Brasil registra recorde de feminicídios em 2025, com 1.470 casos, aponta Ministério da Justiça
- Michael Andrade

- 20 de jan.
- 2 min de leitura
Por Michael Andrade, da redação O estopim
O Brasil registrou 1.470 feminicídios em 2025, o maior número já contabilizado na série do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), indicador do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

O total supera os 1.464 casos de 2024, que até então representavam o recorde. Na prática, o país manteve uma média de quatro mulheres assassinadas por dia.
De acordo com os dados, os registros se concentram principalmente nos estados mais populosos. Em números absolutos, São Paulo aparece no topo do ranking em 2025, com 233 feminicídios, seguido por Minas Gerais (139).
O impacto das estatísticas aparece também em relatos de familiares. “Quando eu achava que, quando ela estava com ele, ela estava segura… se eu soubesse, eu tinha protegido a minha filha”, diz uma mãe, em depoimento que circula junto a reportagens sobre o tema — e que ecoa a realidade de crimes cometidos, muitas vezes, em relações marcadas por ameaças e histórico de agressões.
Lei endureceu penas, mas índices seguem altos
Em 2024, entrou em vigor a lei que transformou o feminicídio em crime autônomo no Código Penal e elevou a pena para 20 a 40 anos, além de prever aumento em situações específicas — como durante a gestação, nos meses após o parto e quando o crime ocorre na presença de familiares, entre outros agravantes.
Mesmo com o endurecimento, o cenário preocupa. Especialistas apontam que o enfrentamento precisa ir além da punição, com investimento em acolhimento nas delegacias, treinamento de agentes públicos e aplicação rápida de medidas como afastamento do agressor, monitoramento eletrônico e restrição de armas, além de ampliar a rede de apoio para quem está em risco imediato.
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