançando nota 4,5 contra 4,3 da média nacional, segundo divulgação da Secretaria de Educação com base nos dados do Inep e do MEC. O Ideb combina fluxo escolar e desempenho em avaliações, de acordo com a definição do próprio Inep.


Esse dado importa, mas não encerra o debate. Um indicador positivo não elimina problemas de gestão, contratos, merenda ou infraestrutura. Ao mesmo tempo, falhas administrativas não autorizam ignorar resultados educacionais quando eles existem. A cobertura responsável precisa mostrar as duas dimensões.


Com a disputa pelo governo em andamento, a educação tende a ganhar peso eleitoral. Reportagem da Folha de S.Paulo registrou avanço de Raquel Lyra nas pesquisas e citou a tentativa de sua base de concentrar a disputa em temas locais. A mesma cobertura apontou João Campos como principal adversário da governadora no cenário analisado.


Para o eleitor, o desafio é separar propaganda de política pública. Promessas sobre valorização de professores, escolas em tempo integral, tecnologia, merenda e obras precisam ser confrontadas com orçamento, execução, contratos, resultados e fiscalização.


O texto original enviado à redação não trazia documentos, números de processos, notas oficiais ou manifestação do Governo de Pernambuco sobre todas as acusações citadas. Antes da publicação, O estopim recomenda solicitar posicionamento à Secretaria de Educação e Esportes de Pernambuco, ao Governo do Estado, ao Sintepe e, quando houver empresa citada, à contratada responsável.


Até que esses documentos sejam anexados à apuração, devem ser tratados como pontos pendentes: eventual desvio de verba, favorecimento político em contratações e responsabilidade específica por obras não concluídas.


O que acontece agora


A educação estadual deve continuar sob pressão em três frentes. A primeira é administrativa, com necessidade de correção de contratos, planejamento de merenda e resposta a decisões dos órgãos de controle. A segunda é política, com cobranças de sindicatos, estudantes, deputados e adversários eleitorais. A terceira é eleitoral, porque a disputa de 2026 tende a transformar cada falha e cada entrega em argumento de campanha.


Para estudantes, servidores e famílias, a pergunta principal não é quem vence a narrativa. É o que muda dentro das escolas.


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Helena Valente é repórter especial e analista de Educação de O estopim. Dedica sua cobertura às políticas públicas, ao financiamento da educação, às desigualdades escolares e aos impactos das decisões de Brasília no cotidiano de estudantes, professores e comunidades. Sua escrita une apuração, análise crítica e compromisso com a defesa da escola pública, gratuita, laica, inclusiva e socialmente referenciada.


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