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Matheus Cunha marca de novo e amplia para o Brasil contra o Haiti na Copa do Mundo 2026

Por Mário Toledo para O estopim | 19 de junho de 2026



Jogador de futebol de azul, número 9, comemora no gramado verde com os braços erguidos.
Matheus Cunha após segundo gol | Foto: Reprodução

Matheus Cunha marcou o segundo gol do Brasil contra o Haiti aos 36 minutos do primeiro tempo, nesta sexta-feira (19), na Filadélfia, pela segunda rodada do Grupo C da Copa do Mundo 2026. Com o novo gol, o atacante chegou a dois na partida e colocou a Seleção Brasileira em vantagem por 2 a 0 antes do intervalo. O placar ao vivo da Al Jazeera registra os gols de Cunha aos 23 e aos 36 minutos.


O segundo gol muda o tamanho da noite de Matheus Cunha. Ele já havia aberto o placar aos 23 minutos, em lance iniciado por Vini Jr., que cortou da esquerda para dentro, finalizou e obrigou Placide a espalmar para a área. Na sobra, Cunha disputou a bola com a defesa haitiana e o lance terminou dentro do gol. O Guardian registrou a jogada com dúvida inicial sobre autoria, mas com Cunha recebendo os créditos da comemoração.


Aos 36, o atacante voltou a aparecer para ampliar. O detalhamento completo da jogada do segundo gol ainda não foi consolidado nas coberturas minuto a minuto consultadas até esta atualização, mas o registro do placar confirma o camisa 25 como autor do 2 a 0. Em tempo real, isso importa: Cunha não apenas marcou, ele assumiu o protagonismo de um jogo que o Brasil precisava controlar rapidamente.


Carlo Ancelotti bancou Matheus Cunha como titular no lugar de Igor Thiago e também colocou Danilo na equipe, substituindo Ibañez. A mudança no ataque era uma das principais cobranças depois do empate por 1 a 1 com Marrocos na estreia. A escalação brasileira teve Alisson; Danilo, Gabriel Magalhães, Marquinhos e Douglas Santos; Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá; Matheus Cunha, Raphinha e Vini Jr.


Com dois gols ainda no primeiro tempo, Cunha responde a uma pergunta que cercava a Seleção: o Brasil precisava de um centroavante fixo ou de um atacante mais móvel? Contra o Haiti, ao menos até aqui, a mobilidade venceu o debate. Cunha circulou, atacou a área e mostrou presença no momento decisivo.


O 2 a 0 reduz a ansiedade de uma Seleção pressionada por vitória, saldo e desempenho. Marrocos venceu a Escócia mais cedo no Grupo C, o que aumentou a cobrança sobre o Brasil antes da bola rolar. O time de Ancelotti precisava transformar favoritismo em placar, e os dois gols de Cunha dão ao Brasil o controle emocional da partida.


Mas a vantagem não pode virar acomodação. O Haiti entrou com linha defensiva reforçada, tentando proteger a área e sair em velocidade. Se o Brasil baixar o ritmo, pode permitir que o adversário encontre bolas longas, cruzamentos e disputas físicas. A obrigação agora é administrar com intensidade e buscar o terceiro gol.


Matheus Cunha não começou a Copa como unanimidade. A torcida pedia Endrick, parte da imprensa questionava Igor Thiago, e Ancelotti precisava encontrar uma solução sem Neymar. O segundo gol contra o Haiti muda o debate. Não encerra a discussão sobre o ataque brasileiro, mas recoloca Cunha no centro da disputa por protagonismo.


Em Copa do Mundo, oportunidade tem prazo curto. Cunha entrou no time, marcou duas vezes e transformou uma escolha técnica em fato consumado. O Brasil ainda precisa jogar mais, mas o atacante fez exatamente o que se espera de quem recebe a camisa em jogo de pressão: decidiu.


O segundo gol de Matheus Cunha é mais do que estatística. É afirmação. É resposta a um ambiente desconfiado. É também um lembrete de que a Seleção Brasileira precisa de menos promessa e mais execução.


Contra o Haiti, Cunha executou. E, por enquanto, o Brasil respira.


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Mário Toledo é jornalista esportivo e analista de conjuntura de O estopim. Especialista na cobertura de futebol nacional e internacional, entende o esporte como um fenômeno social e político. Disseca táticas, bastidores e os impactos socioeconômicos do esporte com rigor analítico, ética e foco na democratização do futebol.

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