Paciente com suspeita de Ebola em São Paulo testa positivo para meningite
- Michael Andrade

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Por Michael Andrade, da redação de O estopim | Fonte: Diario de Pernambuco | domingo (31) de maio de 2026
Homem de 37 anos segue internado em isolamento no Instituto de Infectologia Emílio Ribas; investigação para ebola continua em andamento.

O homem de 37 anos internado em São Paulo com suspeita de ebola testou positivo para meningite meningocócica, informou a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP).
O paciente está internado no Instituto de Infectologia Emílio Ribas e segue em isolamento, conforme os protocolos de biossegurança. Apesar da confirmação laboratorial de meningite, a investigação para ebola continua em andamento, assim como a análise de outros diagnósticos diferenciais virais.
Segundo a SES-SP, o homem veio da República Democrática do Congo, país com áreas de transmissão da doença pelo vírus ebola, e teve viagem recente ao território. Ele apresentou sintomas como febre, preenchendo a definição de caso suspeito.
A confirmação da bactéria causadora da meningite meningocócica foi feita pelo Instituto Adolfo Lutz dentro do processo de diagnóstico diferencial.
“Há confirmação laboratorial da bactéria causadora da meningite meningocócica pelo Instituto Adolfo Lutz, dentro do processo de diagnóstico diferencial. Ainda assim, a investigação para Ebola permanece em andamento até a conclusão das análises específicas”, afirmou em nota Regiane de Paula, coordenadora em Saúde da Coordenadoria de Controle de Doenças da SES-SP.
A doença pelo vírus ebola pode começar de forma súbita, com febre alta, dor de cabeça intensa, dores musculares, fadiga, náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal. Em casos graves, pode evoluir para manifestações hemorrágicas, choque e falência múltipla de órgãos.
Na última semana, a Secretaria atualizou orientações à rede de saúde sobre o surto de ebola, cepa Bundibugyo, em curso na República Democrática do Congo. O documento reforça medidas de vigilância, notificação imediata, isolamento, manejo inicial e investigação laboratorial.
De acordo com avaliação técnica da SES-SP, o risco de introdução da doença no Brasil e na América do Sul permanece muito baixo. Entre os fatores considerados estão a ausência histórica de transmissão autóctone no continente sul-americano, a inexistência de voos diretos entre a região afetada e a América do Sul e a forma de transmissão da doença, que exige contato direto com sangue, secreções, fluidos corporais ou tecidos de pessoas sintomáticas infectadas.
Mesmo diante do baixo risco, a orientação é que os serviços de saúde mantenham atenção a pessoas com febre e histórico de viagem, nos últimos 21 dias, para áreas com circulação do vírus.
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