Pesquisa diz que 73% dos brasileiros apoiam fim da escala 6x1
- Michael Andrade

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Por Michael Andrade, da redação de O estopim - Fonte: Agência Brasil | sexta-feira (13) de fevereiro de 2026
Levantamento da Nexus ouviu 2.021 pessoas em todo o país e mostra queda no apoio quando a proposta envolve diminuição de remuneração.

Uma pesquisa da Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados indica que 73% dos brasileiros apoiam o fim da escala 6x1, desde que não haja redução de salário. O levantamento foi realizado nas 27 unidades da Federação, entre sexta-feira (30) de janeiro e quinta-feira (5) de fevereiro, com 2.021 entrevistados a partir de 16 anos.
De acordo com o CEO da Nexus, Marcelo Tokarski, a pesquisa também aponta que 62% dos consultados dizem saber que existe uma proposta em debate, no governo federal e no Congresso Nacional, para encerrar a escala 6x1. Dentro desse grupo, 12% afirmam conhecer bem o tema e 50% dizem conhecer mais ou menos. Tokarski disse à Agência Brasil, na quinta-feira (12), que 35% nunca ouviram falar do assunto.
Quando a possibilidade de diminuição do salário é apresentada, o apoio ao fim da escala cai para 28%. Outros 40% dizem ser favoráveis apenas se a mudança não implicar redução salarial. Há ainda 5% que se declaram favoráveis ao fim da jornada, mas não têm posição formada sobre a condição relacionada à manutenção ou redução da remuneração.
O levantamento também registrou que 84% dos entrevistados consideram que o trabalhador deveria ter pelo menos duas folgas obrigatórias por semana, sem considerar possíveis alterações salariais.
Segundo a pesquisa, o apoio ao projeto de lei sobre o tema varia de acordo com o voto no segundo turno das eleições de 2022. Entre os entrevistados que votaram no presidente Luiz Inácio Lula da Silva, 71% se disseram favoráveis, 15% contrários e 15% não opinaram. Já entre os que votaram em Jair Bolsonaro, 53% se disseram favoráveis, 32% contrários e 15% não opinaram.
A proposta de mudança é debatida no Congresso por meio da PEC 148/2015, aprovada na Comissão de Constituição e Justiça do Senado na quarta-feira (10) de dezembro de 2025. O texto ainda precisa passar por duas votações no plenário do Senado e duas na Câmara dos Deputados, com quórum qualificado de pelo menos 49 senadores e 308 deputados.
Se aprovada, a transição ocorreria de forma gradual. No primeiro ano, as regras atuais seriam mantidas. No ano seguinte, o número de descansos semanais subiria de um para dois. Atualmente, a jornada máxima semanal é de 44 horas, mas poderia cair para 40 horas a partir de 2027 e para 36 horas semanais a partir de 2031. O ponto sobre a possibilidade de redução de remuneração para compensar o novo tempo de descanso ainda deve ser votado pelo Congresso.
Ao serem questionados se acreditam que a proposta será aprovada, 52% responderam que sim, 35% disseram que não e 13% não opinaram. Apenas 12% afirmaram entender bem o conteúdo da PEC.
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